Props - Contos.   Posted by Narrador.Group: 0
Narrador
 GM, 145 posts
Sat 30 Apr 2011
at 21:27
Props - Contos
Espaco para contos
Red Oni
 player, 110 posts
Sat 30 Apr 2011
at 22:14
Re: Props - Contos
Ok isso aqui ocorreu logo depois de eu ter pego a lista dos objetos e compradores da yakuza.

Recapitualando:

Red Oni invadira uma mansão/base da Yakuza e se apoderou de uma lista que continha os endereços e as identidades dos compradores das reliquias roubadas do museu onde sua mãe trabalhava. Ela se vingara dos ladrões dando a eles uma sangrenta lição.

E agora continuando...

Logo após a execução dos bandidos.

Razão voltando...Visão deixando de ser um borrão vermelho...Calma...Calma!

Era estranho não sabia oque havia ocorrido lembrava das ofensas, da humilhação e de uma raiva que não tinha limites, mas não lembra o que houvera depois e via a seus pés os corpos retalhados, oque sobrara dos yakuza após seu rompante.


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Vazão de raiva minha querida...Vazão de raiva...


Era o yakuza, o líder deles. Masaka! Ele estava no chão morto, ela havia se virado para ver o que restara dele perto da parede.





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Não é melhor do que nós...Afinal essa mãos delicadas fizeram isso, melhor que dar uns amassos atrás do ginásio ou furtar cd’s de loja não acha? Eu sou um monstro, um assassino, e sei disso...E você sabe oque você é?


Katsumi estava confusa, com raiva, não queria ver e nem tão pouco ouvir aquilo...
[Red Oni]:"-Some...DAQUI!"

Ela atacara o mafioso com a mão, mas desta já saíra uma faísca avermelhada que formara a espada num corte perfeito, dividindo a figura em dois, mas do chão ela ria...e era um riso perturbador...


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Você não pode matar oque já está morto minha querida Kat-Chan, não pode fugir...estaremos por perto...estaremos...


O mafioso some do chão e aparece do lado de Katsumi e com um dedo indicador manchado de sangue encosta na testa dela e diz

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AQUI...


O mafioso desaparece deixando uma aturdida Katsumi caindo de joelhos e chorando...ela copiosamente limpava a testa (mas só manchava-a mais afinal ainda tinha as mãos sujas de sangue daqueles que matara).

Quando ouvira a voz de tranquilidade, aquela voz que sempre a acalmara desde de criança


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Não chore Kat-cha, o monstro se foi e ele não pode lhe fazer mal algum, eu a protegerei... Mas agora não pode ficar aí tem que fugir, claro que seria bom se você se limpasse antes...


Era Jotaru, ela sempre o escutava nas horas mais complicadas, quando seu pai não tinha tempo para ela e sua mãe estava viajando ou quando se sentia mal era assim desde pequena...



Deixara de chorar e recuperou o  equilibrio pegou tudo que a comprometesse, além de esvaziar o cofre da casa ela também pegou um isqueiro de um dos mafiosos, andou pela casa e ligou o gás na cozinha correu... jogou o isqueiro e em poucos instantes uma grande bola de fogo fumegante era a mansão...
Katsumi tinha condições agora de executar sua vingança, em parte ela o fez dando aos bandidos um fim funesto, entretanto havia o dever de recuperar os artefatos roubados para silenciar aqueles que ousaram sugerir que a arqueologa morta pudesse ter sido morta numa falha negociação de venda e substituição por réplicas.

Chegara em casa...Seu pai como de costume estava lendo o jornal, mexendo no computador e fumando como uma chaminé de estilo vitoriano...
Katsumi Nishimura...Venha cá imediatamente!




Não era um pedido...era uma ordem, a relação entre pai e filha era algo mais como empregado funcionário, o afeto se mostrado era discreto e breve muito breve.
Queria manda-lo a merda, a pqp a qualquer lugar, mas não queria nem um pouco falar com ele agora, mas ela já andara pra frente e baixara a cabeça , era seu pai apesar de tudo e lhe devia respeito.

[Hideo Nishimura]: "- O QUE È ISSO? Que são essas queixas da escola? Notas baixas? Brigas? Ausências? E mais andam dizendo por aí que você está se comportando de maneira estranha."

Gritou. Ele alterando a calma costumeira e a passividade que ele sempre tivera, ele que nunca se interessava e parecia estar aquém do que ela fazia ou fizera... Ele nunca ligara. Porque agora?

[Hideo Nishimura]:"-Sua mãe afetou você tanto? Ela era especial assim como você, não tenho demonstrado, mas preocupo-me. E pelo visto..."

Ele notara afinal. Quem não notaria por mais relapso que fosse que os olhos de sua única filha haviam mudado de cor.

[Hideo Nishimura]:"- Lentes de contato? Vesturário inapropriado. Que você precisa de ajuda isso agora é evidente. Não se preocupe eu já tenho uma pessoa em mente. Pode entrar agora doutora."

Adentrara na sala uma moça bonita e jovem, que se identificara como Doutora Junko Yashida, psiquiatra e phd.

[Junko Yashida]: "- Sua filha sofreu um grande trauma sr.Nishimura, não é algo simples querer simplesmente julga-la por estas mudanças comportamentais, claro que não posso simplesmente dar-lhe um diagnóstico vendo uma unica vez é necessário intervenção continua..."

Fora uma impressão ou o olhar dela tinha um vago brilho sinistro

Katsumi então foi internada numa clinica em Fukushima, era uma clínica particular afastada da cidade onde teoricamente os pacientes teriam tranquilidade o que ajudaria em seu processo curativo.

O que Katsumi estranhara era o absoluto faltar de pacientes, mas ela pensou que talvez fosse seu pai pagando por tratamento particular  exclusivo, mas logo ela vira outros pacientes...

O tratamento em si era parecido com o que vira nos filmes, aquelas baboseiras Freudianas ou Jungianas não sabia ao certo sabia que era monitorada já que nas entrevista fora lhe perguntado com quem ela falava e notaram seus rompantes quando o mafioso aparecia ou Jotaru a confortava.

Também ela estava agressiva, já havia machucado alguns enfermeiros engraçadinhos ou simplesmente destruído propriedades não com poderes, mas devido a aparições do mafioso em momentos inadequados.

[Junko Yashida]:"- Bem eu creio que identifiquei o seu problema senhorita Nishimura o trauma vem lhe causando dúvidas, mas não se preocupe vamos lidar com isso juntas. Enfermeira? Vamos traga o remédio."

Ela mexera o braço e a manga deslizara e Katsumi vislumbrou longas tatuagens no braço da doutora, era estranho...


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Kat-chan...È uma armadilha. Não mostre que sabe, mas não pode confiar nela. Fique alerta.
Jotaru em sua mente alertava.

O mafioso estava atrás da doutora com um  esgar divertido em sua expressão, baixara a manga do casaco e mostrara sua tatuagem da Yakuza...

Pronto era o sinal de que estava nas mãos dos inimigos, mas ela tirou forças de conter o impulso de pular no pescoço daquela vaca traiçoeira, pegou o remédio e bebeu a água, mas deixou o comprimido debaixo da lingua e não o engoliu, mas ao longe ouvira uma música de flauta... [Red oni]:"-Música? Aqui?"

[Junko Yashida]: "- Ah você está ouvindo outro de nossos pacientes ele é muito bom com a flauta faz a gente relaxar...cooperar...e então engula o comprimido sim?"
Ela não queria...mas não podia negar  a ordem e engoliu, a sala ficou escura e ela perdeu a consciência.

[Red Oni]:"-Kuso... Você é uma deles...." disse enquanto perdia a consciência.


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Kat-chan...Kat-chan...Acorde… ACORDE!


Ela despertou com a voz de Jotaru, estava usando uma camisa de força e numa cela acolchoada...Era isso: Seu pai a colocara no manicômio, queria eliminar uma possível vergonha para ele, ou pior ele estava ciente dos acontecimentos e colaborou com eles...não era hora de pensar nisso precisava fugir, sair dali...não sabia de suas capacidades ainda...

Passou algum tempo no sistema: Era entrevistada pela “doutora” tatuada e forçada a ingerir comprimidos sempre ao som da música, mas com o tempo passou a conseguir resistir a música e evitar de engulir ou seja permanecendo consciente mas fingindo, ela era levada de cadeira de rodas até o quarto nesse procedimento.

Começou a ver outras pessoas por ali, em maioria jovens que parecia estar na mesma situação talvez este lugar fosse alguma prisão para seres com dons, Katsumi não sabia, mas sabia que precisava dar o fora dali e logo.
Pensou em manifestar o que fizera antes, mas não adiantava não parecia vir assim facil, quando apareceu novamente o mafioso.


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Parece-me que tenta encontrar alguma coisa criança...Mas não sabe como não é mesmo?
Motejou ele.

[Red Oni]:"-Onore...Não quero ve-lo e muito menos ouvi-lo suma!"

O mafioso riu daquilo o que deixou Katsumi ainda mais brava


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Criança tola! Eu não obedeço a ordens suas, e me diverte ve-la nessa situação, afinal a qualquer hora um daqueles enfermeiros pode ter alguma idéia suja e você ai ja na posição...hmmm.


Katsumi já não estava mais dizendo algo em sua mente estava em ebulição, queria esganar aquele patife e queria muito quando sentiu que as amarras havia sido cortadas ela manifestar seus dons.

Ouvira um alarma. Algo estava acontecendo um estrondo e vira que alguma parede havia ruído, gritos e tiros eram escutados, então ela decidiu...e agiu, a porta caiu.

Não conhecia a planta do lugar, mas podia ver que os guardas estavam ocupados com alguem ou alguma coisa e aproveitou para ir na direção oposta do barulho, andou furtivamente e evitou patrulhas até chegar ao que parecia uma escadaria que levava ao estacionamento subterrâneo.

Começou a caminhar quando ouviu um arrastar metálico no chão era o arrasto de correntes...

Quando por pouco não foi acertada por uma e viu que era uma moça mais ou menos da sua idade a tentar lhe acertar com uma grande corrente de metal.




[The Conduit]:"- Interessante. Você não parece nada de especial o valor da sua cabeça é superestimado sua merdinha mimada..."

[Red Oni]: "-Não sei quem é você, mas se acha que eu vou voltar é engano seu." e manifestou suas lâminas.

Ao ve-las a outra moça lambeu os lábios como se estivesse se divertindo.

[The Conduit]:"- Excelente. Agora não vou ter tédio e tenho uma desculpa pra te moer de pancada. Me chamam de Conduit, mas não vou te dizer porque."

Ela jogara a corrente em volta do braço de Katsumi que puxou a corrente para frente, mas no mesmo instante sentiu um choque forte, que se continuasse podia até acabar com ela, mas pensou rapido e com um movimento da espada cortou a corrente.

Conduit não gostou de ter sua corrente quebrada e fez uma cara de censura
[The Conduit]:"- Não é educado quebrar sem pagar...E você vai pagar."

Nova sequência de golpes e esquivas por parte de Katsumi que atacava devolta com suas espadas que era defletidas pelas correntes ou simplesmente desviadas com agilidade por Conduit, ela era boa nisso também.

O duelo parecia que ia durar bastante tempo até que uma musica se fez ouvir e ela finalmente viu quem tocava, parecia um monge zen tradicionalista e seus movimentos pareciam enrijecer...

[The Conduit]:"- Ahh agora que eu estava me divertindo você aparece, Shakuhachi."

O estranho flautista nada diz enquanto uma névoa o acompanha em seus movimentos e o som melódico da flauta continua, Katsumi reunia toda a força de vontade que podia mas abraço da melodia a segurava, embora não completamente.




Se não fizer alguma coisa eles vão me matar...Vão me matar... ela mordeu o lábio e a dor parece ter ajudado pois a liberou do abraço musical, o que deixou o flautista surpreso, mas este nada disse.

Katsumi correu e fazia cambalhotas para escapar das correntes de Conduit, Shakuhachi observava e parecia que iria entonar outra música quando Katsumi disse.

[Red Oni]:"- Ah não de novo não!"  e com um chute bem aplicado acertou a cabeça do flautista que caiu de encontro a parade atordoado.

Fugira pra outro nível com Conduit no encalço quando teve uma idéia durante a luta que se seguiu ela atingiu o sistema de sprinklers o que fez a agua cair e formar poças...

Conduit sorriu [The Conduit]"- Mas você é muito burra mesmo não é? Eu estava limitada mas agora... você me deu vantagem e além do mais não tomo meus próprios choques." ela colocou as mãos no chão segurando as correntes e soltou a desgarga elétrica.

Um grito se ouviu mas não era de Katsumi que pulara e se grudara no teto (fincou as lâminas nele) e sim de Shakuhachi que tombara pelo choque.

[Red Oni]:"-Já me cansei!" E nisto uma estrela vermelha havia aparecido nas mãos de Katsumi. Curiosa ela a arremessou como uma estrela ninja em Conduit que não conseguiu desviar, mas nada parecia ter ocorrido e esta sorriu.

[The Conduit]:"-Uau estalinhos? Você me acertou um estalinho? Agora vou te mostrar." Mas a expressão de confiança sumira do rosto quando ela agitara a corrente e apenas o metal se mexeu mas sem os efeitos caracteristicos.

Quando Conduit havia percebido já havia levado um belo murro e perdido a consciência.

Katsumi encarou os dois inimigos caidos e ficara tentada a acabar com eles...

[Red Oni]:"-Eu devia era..." O sons de luta ficaram piores não podia perder tempo, fez ligação direta num dos carros em outro ponto do estacionamento e saiu cantando pneus.

Quando ia passar por cima do portão ela viu a “doutora” no caminho sem a menor intenção de sair da frente...esta abrira o  jaleco revelando o corpo quase que completamente tatuado e Red Oni pode perceber que o moisaco artistico na pele da moça ganhara vida e se mexia de modo estranho.




Aí tem! Ninguém é assim doido pensou Katsumi desviando da doutora bem a tempo de ver que uma das tatuagens havia saltado para fora da pele da moça e feito um buraco por onde o carro iria passar. Outra das tatuagens, a de uma gueixa demoníaca parecia que se manifestaria a seguir, mas Katsumi nem ficou para ver oque essa ia fazer, o carro já havia arrebentado o portão e ido embora...

A “doutora” apenas colocou o roupão novamente e fora ver os outros dois.
[Tatoo]:"- Idiotas! O Oyabun não vai gostar nada disso! Como foi que deixaram ela fugir?"

Shakuhachi agora se levantava devagar e respondeu [Shakuhachi]:"-Tatoo...Os outros também ajudaram, a fuga dos outros dispersou nossos esforços. Mas e o pai dela sabe de algo?"

[Tatoo]:"- Não sabe e não saberá, para todos os efeitos ela ainda está aqui, vamos pega-la de volta." Respondeu Tatoo sem esboçar expressões.
Conduit estava furiosa e apenas descontou a frustração em um carro próximo...

Contiunou em o prologo de recrutamento.

This message was last edited by the player at 05:01, Mon 02 May 2011.

Dhampyr
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 Faust Ferdinand Novak
 Super-Intelecto, Maduro
Thu 16 Jun 2011
at 06:26
Dhampyr - A Conexão de Granada
[Washington DC – Navy Memorial]


Ben Turner olhou pela terceira vez para o seu relógio, ao que as fontes do Memorial da Marinha começaram novamente a coreografia de jatos sincronizados. O fluxo de turistas e de funcionários das diversas firmas legais e departamentos federais no Federal Triangle caminhando na hora do almoço não tirou a concentração do artista marcial veterano,  e ele sorriu ao que ele sentiu o seu amigo tentando se mesclar na multidão...



- “Você está atrasado.” - Turner falou
- “Se aproximar furtivamente de você toma tempo.” - King Faraday respondeu - “E então, a partir de onde você me percebeu?”

Ben olhou para a esquina e apontou para o ônibus de turista que estava dobrando na Pennsylvania Avenue...

- “Ônibus de turismo cheio de asiáticos...” - Turner apontou.
- “Foi o primeiro que eu achei...” - Faraday respondeu. - “E então, você chegou à uma decisão?.”

Os dois caminharam pelo meio da multidão, e Turner falou:

- “Waller falou pra você sobre o time que nós estamos montando, certo?” - Turner perguntou.
- “A velha tá ficando com coração mole...” - Faraday  brincou - “Bem, eu estava pensando em alguém mais experiente, ou que pelo menos fosse acima de 18 anos.”
- “Eu pensei que, depois dos Novos Titãs terem varrido o chão com os seus operativos, você tinha revisto seus conceitos.” - Turner falou, ao que ele sentou-se num dos bancos. - “Mas também, o Central Intelligence Bureau não é nenhum Suicide Squad...”
- “Pelo menos com o C.B.I. eu posso viver o suficiente pra me aposentar. E eu revi meus conceitos sim. Por isso que eu estou aqui. ” - Faraday respondeu - “E então, o que você tem pra mim?”

Ben retirou do seu casaco um tablet e o entregou para King, que o ligou e viu a ficha no display.

- “Intelecto de Décimo Nível? Você vai colocar um Nerd no caso?” - King perguntou.
- “Você já tem o músculo e força-bruta no caso, o que você precisa agora é do cérebro.” - Turner falou - “Além do que, ele é um rosto novo, fácil de ser subestimado.”

Faraday não pareceu muito convencido, mas ele confiou no julgamento de seu velho amigo. Ele inseriu um pendrive no tablet e após fazer o upload das informações, ele devolveu o computador para Turner.:

- “Ok... meu operativo está voltando do Panamá nesta madrugada.  Taca Air 590.” - Faraday falou, levantando-se - “Mande seu guri ir pegá-la.”
- “Você não vai ficar pro café?” - Ben perguntou, ao que ele viu um sedã negro parar na frente do monumento.
- “Eu tenho um briefing no Comitê de Contra-Inteligência Doméstica em 20 minutos.” - Faraday respondeu. - “Um pé-no-saco...”
- “Boa sorte” - Turner falou, sem o mínimo de inveja do predicamento em que seu amigo se encontrava.



Faraday acenou com a cabeça, e entrou no sedã, que então desapareceu pela avenida em meio ao trânsito...

[ J. Edgar Hoover Juvenile Detention Center ]
[ Bunker - Multilab ]

Turner aguardou pacientemente os segundos que demoraram para que as Blast Doors do laboratório se abrissem; era um preço pequeno à se pagar para evitar outro incidente como o que havia criado um novo acesso entre os corredores 5 e 7 no Bunker.  A primeira coisa que Ben notou ao entrar no laboratório foi a melodia ambiente; ele passou pelas comportas e encontrou o gênio residente do Projeto concentrado num grupo de androides...

- “Sr. Novak” - Turner se fez ser percebido.
- “Agente Turner.” - Faust Novak respondeu, sem levantar a cabeça. - “As amostras da malha reforçada para os novos trajes dos Knights estão na pasta metálica ao pé da escada.”

Ben lembrou-se que ele havia realmente requisitado novas alternativas para os trajes de campo dos operativos de elite do Checkmate, mas ignorou a pasta com as amostras:

- “Eu tenho uma missão para você.” - Turner informou.
- “Pronto!” - Novak exclamou, ao que ele fechou o chassi do androide, e olhando para Turner, ele falou - “Missão?”
- “Sim, Missão.” - Ben repetiu, apresentando à ele um tablet.

Faust ergueu uma sobrancelha diante das informações que ele estava lendo, e após um segundo, ele disse:

- “Ok, eu vou convocar o resto do time...” -  Ele disse, caminhando para o telefone.

Turner pegou o fone da mão dele e colocou de volta no aparelho, o que surpreendeu Novak:

- “Esta é uma operação solo, Sr. Novak.” - Ele falou - “É um favor à uma de nossas agências afiliadas.”
- “Entendido...” - Faust respondeu; ele não era ignorante ao tráfego de influência e troca de favores dentro do governo. - “Mais alguma coisa?”

Turner olhou para o exotraje no stand e perguntou:

- “Você tem algo mais discreto para vestir?”

[Aeroporto Internacional de Dulles]



Faust Novak ajustou sua gravata pela terceira vez, enquanto ele se mantinha sentado numa das cadeiras adjacentes aos portões de desembarque internacional.  O terno havia sido sugestão de Turner, uma vez que ele iria estar trabalhando junto à um agente federal. Faust não se importava de ter de se trajar tão formal, mas ele abriu mão do sapato social em favor de sneakers mais confortáveis; Se havia uma coisa que ele havia aprendido com Doctor Who era a importância de estar bem calçado para uma eventual escapatória.

Nas suas mãos ele tinha a edição recente de Popular Mechanics que ele havia pego na banca de jornais, enquanto aguardava pela agente responsável pela investigação. Ele não estava particularmente satisfeito em servir de Gofer Guy para um burocrata numa investigação federal, mas se esse era o preço à se pagar para ter um pouco de tempo livre longe das palhaçadas de Transmorfo e Speedfreak, ele estava disposto à pagar.

No letreiro eletrônico na parede, o voo 590 da Taca Air estava informando que os passageiros estavam na alfândega, junto com outros três voos, o que explicava o número de pessoas com placas e cartazes esperando pelos passageiros. Washington D.C. Era uma das cidades com maior tráfego aéreo do continente, então, aquilo não era incomum.  Porém, o fato de que um homem na fileira da frente tinha no meio do seu jornal uma foto da agente a quem Faust deveria receber era suspeito...



Sem nenhum alarde, Ele levantou-se de sua cadeira, desculpando-se com a família que estava sentado ao seu lado ao que ele saiu do seu lugar, e caminhou para longe dos assentos. O sujeito não prestou a mínima atenção para ele, mas ele olhava para um canto específico vez por outra... um parceiro, Faust considerou. Se juntando às pessoas que estavam de pé perto das rampas de saída, ele olhou ao redor tentando identificar o parceiro do sujeito com a foto. Não demorou mais que um segundo para identificar o homem negro e musculoso que destoava de um grupo de hispanos que estavam também aguardando por passageiros. Ele estava bem vestido, assim como estava o indivíduo que estava sentado.



Discretamente, Faust pegou o seu celular, que era na verdade um computador holográfico disfarçado e do meio da multidão, tirou uma foto do homem que estava sentado, e uma foto do homem que estava de pé. Através da interface neural, ele isolou os traços faciais dos dois, e buscou no banco de dados do Departamento de Trânsito e da Polícia pela identidade deles... A ficha do homem de pé logo apareceu, e ele definitivamente não era boa notícia...

A abertura das portas para a saída da primeira leva de passageiros fez com que a multidão começasse a se agitar e mover para perto dos portões, e Faust notou ao que o homem que estava com a foto se levantou, e caminhou na direção dos portões... Ele reconheceu no meio dos passageiros a agente federal, e viu os dois homens convergirem nela, e ele fez o mesmo.



Ele se mesclou com um dos grupos, ficando de costas para os homens, mas mantendo-se atento à eles...

- “Srta. Trayce.” - O homem com a foto falou. - “Inspetor Harkovisk e  Detetive Trusk da Polícia de Baltimore. Comissária Lewis nos enviou.”
- “Muito bem.” - Trayce respondeu,

Faust notou um dos homens guardando algo no bolso, possivelmente um distintivo falso, e aguardou até que eles chegassem à rampa para segui-los... o layout do aeroporto era simples, e quando ele notou que os dois a estavam levando por uma porta que era fora da área de circulação.

Assim que a porta se fechou, Faust agiu. Ele caminhou até perto dos telefones que haviam do lado, e discretamente, sacou seu Sonic Screwdriver, apontando-o para a porta. A tranca eletrônica não resistiu mais que um segundo, e Faust ouviu o som da porta destrancando e rapidamente a abriu, fechando-a atras dele. Como era de se esperar, o corredor estava vazio, e havia uma escada rolante que levava ao subsolo. O estampido de um tiro o alertou assim que ele começou à descer a escada rolante, o que  surpreendeu Novak.  Aqueles homens eram profissionais de nível, eles não iria cometer um erro primário como disparar uma arma ainda tão perto de onde a multidão estava.

Ele desceu os degraus correndo, e ao dobrar a esquina, se deu de cara com Trayce e seus dois algozes. Um deles estava no chão, e ela tinha o outro numa gravata, a cara ensanguentada dele pressionada contra a parede. Uma pistola, meio fumegante, estava caída no chão...

Ao vê-lo, uma expressão de urgência apareceu na face da agente, ao que ela jogou o criminoso que ela tinha contido pra trás e correu para a arma no chão, completamente ignorando o fato que o segundo sujeito estava colocando a mão dentro do terno... Sem tempo para ser sutil, Faust correu na direção de Trayce, que mergulhou para pegar o revolver. Ela agarrou a arma com uma mão, ao mesmo tempo que o homem no chão sacou uma pistola, e Faust se teleportou.

- “Quê!?” - Trayce exclamou ao que ela viu o jovem desaparecer num flash na frente dela.

O segundo homem ficou ainda mais surpreso ao que ele viu uma mão surgir do nada na cara dele, ao mesmo tempo que um joelho pressionou seu peito e outra mão segurou o braço que empunhava a arma. O peso do corpo de Faust unido ao momentum que ele tinha da corrida forçou o assassino contra o chão violentamente, fazendo-o bater com a cabeça  contra o piso, deixando-o atordoado e fazendo-o soltar a pistola. Com urgência, ele agarrou a pistola e se levantou antes que o seu adversário conseguisse lhe agarrar, e deu uma bicuda na cabeça dele para colocá-lo fora de ação de fato.

Ao que ele virou-se, ele viu a expressão de surpresa e confusão na cara da loira, e com horror, ele viu dois outros homens surgindo na escada rolante... Trayce notou o olhar dele e imediatamente virou-se com a arma, e claramente vendo que eles não eram da Polícia do Aeroporto, e vendo-os sacar Mini-Uzis, ela abriu fogo. Faust imediatamente se agachou, fazendo o mesmo que ela, mas sem a mesma perícia. Um dos homens foi atingido pelas balas e rolou pelos degraus, mas o segundo começou a escalar de volta a escada rolante, o que deu aos dois a chance de correr...

- “Quem é você?” - Pat Trayce perguntou
- “Sub-Diretor Turner me colocou como seu suporte.” - Faust respondeu - “Meu nome é Woahh!!... ”

Pat puxou Faust de súbito para trás de uma coluna ao que outros dois homens surgiram no corredor por onde eles estavam correndo...

- “Você sabe atirar pelo menos?” - Ela perguntou, olhando a maneira como ele estava segurando a pistola na mão dele
- “Eu sou um técnico em balística...” - Faust respondeu...
- “Perfeito, um interno...” - Pat falou, sarcástica, ao que ela se espreitou para disparar, voltando para trás da coluna em seguida.

Faust viu o homem que havia escapado vindo por trás, e vendo um extintor de incêndio, ele mirou e disparou. A explosão e a nuvem branca que subiu surpreendeu e atordoou o assassino, e Pat, vendo o que ele havia feito, falou:

- “Bom trabalho!” - Ela disse, fazendo o mesmo do outro lado com outro extintor, a explosão e subsequente nuvem de fumaça branca bloqueando o corredor.

Aproveitando o momento, Ela disparou contra a fechadura, abrindo a porta atrás deles, mas ao que ela chutou a porta, Faust a puxou sem cerimônia

- “Ei!” - Ela protestou, ao se ver puxada do outro lado do corredor...

Ele entregou a pistola à ela e sacou seu sonic screwdriver, diante do olhar curioso da agente federal, e destrancou uma das duas portas daquele lado do corredor.

- “Por aqui.” - Ele falou, abrindo a porta.

Sem pensar duas vezes, Pat o seguiu ao que ele fechou a porta, e fez sinal para que ela ficasse em silêncio...

Dentro do que parecia ser uma sala de manutenção mal iluminada e com vários corredores, os dois ouviram as vozes vindo do corredor...

- “Merda, cadê ela?” - um dos homens falou...
- “cof, cof... Eu não sei!” - outro homem respondeu.
- “Eu não tô vendo porra nenhuma!” - outro homem reclamou
- ”Tem uma porta aberta!” - o primeiro homem falou - “Como Cray e Sinder estão?”
- “Sinder está morto e Cray está desmaiado.” - o segundo homem respondeu
- “Não, Cray está morto.” - O terceiro homem falou.

Os dois ouviram o som de um tiro, e então passos apressados... eles esperaram alguns segundos, e então Pat lhe estendeu a mão:

- “Pat Trayce, Agente especial do C.B.I.” - Ela se apresentou
- “Faust Ferdinand Penkala-Novak, Misfits Project.” - Ele respondeu.

Pat olhou levemente surpresa para o adolescente, e falou:

- “Ok então, Faust Ferdinand... Nós temos de sair daqui.” - Trayce falou.

Ele ativou o display holográfico, e acessando a planta esquemática do aeroporto, ele falou:

- “Ok, tem uma porta de acesso ao túnel do elevador....” - Faust falou, virando-se na direção indicada, e apontou - “Logo alí.”
- “Hum... um técnico em balística, hã?” - Ela falou, ao que os dois correram pelo corredor.
- “Entre outras coisas.” - Ele respondeu - “Quem é que está atrás de você?”
- “Os Colombianos, a FARC, os Brasileiros, os Chineses... você escolhe.” - Ela falou - “Quando eu chegar na central, eu vou verificar a ficha dos dois que nós pegamos e descobrir.”

Eles chegaram ao final do corredor, onde uma escada levava a uma portinhola no teto.

- “O negro alto é Jacques Lafleur, natural da Guiana Francesa, e pelas informações classificadas, eu diria, um mercenário.” - Faust falou, ao que ele subiu as escadas e usou sua ferramenta para abrir a portinhola.

Ele ajudou Trayce a sair pela portinhola no túnel do elevador, e ela falou:

- “Mercenários custam caro. Isso não é um bom sinal.” - Pat comentou, olhando ao que os dois elevadores estavam parados... - “E agora?”


Faust se aproximou de uma das caixas metálicas e a abriu, revelando o controle central dos elevadores:

- “Agora nós fazemos nossa saída.” - Ele disse, fazendo um dos elevadores mover para baixo.”

Ao que elevador passou por eles, ele o desativou e abriu as portas no andar superior.

- “Você também é técnico em elevador?” - Ela perguntou, se agarrando na escada de serviço e começou a subir
- “Entre outras coisas...” - Ele respondeu, com um tom bem humorado.

Os dois saíram no andar do estacionamento horário, sob o olhar curioso de um casal que estava desembarcando no outro elevador. Pat deu um sorriso amarelo para os dois e falou:

- “Manutenção.” - Ela mentiu, ao que Faust saiu do túnel.

Os dois saíram correndo no meio do estacionamento, que apesar da hora, estava com metade de sua capacidade ocupada.

- “Onde está o nosso veículo?” - Ela perguntou, e parando para olhar bem para ele, ela adicionou - “Você é velho suficiente para ter carteira, certo?”
- “Eu tenho 17.” - Faust falou, incomodado com a pergunta. - “E eu vim num sedã que me deram”

Ele sacou uma chave do bolso, e prontamente Trayce pegou da mão dele.

- “Ei!”  Faust reclamou
- “Sinto muito, garoto, mas eu não confio em menores dirigindo.” - Ela respondeu.

Sabendo que era contra-produtivo discutir naquele momento, ele voltou à correr na direção do veículo:

- “Ford Fusion preto, por aqui!” - Ele disse



Os dois se aproximaram rapidamente do carro, e Pat apertou o remoto, destravando as portas... com um senso de urgência eles entraram no carro e a agente saiu dirigindo  da vaga onde eles estavam normalmente. Faust registrou marginalmente em meio a confusão de carros de bombeiro e polícia parados numa das entradas do aeroporto, e no andar superior no terminal de embarque, um dos homens que os estavam perseguindo irritado por ver seu alvo fugindo.

[ Dulles Toll Road, em rota para Washington ]

- “Ok, rapazinho, o que você sabe sobre a investigação que eu estou conduzindo?” - Pat perguntou, e desabotoando a jaqueta que ela estava usando, ela adicionou - “Segure o volante.”

Faust fez o que ela pediu, segurando o volante ao que ela tirou a jaqueta e jogando-a no banco de trás, ela virou-se completamente para alcançar algo no banco de trás, fazendo Faust usar as duas mãos para segurar o volante.

- “Uma operação internacional de contrabando que envolve gente de dentro do governo russo.” - Faust falou.
- “Ex-KGBs que decidiram que a aposentadoria não era o suficiente.” - Pat respondeu, voltando, e segurando o volante - “Obrigada.”
- “E para onde nós vamos agora?” - Ele perguntou.

Ela olhou para o super-gênio e disse:

- “Porto de Baltimore.”

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Dhampyr
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 Faust Ferdinand Novak
 Super-Intelecto, Maduro
Fri 17 Jun 2011
at 08:41
Dhampyr - A Conexão de Granada
Parte II
[Baltimore, Maryland]
[Zona Portuária de Point Breeze]

Após a travessia de mais de uma hora entre Dulles e Baltimore,  Pat Trayce e Faust Novak chegaram à cidade de Baltimore, que às 3 da manhã, estava completamente deserta. Eles haviam parado em uma viela e Pat fez Faust abrir a porta de um dos inúmeros galpões do complexo.

- “Que local é esse?” - Ele perguntou, ao que eles andavam em meio aos caixotes empilhados nas prateleiras.
- “Dantini Brothers Import, uma firma fachada para a família Scranton,” - Ela explicou - “Eu encontrei dois contêineres deles vazios num galpão usado por traficantes nos arredores de La Tablas, Panamá, e eu quero saber o que eles continham e de onde eles vieram”

Os dois chegaram no escritório, e uma vez mais Faust usou sua ferramenta, possibilitando a entrada deles sem dificuldade. Imediatamente Trayce ligou a luz de gabinete e começou a vasculhar os arquivos, enquanto ele se dirigiu ao computador:

- “Não perca seu tempo. Eles não colocariam nada comprometedor num hard drive que possa ser hackeado.” - Pat falou
- “Eu estou procurando é pelo que eles não acham que é comprometedor.” - Faust respondeu.

Trayce olhou nas gavetas do gabinete por qualquer coisa que pudesse indicar recordes de transferências.

- “Nada aqui...” - Ela falou, colocando a pasta no local e pegando outro. - “Alguma sorte?”
- “Ainda não, mas eu vou baixar todo o conteúdo na memória do meu computador.” - Ele falou, ao que ele começou à fazer o download.

Pat olhou de relance para o rapazinho que King havia lhe mandado;  Ela sabia que seu chefe havia colocado um tipo mais cerebral para contrabalançar o ímpeto temerário dela; Ela tinha um passado como o terceiro herói conhecido como Vigilante, que iria sempre pesar no currículo dela, mesmo depois que ela aposentou o uniforme. Em meio as ruminações dela, os olhos treinados de Trayce notaram algo num manifesto...

- “Ah-há!” - Ela falou, pegando o manifesto na mão, como um troféu - “Eu achei!”

Faust virou-se para a loira, mas o que ele notou foi pelas persianas, a luz de uma lanterna dentro do galpão. Com urgência, ele desligou a luz do gabinete e puxou Trayce para o chão. Ela conteve o impulso natural de gritar em surpresa ao que os dois se abaixaram ao que o feixe da lanterna passou pelas persianas.

No chão, Pat segurou a cabeça de Faust, e ganhando a atenção dele, ela fez um sinal com a mão indicando que ela iria se espreitar para checar o perímetro. Ele acenou positivamente com a cabeça, e ela engatinhou por baixo do gabinete e através da sala até a janela por trás da porta. Faust observou ao que a loira abriu com os dedos entre o vão na persiana o suficiente para que ela pudesse ver o galpão, e por uma fração de segundos ela se abaixou antes que o feixe da lanterna a pegasse.

Agachada de costas para a parede, ela olhou de volta para Faust, fazendo um sinal de dois com os dedos. Ela sacou sua pistola, e e como muito cuidado e de forma silenciosa,  ela destravou a segurança e moveu o alimentador, movendo uma bala na agulha... de forma similar, Faust retirou do seu bolso o Sonic Screwdriver com cuidado, Pat olhou incrédula para o super-gênio, em silêncio seus lábios movendo, expressando uma exclamação de “Sério?”,  mas Faust não se abalou.

Eles sequer respiraram ao que a maçaneta da porta girou e a porta se abriu, revelando dois homens musculosos que claramente não eram guardas noturnos... Pat começou a se levantar lentamente por trás dos dois homens, e ela estava indo muito bem, quando ela acidentalmente passou a mão na tranca do cordão da persiana, fazendo com que a cortina se abrisse de forma rápida e barulhenta...

- “O que? Ei!” - Um dos homens falou, ao que os dois se viraram com as lanternas e armas na mão.

De imediato, Faust levantou-se, e bradou:

- “Ei!” - Ele falou, com o Sonic Screwdriver apontado para os dois capangas, e ao que eles se viraram por reflexo, ele liberou um pulso eletromagnético com um sorriso - “Hello!”

Os dois capangas foram tomados de surpresa ao que as duas lanternas subitamente explodiram na mão deles, resultado da corrente elétrica das baterias sendo invertida e amplificada em um único centésimo de sobrecarga total.  Os dois homens gritaram ao que eles soltaram os destroços das lanternas, confusos. Trayce aproveitou a chance acertou a coronha da arma na nuca do primeiro capanga, que caiu desacordado. O segundo homem ainda tentou se afastar, mas ele recebeu um gancho de direita digno de um peso-pesado, que o fez girar nos calcanhares e beijar o arco da porta e depois, o chão...

- “Bom trabalho!” - Ela elogiou Faust
- “Bom gancho.” - Ele devolveu, guardando sua ferramenta e virando-se para o computador.

Faust desconectou seu celular do computador ao que o download havia sido terminado enquanto a loira colocou o segundo capanga pra dentro do escritório.

- “Hora de dar o fora daqui.” - Ela falou.
- “Você não precisa me dizer duas vezes.” - Ele respondeu.

Eles correram para fora do galpão, espreitando pela porta para ver se a rua estava deserta, e de lá, correram de volta para o carro que estava no quarteirão adjacente. Uma vez dentro do carro, ela saiu acelerada, pegando a avenida na direção da primeira saída para a highway. Faust aproveitou o momento para verificar a integridade dos arquivos que ele havia baixado, quando ele notou que eles não estavam pegado a saída para o sul:

- “Nós não vamos de volta pra Washington?” - Novak perguntou.
- “Não, nós estamos seguindo o rastro.” - Trayce respondeu, entregando à ele o manifesto.

Faust passou os olhos no papel, e olhou para ela:

- “Gotham?” - Ele perguntou, já sabendo a resposta.

Pat Trayce apenas sorriu de volta.

[Uma hora e meia depois, Gotham City]

- “Ok, aqui estamos, Gotham City, a joia negra do Nordeste...” - Pat falou, olhando de relance para Faust, que apenas olhou para ela de relance, e fechou os olhos novamente - “Ah, você ainda tá brabinho, tá?”

O super-gênio não falou nada, e ela disse:

- “Eu tenho certeza que o policial está bem.” - Ela disse
- “Não graças à nós...” - Ele resmungou. - “Causando um curto numa viatura  à 140km por hora podia tê-lo matado”
- “Esses carros tem cabine reforçada justamente pra capotamentos. E nós ligamos pra chamar a ambulância...” - Ela argumentou
- “E logo depois você atirou meu computador pela janela.” - Ele resmungou de novo.
- “Ei, parecia um celular pra mim, e eu tinha de me livrar de qualquer rastro eletrônico” - Pat defendeu-se - “Além do que, você fez aquela coisa com as luzes.”
- “Transmaterialização de Emergência, um protocolo de segurança que eu tenho em todos os meus gadgets para evitar que eu os perca, ou que alguém os atire pela janela pensando que é um celular.” - Faust falou, olhando de forma acusatória para a loira

Pat teve a decência de ficar corada, mesmo que fosse por alguns segundos, e ela então estacionou o carro. Faust olhou ao redor e falou:

- “Nós não estamos no porto.” - Ele constatou o óbvio.
- “Nós não estamos nem perto do porto.” - Ela informou, desligando o carro e abrindo a porta.

Faust saiu do carro, olhando ao redor. Eles estavam no boêmio Fashion District, e aquela hora da manhã, já havia pessoas transitando pelas ruas, e as equipes de limpeza estavam varrendo as ruas... a arquitetura Decó e Barroca dos prédios era grandiosa, e as gárgulas nos topos dos prédios, uma marca registrada de Gotham, reinavam soberanas.

- “Ei, por aqui.” - Ela o chamou.
- “Onde nós estamos indo?” - Ele perguntou.

Trayce não falou, ao invés disso, ao que eles dobraram a esquina, ela apontou para um restaurante com os letreiros em neon azul:  TOM'S RESTAURANT.



Faust olhou intrigado, e Pat o puxou para dentro...

[Meia hora depois]

Um café decente, ovos mexidos e hash browns  fizeram maravilhas pelo humor de Faust Novak. Uma das coisas que o super gênio tinha de se adaptar ainda eram as porções gigantescas que eram servidas na América. Na base, ele não tinha de se preocupar com isso; Gomez não queria deixar ninguém gordo, mas fora, no campo, ele tinha de se vigiar...

- “Então, esses contêineres foram contrabandeados debaixo do nariz do Batman?” - Faust perguntou, tomando outro gole do café.
- “Batman é bom, mas não é onisciente. Crime ainda acontece em Gotham.” - Pat respondeu, ela já tendo terminado com o cheesecake dela.
- “E essa Black Onyx Transports? Outra fachada?” - Ele perguntou
- “Para a máfia russa. Eles assumiram o comando após a família Zucco cair.” - Trayce falou, olhando pela janela. - “Claro que, depois de Bludhaven, muita coisa mudou, mas pelo menos o controle parcial está nas mãos deles...”

Bludhaven havia sido, depois de Coast City,  o maior desastre dentro do território nacional, e sendo uma das maiores áreas industriais do país, causou uma mudança no cenário econômico americano.

- “Então, nós vamos checar o escritório deles também?” - Ele perguntou.
- “Não, nós vamos visitar um conhecido primeiro.” - Ela respondeu.

[Algum tempo depois, no topo de um prédio]

- “Conhecido, héim?” - Ele falou com sarcasmo, enquanto o seu celular continuou à projetar um bat-sinal nos céus da cidade.
- “Todo mundo conhece Batman.” - Ela retrucou.



Faust olhou para Trayce, claramente não engolindo a desculpa dela...

- “Você já pode desligar isso.” - Uma voz grave falou, por trás deles.

Pat e Faust se viraram, tendo sido pegos de surpresa, ao que eles viram Red Robin saindo das sombras.



- “O sinal...” - O Crimson Knight insistiu, com paciência.

Faust, que estava intimidado pela força da presença do herói, levou um momento para entender que Red Robin estava falando com ele, e prontamente desligou a projeção.

- “Perdão, eu estava tentando chamar outra pessoa.” - Pat falou - “Você é um Robin?”
- “Ele é Red Robin.” - Faust falou, reconhecendo de imediato o uniforme.
- “Sim, eu sou. Agora, o que vocês querem, Agente Trayce, Doutor Novak.”  - Red Robin perguntou.

Pat virou-se para Faust, e os lábios dela moveram em silêncio, perguntando: “doutor?”. Faust respondeu da mesma maneira:  “depois”.  Faust não estava realmente surpreso que Red Robin sabia quem ele era. O herói claramente havia sido treinado pelo Batman... Um pigarro do herói fez os dois voltarem a atenção para ele, e Trayce falou:

- “Eu estou conduzindo uma investigação...” - Pat começou, sendo interrompida pelo herói
- “....sobre a operação internacional de contrabando envolvendo o governo paralelo da Rússia.” - Red Robin completou.
- “O que nos trás a questão de por que dois assassinos estão realmente querendo com os russos.” - uma voz feminina, grave e agressiva perguntou, por trás deles.

Novak e Trayce se viraram, surpresos, ao verem Batwoman no parapeito do prédio, ela com uma aura tão intimidante, senão mais, que Red Robin...



- “Oh, Frakk...” - Faust murmurou, dando um passo pra trás, para mais perto de Pat...

Pat, mais experiente, não se deixou ser intimidada, e falou:

- “Nós estamos conduzindo uma investigação federal, minha cara.” - Trayce falou - “Como vocês deve saber, sendo tão bem informados como são, que nós somos agentes federais.”
- “Você é uma agente do C.B.I.  e ex-integrante do Suicide Squad, e ele...” - Batwoman falou, apontando para Faust - “É responsável por mais de 200 mortes.”

Deste fato, Pat não sabia, ela imediatamente virou-se para Faust, cujo semblante tornou-se severo:

- “Eu fiz o que era necessário.” - Ele respondeu - “E foram 136 sentenças executadas, não 200.”
- “A explosão na fábrica em Sisak matou mais que membros do White Eagle.” - Red Robin falou, num tom acusatório.
- “Numa guerra, pessoas morrem.” - Faust retrucou
- “A guerra acabou fazem 15 anos.” - Red Robin falou
- “Se você realmente acredita nisso, então você não é tão informado quanto Agente Trayce acredita.” - Faust respondeu, sarcástico.

Aquela discussão era esperada, algum dia ele iria encontrar alguém que sabia do passado dele, mas ele não pretendia ter aquele argumento naquele momento, e principalmente, com dois membros do Cavaleiros Negros de Gotham, e por isso ele decidiu encerar antes que eles perdessem o foco. Estendendo as mãos, ele falou:

- “Eu estou aqui, vocês me tem cercado. Podem me prender.” - Novak desafiou.

O olhar que Batwoman lhe dirigiu fez a temperatura baixar de tão severo, mas nem ela nem Red Robin fizeram nada. Pat olhou para os dois membros do Bat-Clan e então para o seu parceiro, não acreditando naquela situação surreal...

- “Então, o que vocês estão esperando? Eu não estou resistindo.” - Faust insistiu, alternando o olhar entre os dois...
- “Não há nenhuma acusação pendente...” - Red Robin admitiu, com contrariedade.

Ele baixou os braços, e falou:

- “Claro que não há.” - Faust concordou, ele mais que todos, sabia disso - “Agora, será que nós podemos voltar ao ponto?”

Batwoman trocou olhares com Red Robin, e após um aceno de cabeça tão discreto que quase passou desapercebido por Pat, ela falou:

- “Eu vou estar vigiando.” - Ela falou, sacando sua grappling gun e apontando-a para um dos outros prédios.

Pat e Faust observaram ao que a mulher-morcego saltou no ar, e então se viraram para Red Robin, que jogou um pendrive para Faust, que pegou o gadget no susto.

- “Vladimir Ravichenko é o contato da operação na cidade” - Red Robin falou - “Eu quero eles, e vocês, fora de Gotham até o anoitecer.”
- “Obrigada.” - Pat falou.

Red Robin respondeu com um aceno apenas, e virou-se na direção do parapeito:

- “E será no melhor interesse de vocês não voltar.” - O Crimson Knight adicionou
- “Você sabe que eu não posso prometer isso.” - Faust respondeu.

Tomou muita força de vontade para Faust não borrar as calças ao que Red Robin parou, e virou-se caminhando na direção dele. Mas Ylliana era mais importante que o seu bem estar físico, e por isso, ele engoliu a seco e fez o seu melhor para não parecer aterrorizado.
Pat controlou o seu instinto de levar a mão ao coldre, sabendo que aquilo só tornaria as coisas mais difíceis e assistiu ao que Red Robin encarou Novak...

Por segundos que pareceram uma eternidade, Faust, contra toda fibra de seu ser, se manteve impassível diante do olhar mais intimidante que ele já teve o desprazer de encontrar:

- “Ela é tudo que me resta. Que eu era, que eu deveria ser, morreu com minha família.” - Ele falou, num não agressivo - “Eu não atravessei o Atlântico para fugir, eu vim para garantir que Ylli tenha uma chance de uma vida normal. Ela merece ao menos isso.”

Ele fitou o herói, que continuou em silêncio por mais alguns segundos, antes de se pronunciar:

- “Nós mantemos uma regra clara aqui em Gotham.  Toda vida é sagrada.” - Red Robin declarou - “Respeite essa regra,  e eu vigio sua prima.”

Faust acenou com a cabeça, e Red Robin dirigiu-se à Trayce:

- “Da próxima vez que o C.B.I. quiser informação, procure Comissário Gordon primeiro.” - o Herói falou, sacando sua grappling gun e disparando para um dos outros prédios...

Pat observou ao que o Cavaleiro desapareceu por dentre os prédios, e virando-se para Novak, ela falou:

- “Ok, eu estou impressionada... você encarou dois associados do Batman sem hesitar!” - Ela falou, dando um tapinha nas costas dele....

...só para ter que segurá-lo ao que as pernas dele cambalearam. Faust havia finalmente se lembrado de respirar,  ele estava gelado como um defunto e suas pernas pareciam geleia...

- “Ei, não desmaia não!” - Pat brincou, ao que ela viu claramente o rapaz sucumbir ao instinto natural de tremer-se todo após ter sido bravo além dos seus limites... - “Nós ainda temos trabalho à fazer, lembra?”
- “Eu não tô sentindo as pernas...” - Faust falou, ainda se tremendo.

Trayce riu, e colocou o braço dele por cima do ombro dela, ajudando-o a se manter de pé:

- “Ok, respire... respire, expire, respire, expire...” - ela falou, de forma didática, ao que os dois deixaram o telhado...

[ meia hora depois (e muita água com açúcar) ]

Novamente dentro do carro, Trayce e Novak verificaram a informação no pendrive dado por Red Robin. Dentro, eles encontraram arquivos que Faust determinou que tinham vindo dos computadores do escritório de Ravichenko, o qual eles descobriram que estava fora do país e estava pra chegar num voo no final da tarde.

- “Cruzando esses manifestos com os que nós conseguimos em Baltimore, já dá pra ter uma ideia do itinerário da operação, mas nós ainda estamos no escuro em relação à carga.” - Pat falou.
- “Nosso homem deve saber o que ele transporta.” - Faust falou entre bocejos, resultado de ter virado à noite. - “É só fazer com ele o que tentaram fazer com você.”
- “Essa é uma boa ideia” - Ela falou, também bocejando e se espreguiçando - “Caramba, eu tô cansada, e você deve estar mortinho já, héim?”

A resposta de Novak foi bocejar novamente:

- “Nós precisamos de um local pra descansar até a hora do vôo.” - Pat falou

Faust olhou pela janela, e notando um outdoor da Gotham State University, ele falou:

- “Eu tenho o local perfeito.” - Faust declarou.

[Midtown – Reaton District]



Ao oeste do South City Park, às margens do Gotham River, Gotham State University, ou GSU, se destacava em meio à vizinhança decadente.  Os velhos condomínios de casas geminadas se mesclavam com os prédios que compunham o campus da universidade, e era em uma dessas casas que Ylliana Tesla residia enquanto ela atendia classes no GSU.



Aquele ano estava começando bem para a jovem imigrante croata naturalizada americana, que havia descoberto que, após os dois anos de tragédia, seu primo Faust estava vivo, e na América. Ela havia passado por uma depressão profunda desde que ela havia recebido a notícia do assassinato de seu tio e de seus avós, mas ela nunca havia perdido as esperanças de que o  pequeno prodígio estivesse vivo.


Foi com muita alegria que ela havia recebido a notícia que ele estava bem, e em Washington D.C. e,  ainda que a situação legal dele no país estivesse complicada e que ele estivesse numa instituição para menores, Ylliana tinha fé que logo o governo iria soltar seu primo; ele estava prestando serviços ao governo, este muito ele pôde lhe confidenciar, e ela sabia que o gênio dele iria provar útil para o país, e que eles permitiriam a estadia dele nos Estados Unidos.

Ainda era cedo e ela estava se levantando quando ela ouviu a campainha tocar. Ela saiu de seu apartamento, vestida em seu pijama e olhou pela janela do primeiro andar para a rua. Ylliana  num primeiro momento teve de esfregar os olhos por que ela não acreditava no que estava vendo, mas vendo que ela não estava sonhando, a jovem estudante disparou escada abaixo na direção da porta.

Faust Novak estava do outro lado da porta, com um sorriso cansado no rosto, e quase foi ao chão ao que sua prima pulou em cima dele, abraçando-o:

-  “Malo Mishka!” - Ela exclamou, apertando-o com todas as suas forças.
-  “Ar... preciso... ar...” - Faust falou, com dificuldade, ao que ele estava sendo espremido.

Ylliana conteve-se um pouco e Faust respirou aliviado.

- “Olá, Ylli.” - Ele falou - “Eu vim sem avisar...”
- “Isso não importa. O que importa é que você está aqui, Mishka” - Ela retrucou, e notando a loira olhando para eles, ela soltou seu primo, olhando com certa desconfiança.

Pat deu um sorriso amistoso, e Faust, notando o olhar de sua prima, falou:

- “Ylli, esta é Agente Trayce, do Bureau.” - Faust apresentou, e notando o olhar confuso de sua prima, ele explicou - “Nós estamos na cidade à serviço do governo.”
- “Como vai, eu sou Pat.” - Trayce se apresentou, estendendo sua mão.
- “Ylliana Tesla...prazer.” - Ylli apertou a mão dela, com certa desconfiança.
- “Novak e eu estamos trabalhando em uma investigação federal na cidade.” - Trayce falou, de forma genérica.

Faust notou que Pat estava dando a ele a chance de explicar o que eles estavam fazendo ali, e ele não decepcionou:

- “Nós temos um contato que não vai estar na cidade até o fim do dia, e eu pensei que nós podiamos tirar um cochilo no seu apartamento até lá.” - Faust falou.
- “Sim, claro, claro. Por favor, entrem.” - Ylli falou, feliz demais em ter seu primo alí para querer fazer mais perguntas. - “Não reparem a bagunça.”

Ylliana entrou novamente no apartamento, e Faust segurou a porta para Pat, que passou e olhou para ele com curiosidade:

- “ Miskha?” - Ela perguntou, tentando não rir
- “Longa história...” - Ele falou, cansado demais para querer explicar o apelido

Ele fechou a porta, ignorante do indivíduo que estava observando tudo do topo de um dos prédios vizinhos...

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Dhampyr
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 Faust Ferdinand Novak
 Super-Intelecto, Maduro
Tue 21 Jun 2011
at 06:54
Dhampyr - A Conexão de Granada III
Parte III
[Gotham City, New Jersey]
[Midtown – Reaton District]

Era perto do meio dia quando Pat Trayce despertou. A viagem do Panamá até os Estados Unidos e a subsequente maratona em Baltimore e Gotham havia esgotado a loira. Assim que ela se instalou na cama gentilmente cedida por sua inesperada anfitriã, ela apagou até a hora em que o despertador do seu celular disparou. Na verdade, ela odiava tanto o som irritante do despertador que ela acordou naturalmente segundos antes e desligou o app, se espreguiçando em seguida.

Ela deixou do quarto, esperando encontrar seu parceiro adormecido no sofá, mas ela não esperava encontrar Ylliana Tesla sentada no braço do sofá, acariciando de forma maternal à cabeça do primo dela. Faust Novak continuava em sono profundo, resultado da exaustão de 24 horas acordado. Ao notar Trayce, Ylliana levantou-se com cuidado, e fez um sinal com a cabeça para que a agente à seguisse. Na cozinha/Sala de jantar do apartamento, a jovem se dirigiu ao armário, o abrindo, pegou a lata de café:

- “Você aceita um café, Agente Trayce?” - Ylliana perguntou
- “Sim, eu aceito. E pode me chamar Pat... Agente Trayce é só em serviço.” - Pat respondeu.

Ylliana deu um sorriso e então colocou o pó na cafeteira. Trayce observou na parede um mural com fotos. Haviam fotos de Ylliana, Faust e de outras pessoas que ela deduziu serem da família; parentes, irmãos, avós, tios...



- “Você vive aqui sem sua família?” - Pat perguntou.
- “O resto da minha família está deitado lá no sofá.” - Ylliana falou, num tom melancólico,ao que ela colocou água na cafeteira - “Meus pais morreram na Guerra da Yugoslávia, e meus tios e avós morreram durante os Levantes das Milícias. Nós fomos os únicos sobreviventes.”
- “Vocês vieram juntos para a América?” - Pat perguntou
- “Não, eu já estava aqui quando os levantes começaram. Faust ficou com Tio Rudolf, meus pais e avós na minha cidade natal, Split.” - Ylliana falou, apontando para a foto panorâmica num cartão postal.



- “Parece ser um lugar bonito.” - Trayce falou
- “O mais belo de todos... mas não é o mais seguro de todos.” - Ylliana respondeu, olhando pelo arco que dividia a cozinha da sala de estar - “Por isso meus pais me mandaram pra cá, e por isso que nem eu nem Faust podemos voltar.”

Ylliana olhou para seu primo deitado no sofá e fitando a foto dele na parede:



- “Ele é um gênio, sabe... Aos 9 anos, o Q.I. dele já era de 166, daí eles começaram a classificá-lo por uma tabela só para gênios como Einsten, Holt,  Luthor e nosso tataravô, Tesla.” - Ela falou, sem tirar os olhos da sala - “Classificaram ele como intelecto nível 10, uma marca tão avançada que a média de todo mundo no resto do planeta é apenas Nível 6.”
- “Eu sabia que ele era esperto, mas não tanto assim.” - Pat falou, levantando-se para se servir com o café.
- “Eu achava engraçado quando eu o via todo absorto nas invenções dele.” - Ela continuou - “Ele era tão preocupado e reconstruir o país depois da guerra; ele criou um dispositivo para detectar e desativar as minas deixadas enterradas após a guerra que permite as equipes anti-bomba desativar dez vezes mais minas do que eles fariam com equipamento convencional.”
- “Faust me foi enviado por meus superiores por que eu precisava de suporte na minha investigação. Eu não tive tempo para conhecê-lo melhor, mas você me deixou curiosa.” - Pat revelou, com um sorriso.

Ylliana se afastou da porta, e sentando-se numa das cadeiras na mesa, e Pat fez o mesmo, terminando seu café em silêncio.

[ Uma hora depois ]

Faust acordou depois de apagar após o longo dia e encontrou  sua prima e Trayce conversando na cozinha. Após Ylli descobrir que ele não tinha de partir até o fim da tarde, fez questão que ela o acompanhasse até o Campus da Universidade. Pat declinou o convite, decidindo ficar e checar as informações que os dois heróis haviam passados à eles horas antes. Ela fez o gênio-prodígio pegar no carro a mochila com o equipamento dela (cortesia do chefe de almoxarifado que designou o carro dela para Faust) antes dele sair com a prima.

Assim que eles saíram, Pat fez algumas ligações; reportando para Faraday o progresso dela, e verificando que Ravichenko havia embarcado de fato de volta para Gotham como Red Robin havia lhes dito, e após determinar que o Crimson Knight estava de fato correto, ela foi tomar uma ducha...

Pat estava no meio do banho, quando ela notou uma brisa entrando na porta entreaberta do banheiro. Os sentidos treinados da Vigilante soaram o alerta na mente dela na mesma hora, e ela abriu mais a água quente,aproveitando para sair da banheira. O vapor se intensificou ao que ela se colocou contra a parede gelada de azulejos. Furtivamente, ela pegou a colher que Ylliana usava para colocar o sal medicinal na banheira, e discretamente ela aproximou o talher da porta. Pelo reflexo convexo do metal, ela viu dois homens se aproximando pelo hall de entrada.

Com a frieza de uma veterana, Trayce olhou ao redor, buscando por algo que ela pudesse usar, e sem hesitação ela pegou uma lata de laquê de cabelo, e se preparou. A porta começou a ser aberta devagar, e ela se flexionou por trás da porta. Assim que a porta estava com mais da metade aberta, ela chutou a porta com toda força, fazendo-a fechar contra o invasor, que foi prensado contra o arco da porta, gritando em agonia.

- - “AHHHHH!!” - O Capanga gritou

Num movimento fluido ela bateu com a lata na mão que carregava a pistola, forçando o invasor à soltar a arma.  Ela mudou sua posição centésimos antes do outro invasor abrir fogo contra a porta, na posição onde ela estava, e com o impacto dos tiros e o peso do primeiro invasor, a porta se abriu. Colocando o homem na porta em uma chave, ela o usou como escudo contra o primeiro homem, que hesitou em disparar contra seu comparsa...

- “Toma!” - Ela bradou ao jogar o capanga

Tomando vantagem da hesitação do bandido, Trayce jogou o capanga que ela tinha na chave de braço contra o outro, que fez o comparsa perder o equilíbrio. Ela então atirou a lata contra ele, acertando-o bem na testa, e correu, usando o corpo do capanga que ela tinha jogado como escada até pisar na cabeça dele, fazendo-o ir de cara contra uma mesa de canto de madeira.

Botando um pé na parede, ela escalou, colocando um segundo pé na parede adjacente e girando no ar, chutando o capanga atordoado que ainda tinha a arma em cheio no peito, fazendo-o voar pela sala, acertando a estante, fazendo com que a TV caísse por cima dele. Pat virou-se, verificando que o outro capanga estava desacordado, e se abaixou para pegara arma do que tinha a TV na cabeça, quando ela viu pela porta aberta do apartamento mais capangas subindo, que ao verem a loira como veio ao mundo, puxaram sub-metralhadoras.

- “Oh, Zôrra!” - Ela praguejou ao mergulhar para dentro da cozinha.

A chuva de balas invadiu o apartamento, causando destruição indiscriminada na sala, alvejando inclusive o capanga com a TV na cabeça. Pat pulou por cima da mesa, agarrando a sua mochila, e virando a mesa no processo, criando mais uma barreira.

- “Pega sem as calças nas mãos, literalmente.” - Trayce reclamou, ao que ela pegou de dentro da mochila seu revolver Magnum 500...

O cano longo da arma podia não se prático para combate em espaços fechados como aquele apartamento, mas o efeito psicológico de ter seus adversários se vendo diante de um mini-canhão não tinha preço. Ela se esticou no chão, enroscando seu pé contra a mesa, e saiu de sua cobertura deitada no chão, mirando contra a porta. O primeiro alvo que ela encontrou foi o capanga que estava entre a escada e a porta, e sem hesitação, ela disparou.

O estrondo da arma soou como trovão,  abrindo um rombo na porta, no colete à prova de balas e no capanga que o estava vestindo, arremessando-o para trás com violência, fazendo-o bater contra a parede, e trazendo pânico aos outros invasores.  Os outros capangas que estavam subindo a escada olharam com pavor para o seu companheiro e as entranhas dele espalhadas pela parede, e Pat disparou mais uma vez, pegando um infeliz que ficou paralisado pelo choque, explodindo a cabeça dele e fazendo o resto dos capangas descerem as pressas pela escada...

Pat sorriu satisfeita, e apressadamente ela voltou à mexer na mochila., ao mesmo tempo que os capangas decidiram por abrir fogo de baixo e esperar que o absurdo número de balas fizerem o trabalho.  Ela manteve o sangue frio, vestindo o seu bodysuit e botas, enquanto ela disparava à esmo contra o corredor com sua pistola Glock, somente para mantê-los distraídos o suficiente antes que eles tivessem qualquer ideias sobre escalar a situação.

Quando ela parou de ouvir o disparos, Pat fechou sua mochila e a colocou nas coas, sabendo que era hora de ir. Ela ouviu o som de metal quicando no chão, e correu na direção da janela, arrancando no caminho o cano de cobre do gás encanado. Se eles queriam matá-la com granadas, ela iria devolver a gentileza com uma explosão ainda maior.

- “Gerônimo!” - Trayce gritou ao mergulhar pelo vidro da janela.

As duas granadas que haviam sido jogadas pelos capangas explodiram, as faíscas da explosão encontraram o gaz, triplicando a onda de choque, que pegou os capangas no andar térreo de surpresa, com o teto ruindo em cima deles antes que eles pudessem correr para fora.

- “AHHhh!” - Pat gritou, ao que ela tentou se agarrar nos galhos da árvore alta na viela, mas os primeiros galhos simplesmente quebraram com ela.

Finalmente, a mão dela agarrou em um dos cipós, que se esticou e resistiu o suficiente para permiti-la ganhar controle de sua queda e cair de pé no chão, rolando para dissipar o impacto. Trayce olhou para cima, vendo o apartamento em chamas, e imediatamente ela pensou em ligar para Faust e alertá-lo, mas então ela lembrou-se que seu celular havia ficado no apartamento.

- “Zôrra.” - Pat praguejou, ao que ela correu para pegar seu carro.

[Ao mesmo tempo,  no Campus da GSU]

Após  Ylli ter dado um tour da universidade para seu primo e apresentando alguns de seus conhecidos para Faust, ela o levou para falar com seu mentor acadêmico, Simon Peach.



Professor Peach, um PhD em Física, com seu jeito tipicamente britânico, estava animado em conhecer o famosos Primo Faust do qual sua mais brilhante aluna tato falava desde a viagem dela para D.C. à algum tempo atrás, especialmente depois que ele fez sua pesquisa e verificou que de fato, a genialidade do jovem prodígio não era produto da adoração de sua prima.

Faust, como Ylliana esperava, não decepcionou, e após cinco minutos de conversa com o professor, eles começaram à entrar em campos do quantum cujo conceitos ela estava ainda se familiarizando, e Ylli então aproveitou para terminar de fazer a pesquisa para a sua apresentação na classe de engenharia de materiais. Foi somente quando uma das portas do auditório foi escancarada, que ela perdeu sua concentração.

Faust e o Professor se viraram ao mesmo tempo, para verem uma jovem que Peach e Tesla reconheceram de imediato:





- “Srta Lee, o que foi que eu falei sobre estudantes batendo as portas?” - Peach perguntou, de forma didática.
- “Desculpa professor.” - Jaina Lee falou sem prestar muita atenção, ao que ela continuou à mover apressadamente na direção de Ylliana
- “Jaina? O que foi?” - Ylliana perguntou, vendo a expressão preocupada de sua amiga.

Jaina abraçou sua amiga com um senso de urgência que deixou Ylliana pertubada.

- “Graças à Deus que você está bem!” - Lee falou.
- “Jaina, do que você tá falando?” - Ylliana perguntou

A jovem ruiva virou-se para sua amiga e falou:

- “A explosão no seu apartamento!” - Jaina falou, como se estivesse explicando o óbvio.
- “Explosão?” - Ylliana perguntou, chocada e confusa

Do piso do auditório, Faust e Peach se aproximaram, o Professor confuso e chocado e o gênio preocupado....

- “Quando aconteceu essa explosão?” - Faust perguntou.
- “Eu não tenho certeza, dez minutos atrás?” - Jaina falou, incerta, e virando-se novamente para Ylliana, ela disse - “Em vim com dois detetives que querem falar com você.”
- “Detetives?” - Ylliana falou, olhando para Faust, que olhou pra ela de imediato
- “O apartamento não estava no seu nome, estava?” - Faust perguntou

Ylliana balançou a cabeça em negativa, e ele então falou:

- “Nós temos de sair daqui, agora mesmo.” - Faust falou.

Sem perguntar, Ylliana fechou seu laptop e o colocou junto com seus cadernos apressadamente dentro da sua bolsa, sendo puxada pela mão por Faust no segundo seguinte.

- “Sr. Novak, Srta Tesla, o que está acontecendo?” - Peach perguntou, confuso.
- “Chame a segurança do Campus e a polícia, Professor.” - Faust falou, ao que ele puxou Ylliana para uma das portas.
- “Mas a polícia já está aqui.” - Jaina falou, e vendo a porta abrindo - “Tá vendo, alí estão eles.”

Faust olhou com alarme para os dois homens entrando na porta, que eram os mesmos do aeroporto,  e viram com surpresa os dois primos marchando na direção deles.  Olhares se cruzaram, e numa fração de segundo, Novak largou a mão de sua prima, correndo na direção dos dois homens ao que o que estava na frente deles colocou a mão dentro da jaqueta. O falso detetive não demorou mais que um momento para sacar sua arma, mas o super-gênio se teleportou bem em cima dela, usando seu corpo como aríete, enfiando o cotovelo no abdome dele ao mesmo tempo que ele segurou a mão com a arma para cima e usando seu momento para bater o homem contra a porta.

O segundo assassino sacou sua arma, para horror de Ylliana:

- “Faust!” - Ylliana gritou.

Novak, que estava  num teste de força contra o bandido atordoado, olhou para o segundo bandido, e concentrou seus esforços em pegar a arma, deixando que o seu adversário lhe girasse, deixando-o de frente para o comparsa dele ao que ele largou a arma...

- “Já era, garoto.” - O segundo assassino falou, ao que ele puxou o gatilho.

Ao que a arma disparou, Faust se teleportou para trás do comparsa dele, caindo de costas no chão ao que a bala atingiu o falso detetive,  para surpresa do assassino que havia disparado.  O homem ferido se agarrou no seu comparsa por reflexo. Sem perder tempo, Faust se esticou, pegando a pistola caída no chão, e quando o assassino largou o seu comparsa ferido, ele olhou com alarme para o cano da pistola apontada para ele.



- “Ainda não.”  - Faust respondeu, ao que ele puxou o gatilho antes que o assassino pudesse fazer o mesmo.

O assassino caiu no chão com uma bala no rosto, e Novak virou o rosto, olhando para Ylliana, que estava de pé, em choque, e para Peach e Jaina, que estavam agachados no chão... Com pressa, Faust levantou-se do chão, e olhou pela porta aberta por mais capangas, mas o que ele viu foi apenas estudantes correndo para as saídas, assustados pelos disparos.

Marchando para longe da porta, ele pegou a mão de Ylli, que acordou de seu choque ao ser puxada por ele, e olhando para Peach e Jaina, que estavam se levantando, e falou:

- “Nós precisamos sair daqui antes que mais assassinos venham.” - Ele disse, com um senso de urgência e seriedade na voz que denotava a gravidade da situação.
- “Nós podemos sair pelo corredor de serviço.” - Peach falou, ainda assustado
- “Mostre o caminho, professor.” - Novak falou.

O Professor apontou para uma porta nos fundos do auditório, e eles começaram a caminhar na direção da porta quando as portas duplas do auditório se abriram, revelando dois outros homens, com sub-metralhadoras nas mãos.

- “Se abaixem!” -  Faust falou, puxando Ylliana e Peach para o chão, que por sua vez, caiu por cima de Jaina, ao que os homens abriram fogo.

Da forma que puderam, eles se abrigaram atrás dos gabinetes de cedro da primeira fila de carteiras, e Jaina e Ylliana gritaram ao que pedaços de madeira e balas voaram perto delas...Faust olhou ao redor, buscando por uma saída, e vendo uma passarela de manutenção acima do piso principal, ele girou agachado, se colocando em posição. Peach, Jaina e Ylliana olharam para ele assustados, e ele teleportou-se novamente para o alto. O clarão no piso e no alto confundiu os dois homens por um momento, e Faust aproveitou para atirar contra eles, sem muita mira.

- “Lá em cima!” - Um dos homens gritou, disparando contra a passarela.

Faust correu em disparada, apontando sua arma para frente, ao que as balas voavam em seu rastro, e ele teleportou-se uma vez mais, pegando os dois homens de surpresa ao que eles notaram tarde demais o supergênio correndo contra ele vindo de um dos lados e atirando todo o pente. O capanga mais próximo dele levou três tiros, caindo no chão imediatamente e o segundo levou um tiro no ombro, o que o fez largar sua arma, mas se manteve em pé.

Faust continuou a apertar o gatilho, mas a arma estava vazia, e o capanga de pé aproveitou para sacar uma segunda arma. Para evitar isso, Faust arremessou a pistola, acertando-o no ombro ferido, o que fez o homem gritar em dor, e ele usou o homem caído como trampolim, mergulhando contra o capanga ainda de pé, chutando-o na cara, fazendo o seu adversário cair por cima da bancada e pousar entre as cadeiras. Vendo que ele ainda não estava fora de combate, Novak pegou uma das lâmpadas de leitura, e deu um voleio com a peça de metal quebrando-a na cara do assassino, deixando-o desacordado.

- “O que, pela Virgem Maria, está acontecendo aqui?” - Peach perguntou, se levantando e batendo o pó de seu terno.
- “Eu sou um agente à serviço do governo.” - Faust revelou, ao que ele fechou as portas e usou seu Sonic Screwdriver para emperrar a fechadura
- “Agente? Como assim?” - Jaina perguntou, olhando para Ylliana - “Ele não é mais novo que você? Como ele pode ser um agente?”
- “Agora não, Jaina.” - Ylliana falou, sem vontade de explicar nada no momento.

Ela observou ao que Faust usou sua ferramenta à distância contra as outras duas portas, e ele desceu os degraus apressadamente, olhando para o professor:

- “A saída, Professor, Peach, rápido.” - Ele disse, em tempo para gentilezas.
- “Sim, claro.” - Ele falou, ao que eles ouviram batidas nas portas - “Por aqui”

Os quatro se aproximaram da porta que estava trancada, e o professor fez menção de procurar por sua chave, quando Faust tomou a frente e apontou seu gadget para a fechadura, destrancando-a. Ele abriu a porta, e fez sinal para que todos entrassem. Jaina e Ylly entraram, seguidas pelo professor, que observou ao que Faust fechou a porta e usou novamente o Sonic Screwdriver para trancar à porta. Eles ouviram o som de mais disparos, indicando claramente quem estava tentando entrar no auditório.

- “Ah, um Sonic Screwdriver.” - Peach falou, ao que ele pegou o gadget da mão de Faust de súbito. - “Doctor Who, que pitoresco...”

Novak não protestou, ao que ele correu para mover a estante no corredor. Peach estava inspecionando a ferramenta quando ela se desfez em feixes de luz em sua mão..

-  “Err... sua ferramenta desapareceu..? “ - Peach falou, olhando para Faust.
- “Ele faz isso. Rápido, me deem uma mão.” - Faust falou, ao que ele começou à mover a estante.

Jaina e Ylliana ajudaram o gênio prodígio, e Peach saiu da frente ao que eles derrubaram a estante contra a porta, bloqueando-a. Satisfeito com o seu trabalho, eles correram pelo hall, descendo com pressa a escadaria. Faust sacou novamente seu Sonic Screwdriver, destrancando à distância a porta de emergência, e sem nenhuma cerimônia, ele chutou a porta, escancarando-a e disparando o alarme.

- “Para fora, rápido!” - Ele comandou.

Peach notou o carro da segurança do campus, e imediatamente ele marchou na direção deles, que imediatamente reconheceram o educador que era uma figura folclórica no campus:

- “Professor Peach, você está bem? O que aconteceu?” - Um dos seguranças perguntou
- “Nós temos homens armados neste prédio. Senhores, nós precisamos da presença da polícia imediatamente.” - Peach falou

O segurança acenou com a cabeça para seu companheiro, que logo entrou em contato com o escritório central, requisitando reforços policiais. Faust olhou para Jaina e Ylliana, e disse:

- “É melhor vocês irem com a segurança.” - Ele falou, ao que ele viu mais um carro da segurança parando em frente ao prédio. - “Eu tenho de descobrir se Trayce está bem.”

Jaina não precisou ouvir duas vezes, ao que ela moveu à passos apressados para onde Peach estava. Ylliana, porém, não se moveu. Jaina, notando que sua amiga não estava com ela, virou-se e falou:

- “Ylliana, vamos!” - Jaina implorou, com um senso de urgência.
- “Não.” - Ela respondeu, determinada.
- “Ylli...” - Faust falou, mas ela a cortou
- “...Não, Faust.” - Tesla falou - “Pensar que você estava morto, foram os piores meses da minha vida... eu não vou deixar você se arriscar sozinho.”

Novak olhou nos olhos dela, e ele sabia que era inútil tentar dissuadi-la quando Ylli colocava algo na cabeça... Ele tomou a mão dela na sua com um sorriso maroto, que ela reciprocou ao que eles começaram à correr, diante dos protestos de Jaina, do Professor e dos seguranças...

- “Homing, Fusion-One-Five.” - Faust falou, ao que a interface holográfica ativou à sua frente.
- “O que você está fazendo?” - Ylliana perguntou, ao que eles cruzaram o ginásio.
- “Eu estou rastreando o GPS no carro de Pat, para ver onde ela está.” - Ele respondeu
- “Você acha que ela está viva?” - Ela perguntou, vendo as portas duplas para as piscinas se aproximando.

Os dois em sincronia chutaram cada um uma das portas duplas, que se abriram, estarrecendo as pessoas que estavam ao redor da piscina e o time de polo aquático que estavam treinando.

- “Ela sabe se virar.” - Ele disse, vendo um homem armado surgir pelo corredor da arquibancada.

Ylliana, vendo a mesma coisa, saltou na arquibancada, ao mesmo tempo que Faust ativou a manopla do seu traje, trazendo o disruptor sônico à vista. Ele se agachou, segurando o punho da manopla com a mão para dar mais estabilidade e disparou contra o bandido que agora havia lhe notado. O disparo errou o alvo, e o bandido se esquivou, sacando sua arma no processo. Faust, vendo que ele estava em posição vulnerável, se teleportou para trás de uma das colunas, confundindo o bandido por um momento. Ele disparou contra a Faust, acertando apenas a coluna, e demorou pra perceber Ylliana até que era tarde demais.

A jovem croata tinha nas mãos a vassoura usada para limpar as arquibancadas, que ela havia pego no seu trajeto, e antes que ele pudesse mirar nela, Tesla acertou à mão com a arma do bandido com a base de metal da vassoura,  fazendo-o largar a pistola no chão. Com a graça e perícia de uma ginasta, Ylliana saltou usando o corrimão como degrau, girando seu corpo com a vassoura no ar, pousando de pé por trás do bandido, pronta para acertá-lo novamente.

Faust, vendo a cena, saiu em disparada na direção do bandido, que tentou por reflexo acertar Ylliana com um soco, errando por muito graças à flexibilidade da loira, que em retorno acertou a ponta do cabo da vassoura bem no meio das pernas do capanga.

- “ARGH!, Sua rameira!” - O capanga gritou em dor, levando uma mão até a parte afetada enquanto tentava pegar Ylliana com a outra mão.

Ela se esquivou da mão dele, dando dois passos pra trás, batendo suas costas contra a parede, o capanga olhou pra ela com raiva, mas antes que ele pudesse toca-la, Faust chamou a atenção dele:

- “Oy!” - Novak falou, e ao que o bandido olhou pra ele, deu de cara com o punho da manopla vindo contra ele em alta velocidade.

Ylliana olhou com grata surpresa ao que o criminoso beijou o chão após ser nocauteado por seu primo, que olhou para o homem desacordado e falou:

- “Ninguém encosta na minha prima.” - Ele falou, numa demonstração chauvinista de protecionismo fraternal.  Então, a interface holográfica deu sinal de vida - “Ok, eu tenho a localização do carro!”
- “Vamos por aqui!” - Ylliana disse ao que ela viu no mapa projetado onde o veículo estava.

Os dois continuaram correndo, saindo do complexo esportivo, e subiram as escadarias que dava acesso aos jardins, quando eles quase atropelaram alguém... os três quase foram ao chão, e não demorou mais que um segundo para que eles reconhecessem Pat, vestida com seu uniforme de Vigilante, que estava igualmente feliz em vê-los:

- “Você/Vocês está/estão bem?” - Os três se perguntaram ao mesmo tempo, e ao mesmo tempo responderam. - “Estou/Estamos”

Parando um momento, Faust apontou para Pat, que falou:

- “Nós temos de sair daqui o mais rápido possível.” - Pat falou
- “Concordo.” - Faust falou.

Trayce notou ao que um homem, uma moça e dois homens vestidos como seguranças estavam correndo na direção deles, e ela puxou sua arma. Ylliana, porém, reconhecendo Professor Peach e Jaina, se colocou na frente da heroína:

- “Não! Eles não são bandidos!” - Ylliana disse.

A Vigilante abaixou a arma, notando um momento tarde demais a estática no ar... o ar explodiu perto deles, e Pat instintivamente cobriu Ylliana com seu corpo ao que as duas rolaram  no chão. Faust também foi ao chão, jogado pela onda de choque elétrica, e ele, ainda atordoado, olhou para o alto, notando um homem vestido em uniforme escuro com detalhes dourados e flutuando no ar:



- “Este é o fim da linha, senhoras e senhores” - DreadBolt falou, com as centelhas de eletricidade se concentrando em suas mãos...

[Continua...]

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Dhampyr
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 Faust Ferdinand Novak
 Super-Intelecto, Maduro
Wed 13 Jul 2011
at 07:41
Dhampyr - A Conexão de Granada IV
Parte IV
[Gotham City, New Jersey]
[Midtown – Gotham State University]

BOOOMMMM

- “Corram!” - Pat Trayce gritou, enquanto ela disparava contra o vilão que estava tentando matá-los

Faust Novak e Ylliana Tesla nem precisaram da sugestão, ao que eles estavam em disparada pela praça, em meio ao festival de raios lançados por Dreadbolt. Ylli puxou Faust ao que um dos relâmpagos explodiram um dos postes perto deles, e os dois primos mergulharam por cima dos arbustos, rolando no chão e abrigando-se atrás da mureta de concreto da passarela de acesso à um dos prédios...

- “Kurac!” - Faust praguejou, e ele foi prontamente estapeado por Ylliana  - “Ei!”
- “Palavrão!” - Ela respondeu, com uma expressão maternalmente severa e um dedo apontado pra cara dele.
- “Perdão” - Ele desculpou-se...

Mais relâmpagos, e Trayce também mergulhou por cima da mureta, e rolando no chão com um rifle H&K G36 nas mãos. Ela imediatamente armou o lança-granadas acoplado no rifle e disparou contra um alvo que eles não podiam ver, mas que não precisavam pensar muito pra saber quem era. Aproveitando o momento ela arremessou um flashbang com cortina de fumaça, e então rastejou para junto dos dois primos...

- “Nós precisamos de um plano.” - Trayce falou, meio ofegante, ao que ela tirou o pente vazio e o substituiu por um novo pente...
- “Que tal algo que não nós mate fritados ou fuzilados?” - Ylliana sugeriu, ao que ela começou à se mover agachada.
- “Eu estou trabalhando nisso.” - Faust falou, seguindo sua prima, ao que ele sacou seu Sonic Screwdriver - “Esse cara está usando uma quantidade obscena de energia. Ou ele tem um gerador de antimatéria com ele ou ele  está recebendo energia de alguma fonte externa.”

Ylliana olhou para a ferramenta na mão de seu primo e falou:

- “Se ele está recebendo energia através de indução, nós podemos localizar a fonte se nós o fizermos usar mais energia de forma descontrolada.” - Tesla falou

Ao que o local onde eles estavam antes explodiu numa miríade de eletricidade, Trayce, que estava atrás dos dois, falou:

- “Eu duvido que isso vá ser problema...” - Ela falou, sarcástica.
- “Ok, aqui vai o plano...” - Faust falou, entregando o Sonic Screwdriver para Ylliana.

A loira pegou a ferramenta, surpresa ao que a interface neural começou à agir, e ela olhou para seu primo:

- “Não se preocupe, seu traço genético está registrado no proto-código.” - ele explicou, e com um sorriso, falou - “Afinal, você é família.”
- “Ok, qual o plano?” - Pat perguntou, sem realmente entender o que eles estavam falando...

Novak virou-se para a Vigilante e armando suas manoplas, ele falou:

- “Nós criamos a distração, e Ylli procura pela fonte...” - Ele disse.

Trayce olhou para Faust e para Ylliana, e pensando por um segundo, ela decidiu que o plano era marginalmente decente, e isso era bom o suficiente pra ela:

- “Ok,” - Ela disse, saindo de trás da mureta e abrindo fogo contra Dreadbolt.

Dhampyr imitou a ação dela, também disparando contra o super-vilão, enquanto Ylliana continuou prosseguindo ao longo da mureta, com o Sonic Screwdriver na mão. Ela ouviu mais disparos e espiou a cena de forma furtiva.  Faust havia acabado de se teleportar para um dos terraços nos prédios ao redor da praça, e Pat estava disparando todo o pente contra Dreadbolt, que por sua vez estava se esquivando no ar, enquanto tentava, sem muita mira acertá-la com raios.

Tesla então apontou o gadget na direção dele,  e com sucesso ela conseguiu captar a transmissão de energia. Aproveitando a distração do vilão, Ylliana correu na direção do sinal, entrando no Arboreto antes que ela fosse notada.  Checando novamente o sinal, ela virou em um dos corredores do prédio, e para surpresa dela, ela viu dois dos capangas de antes na porta, de costa pra ela. Silenciosamente, ela recuou, virando na primeira esquina. Ela se espreitou atrás de uma das árvores dentro da estufa, e esperou até que os dois saíssem, para então prosseguir por outra saída

Assim que Ylliana saiu do Arboreto, ela quase foi ao chão no choque com alguém que ela não esperava, e ficou surpresa ao ver Jaina e Professor Peach ali.

- “Srta. Tesla!” - Peach exclamou.
- “Oh, Graças aos Céus você está  bem!” - Jaina falou, abraçando sua amiga.
- “Eu estou bem, mas Faust precisa da minha ajuda.” - Ela falou, mostrando o Sonic Screwdriver.  - “Aquele bandido elétrico está recebendo energia através de um gerador escondido em algum lugar do Campus.”
- “Recebendo Energia? Um sistema de Indução Ressonante?” - Peach perguntou, incrédulo - “Isso virou uma ópera fantástica de invenções Vitorianas.”

Ylliana olhou para o professor com as mãos na cintura. O professor demorou ainda alguns segundos para lembrar de quem ela era descendente, mas eventualmente...

- “Ohh...” - Peach falou, e fitando Ylliana, ele falou - “Mostre o caminho, Srta. Tesla.”

[De volta à praça]

Em meio à raios e explosões, Trayce e Novak se encontraram atrás do monumento à Thomas Wayne. A loira olhou ofegante para o gênio-prodígio e falou:

- “Caraca, eu havia esquecido do pé-no-saco que são esses super-vilões....” - Ela falou, enquanto recarregava suas MP5

Faust acenou com a cabeça, e notando um capanga se espreitando ao longo dos arbustos, e ele imediatamente puxou a Vigilante para para baixo.

- “Cuidado!” -  Ele falou, apontando sua manopla na direção do capanga e disparando.

O disparo acertou em cheio o capanga, que bateu com as costas contra uma coluna pelo impacto do feixe, caindo no chão desnorteado e completamente imobilizado. Pat olhou na direção que ele havia atirado, e falou:

- “Boa pontaria.” - Trayce disse, se levantando
- “Eu tento.” - Ele respondeu, também se levantando.

Faust olhou ao redor, e vendo mais capangas, ele perguntou:

- “Dreadbolt ou os capangas?” - Ele ofereceu as escolhas...

Trayce olhou para as duas opções, e vendo que os seguranças não estavam dando conta do super-vilão, ela falou:

- “Eu pego o esquentadinho, você cuida do elenco de apoio.” - Ela falou, saindo de trás da estátua e abrindo fogo contra Dreadbolt.

Faust viu a loira saltar, rolar e correr aproveitando cada oportunidade para disparar contra o vilão elétrico, e se teleportou para trás dos capangas que ele viu. Ele disparou e colocou os dois fora de combate antes que eles pudessem reagir, correndo na direção dos quatro outro capangas que estavam trocando tiros com os seguranças.

[Estacionamento atrás da Biblioteca]

Na van disfarçada com o logotipo de a companhia de telefone, um dos capangas estavam monitorando os geradores de Dreadbolt ouviu alguém bater na porta. Ele imediatamente levou a mão ao coldre, e desconfiadamente abriu a porta, para encontrar uma garota  ruiva vestindo um top de decote extremamente generoso e com uma expressão maliciosa :

- “Oi, o meu telefone tá fazendo chiado.” - Jaina falou, apontando para o celular que estava na mão dela.

O capanga ficou sem ação por um momento, sem saber o que fazer, mas ao que Jaina fez uma carinha manhosa, ele sorriu de forma cafajeste e desceu da van, somente para receber um taser nas costas. Ao que o capanga caiu no chão desacordado, Ylliana desligou a arma, e Jaina imediatamente moveu para tirar a pistola do coldre do capanga.  A ruiva olhou pra sua amiga e falou:

- “Taser é o melhor amigo da mulher.” - Jaina brincou, ao que ela ficou com a arma apontada para o capanga

Ylliana entregou o Taser para o Professor Peach e abriu a porta da van.

- “Oh... Esse é o gerador, com certeza.” - Ylli falou, entrando na van

Peach olhou pela porta aberta, enquanto continuava a apontar o taser para o capanga desacordado, e falou:

- “Oh... interessante.” - Peach falou

Ylliana apontou o Sonic Screwdriver para o painel, e através da interface neural, ela tentou ganhar acesso aos controles...

- “Ok, ok, ok... Consegui!” - Ylliana falou, saindo da van.
- “Conseguiu o que?” - Jaina perguntou
- “Acesso.” - Ylli falou, e olhando pro capanga no chão, ela disse - “Mantenham guarda aqui, eu vou ajudar Faust.”

Ylliana saiu correndo, ignorando os protestos de Peach e Jaina...

[De volta ao combate]

Faust deixou para trás os quatro capangas que ele havia imobilizado e viu Pat numa enrascada, correndo dos raios de Dreadbolt, e olhando para os segurança, ele perguntou:

- “Cadê a polícia?” - Faust
- “Teve um acidente o viaduto do Parque!” - O segurança falou - “Eles estão parados do outro lado”
- “Acidente... muito conveniente”  - Faust falou - “Muito bem,  iniciem o procedimento de evacuação de emergência.”

Os seguranças se entreolharam confusos, e o fato do jovem desaparecer na frente deles não ajudou nem um pouco...

…. Ele reapareceu bem à tempo de agarrar Trayce e tira-la do caminho de um dos raios de Dreadbolt, que ao ver o rapaz se teleportar, bradou:

- “Ah, interessante, interessante... dois podem jogar esse jogo, guri.” - Dreadbolt falou, ao que ele usou seu teleporte.

Trayce mal teve tempo de agradecer, ao que ela notou o super-vilão surgindo por trás deles. Ela foi pega de surpresa ao que Faust a empurrou e se teleportou numa fração de segundos antes de ser eletrocutado pela descarga de energia do seu adversário.

Dreadbolt ainda olhou para a Vigilante, quando ele notou o som de um disparo que acertou a parede atrás dele.

- “Zôrra!” - Faust praguejou, ao ter errado o disparo.

Ele viu o vilão se teleportar de onde ele estava para o espaço aberto, de frente para o gênio-prodígio.

- “Então, garoto, você quer jogar na liga dos grandes? Vamos ver se você tem cacife pra isso.” - Ele falou, disparando um relâmpago contra Faust.

Faust se teleportou novamente, parando em cima de um dos bancos da praça, de onde ele saltou antes que mais uma rajada elétrica fritasse a peça. Ele retornou o favor disparando seus disruptores sônicos contra o vilão, que teleportou-se, surgindo no flanco direito dele, forçando Faust a teleportar-se uma vez mais.

No chão, Pat Trayce olhou para os dois teleportadores, saltando e lutando por toda a praça, e em nos corredores, e em cima dos prédios. Ela teve de se proteger de destroços que ela nem tinha visto de onde havia vindo, que havia sido resultado de um dos disparos à esmo de Dreadbolt ou Faust, o que estava causando ainda mais pânico e destruição ao redor.

Trayce viu Ylliana surgir por uma das passarelas, e ela notou dois capangas prontos para pega-la, e num movimento fluido e rápido, ela correu, usando como degraus em progressão um banco de praça, uma coluna de concreto derrubada e o lombo do cavalo da estátua do Presidente Grant para agarrar um estandarte, fazendo-o de cipó ao que ela venceu a distância até a passarela, surpreendendo à Ylliana e aos dois capangas, que viraram pra ela só em tempo de receber os dois pés da loira no peito do primeiro deles, que se chocou com o segundo, fazendo os dois caírem na passarela e rolarem rampa abaixo.

- “ Uau... bela acrobacia.” - Ylli falou.
– “Anos de prática sendo cheerleader.” - Pat respondeu, enquanto conduzia a jovem para o outro lado da passarela.
- “Onde está Faust?” - Ylliana perguntou
- “Por todo o lugar.” - Pat respondeu, apontando para a praça, onde Dreabolt e Faust podiam ser vistos a cada segundo em diferente lugares.
- “Por Deus... Eu preciso entregar isso à ele.” - Ylliana falou, mostrando o Sonic Screwdriver.

Pat olhou para o gadget, sem entender realmente a importância do dispositivo, e Ylliana falou:

- “Nós temos de chamar a atenção deles.” - A jovem falou.
- “Isso é fácil, é só ficar no meio da zona de guerra.” - Pat falou de forma sarcástica, virando-se para chutar o capanga que estava recobrando a consciência. - “Claro que isso seria sui... oh, zorra...”  - Ela praguejou ao ver Tesla correndo pro meio da praça.

Ylliana correu, ignorando os chamados de Trayce, e ao que ela chegou ao meio da praça, ela olhou ao redor, vendo Faust e Dreadbolt se materializando sucessivamente em diversos pontos do telhado,  e ao que ela levantou o gadget para o auto, ativando-o, Faust, que estava no jogo de gato e rato com o super-vilão notou o sinal do seu aparelho. Isso o fez mudar de curso, saltando no meio da praça, perto de Ylliana.

- “Ylli!” - Faust exclamou, um segundo antes de ser atingido por um raio

ZZZZTTTTTTTTTTTTttt!

O grito de agonia do super-gênio foi perdido em meio ao sol da descarga elétrica, assim como o grito de horror de sua prima ao vê-lo cair no chão, suas costas chamuscando... ela começou à correr na direção dele, mas foi surpreendida por Dreadbolt, que se teleportou entre ela e Faust.

- “Valeu, gatinha.” - Dreadbolt falou de forma sarcástica, e com um sorriso predatório, ele se aproximou dela - “Você distraiu o pirralho tempo suficiente para que eu o pegasse. Infelizmente, você é a próxima.”

Ylliana tentou correr, mas sem muito esforço, Dreadbolt a agarrou e com uma mão ele a jogou no chão. Tesla caiu sentada, e imediatamente começou a rastejar para trás, tentando botar distância entre ela e o super-vilão.

- “Uma pena que você tem que morrer agora. Uma gata como você merecia uns amassos.” - O vilão falou.
- “Dê um amasso nisso!” - Trayce falou, apontando sua magnum para a cara dele.

Ela disparou um centésimo tarde demais, ao que Dreadbolt se teleportou para trás dela, e para mérito dela, a Vigilante ainda tentou acertar uma cotovelada nele, mas Dreadbolt era fisicamente superior à super-heroína, e rebateu o golpe dela com uma mão enquanto, acertando-lhe um soco bem na boca do estômago, levantando Pat do chão, fazendo-a perder o fôlego e cair no chão de joelhos.

- “Deixe ela em paz!” - Ylliana gritou.

A resposta de Dreadbolt foi um sorriso sombrio, ao que ele apontou o punho cerrado dele contra Trayce. Ela sentiu uma sensação de comichão em sua mão, e viu o Sonic Screwdriver transmitindo um sinal. Imediatamente ela olhou para Faust, que ainda estava no chão, com a mão estendida na direção dela. Imediatamente ela percebeu o que ele queria, e soltou o Sonic Screwdriver , que caiu no chão,  o que imediatamente ativou o protocolo de Transmaterialização, fazendo o gadget se decompor e recompor na mão de Faust.

- “Você devia ter ficado atrás de sua escrivaninha, Moça.” - Dreadbolt falou, ao que ele liberou sua descarga de energia, ao mesmo tempo que Faust ativou o Sonic Screwdriver apontado contra ele.

ZZZZTTTTTTttttt!!!

Pat, que ainda estava se recuperando, ouviu um grito, e não sentiu nada além de eletricidade estática perto dela, e ao que ela levantou os olhos, a Agente viu Dreadbolt caindo à alguns metros dela, o braço dele fumegando com centelhas de eletricidade ainda percorrendo seu corpo... Ela virou-se, confusa, e viu Novak se levantando, com o gadget apontado para o super-vilão.

- “O que diabos?!” - Trayce falou, ao que Faust passou por ela, com uma expressão sombria na direção do Vilão caído.

Ylliana levantou-se, correndo para ajudar a loira, ao que Dreadbolt, atordoado e confuso olhou para Novak.

- “O-o que...?” - O super-vilão balbuciou, ao que ele tentou se colocar de pé.
- “Eu inverti a polaridade dos receptores nos seus braceletes, causando um feedback na descarga elétrica.” - Faust explicou, com uma expressão neutra.
- “C-como...?!”  - Dreadbolt exclamou, ainda sentindo os efeitos do choque.
- “Muito simples, de fato, depois que minhas acompanhantes hackearam no seu Gerador de Indução Ressonante, bastou acessar os sistemas do seu traje.” - Faust falou, e adicionou - “Para quem gastou tanto num sistema tão caro, você deveria ter investido pelo menos em uma fechadura melhor.”

Dreadbolt olhou com horror para Faust, e imediatamente tentou se teleportar, mas Novak, com o Sonic Screwdriver apontado para ele, interviu:

- “não, não, não...” - Novak falou, fazendo Dreadbolt se teleportar, de cabeça pra baixo, bem em cima da fonte da praça.

O Vilão, que não esperava por isso, passou uns bons segundos tentando nadar, em vão,a té girar o corpo, quase sem fôlego, e levantar da águar que não era mais funda que a sua cintura..

- *coff, coff*... A-aah!” - Ele exclamou, enchendo os pulmões de ar ao que agarrou o parapeito.

Pat, que estava de pé apoiada em Ylliana, olhou para Faust, surpresa, e disse:

- “Cuidado para não matá-lo.” - Trayce o advertiu.
- “Por que? Ele não teve essa mesma preocupação.” - Faust retrucou, num tom grave.
- “Faust.” - Ylliana se falou, implorando à ele com os olhos.

Por um momento, a fachada fria do super-gênio se perdeu ao que os olhares deles se encontraram, mas logo ele virou o rosto, focando em Dreadbolt, e caminhando em meio aos escombros de bancos e estátuas da praça, ele perguntou:

- “Quem lhe mandou aqui?” - Faust perguntou, com um tom de autoridade.
- “Você sabe que eu não posso falar, guri.” - Dreadbolt respondeu, com uma expressão canalha - “Confidencialidade profissional”

Faust não respondeu com palavras, ao invés disso, fez com que Dreadbolt repetisse o teleporte e mergulho de cabeça pra baixo. Após mais alguns segundos de confusão, o vilão ressurgiu de pé, respirando avidamente por ar...

- “*coff, coff* E-Ei! Dá um tempo!” - Dreadbolt exclamou.
- “Quem lhe contratou?” - Faust insistiu.
- “Papai Noel.” - O vilão respondeu, de forma sarcástica.
- “Resposta errada.” - Faust falou, liberando outra descarga de eletricidade.

O corpo molhado de Dreadbolt amplificou a descarga, fazendo-o literalmente brilhar  como uma árvore de natal por alguns momentos, em meio ao grito de agonia dele..

- “Quem lhe mandou?” - Faust repetiu à pergunta.
- “V-vá pr-ro inferno...” - Dreadbolt respondeu, sem fôlego.

A resposta do super-gênio foi mais uma descarga elétrica. Mais faíscas e o grito do vilão atacado com suas próprias armas...  Faust mal registrou o grito de sua prima, que estava agora sendo segura no lugar por Pat.

- “E-eu.... matar v-você...” - Dreadbolt murmurou, ao que ele se agarrou no parapeito com suas últimas forças.

Usando o Sonic Screwdriver, Novak acessou os controles do traje do vilão, e acionou os controles de voo, fazendo Dreadbolt voar da água, caindo e rolando no chão à frente dele.  Ainda nos controles de voo, ele fez o super-vilão flutuar contra a vontade dele na sua frente, e falou:

- “Uma última vez... Quem lhe mandou?” - Faust perguntou, num tom mais agressivo...
“M-mercy...” - Dreadbolt murmurou, quase perdendo a consciência.

Faust olhou com irritação para o bandido, e por um momento ponderou dar cabo dele de vez. Contudo, a voz de Ylliana, chamando seu nome lhe fez parar no último momento... Ele desligou os controles de voo do super-vilão,fazendo-o cair no chão, já praticamente desacordado. Lentamente, ele baixou seu Sonic Screwdriver, e virou-se para as duas loiras. Pat tinha uma expressão aliviada, e Ylliana imediatamente correu na direção dele, abraçando-o.

Ele olhou para Trayce, dando um leve aceno de cabeça, que a Vigilante reciprocou, e então notou ao mesmo tempo o olhar de Pat e o grito de susto de Ylliana, ao que uma sombra desceu sobre eles... Rapidamente ele virou-se, vendo Batwoman pousar, a aura intimidante e sombria dela irrepreensível, mesmo diante da luz do dia nublado... A Cavaleira das Trevas olhou para o vilão desacordado no chão, e Faust falou:

- “Ele está respirando. Eu não desrespeitei as suas regras.” - Faust informou.
- “Tem três outros corpos no prédio de física  e mais uma meia dúzia nos destroços do apartamento que dizem o contrário” - Batwoman respondeu.

Faust soltou sua prima, virando-se completamente para a mulher-morcego. Pat aproximou-se, e disse:

- “Os homens no apartamento abriram fogo primeiro, e fuzilaram os próprios comparsas deles.” - Trayce falou - “Eu respondi com força apropriada, como a lei me permite.”
- “Um dos homens no auditório morreu pelos disparos do companheiro dele, e os outros dois foram em defesa própria. Cheque as fitas do circuito interno, se você não acredita em mim.” - Faust respondeu.

Batwoman não falou nada por alguns segundos, ao que ela colocou um inibidor no traje de Dreadbolt e algemou as mãos dele com tie-wraps.

- “Nós já checamos.” - A super-heroína falou, ao que ela se levantou - “Ratchenko está morto.”
- “O que? Como?!” - Trayce perguntou, surpresa.
- “Nós não sabemos ainda. Mas a torre de controle recebeu a informação de que ele foi encontrado morto no avião, possivelmente desde antes da decolagem.” - Batwoman informou.
- “Voltamos à estaca zero...” - Trayce falou
- “Não necessariamente.” - Faust discordou - “Nós ainda podemos encontrar alguma pista no escritório da Black Onyx.”
- “Nós já contatamos comissário Gordon. Ele está à caminho de lá.” - Batwoman falou.
- “Bem, obrigada, eu acho.” - Pat falou, ao que ela viu a Cavaleira das Trevas sacar sua grapling gun.
- “De nada, Vigilante, Dhampyr.” - Batwoman falou, um segundo antes de subir, impulsionada pelo gadget...

Pat e Faust se entreolharam, e a Loira falou:

- “Bem, parece que nós vamos ter de lidar com a adorável polícia metropolitana de Gotham, afinal de contas...” - Ela disse, num tom sarcástico - “Fazer o que, né?”

Ele apenas deu os ombros, diante da falta de opções deles, e os dois se viraram, para encontrar Ylliana, com uma expressão de agonia e revolta, o que soou todos os tipos de alarme na mente de Novak:

- “Ylli?” - Faust perguntou, dando um passo na direção dela.

A jovem no entanto recuou o mesmo passo, ao que ela abraçou o próprio corpo, tremendo com a revelação do que ela havia acabado de ouvir...

- “Dhampyr? Você é Dhampyr?” - Ylliana perguntou, cada palavra trêmula...

Pat olhou confusa para Tesla, e então olhou para Faust, e vendo a expressão de alarme dele, ela sabia que algo muito ruim havia voado no ventilador...

- “Kurac...” - Faust murmurou...

[Continua...]

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Dhampyr
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 Faust Ferdinand Novak
 Super-Intelecto, Maduro
Tue 26 Jul 2011
at 09:21
Re: Dhampyr - A Conexão de Granada V
Parte V
[Gotham City, New Jersey]
[Dixon Docks]

O delicado balanço entre os cartéis criminosos e a polícia de Gotham City era mantido, entre outras coisas, pelo absoluto terror que o Batman causava aos bandidos. Mas mesmo o Cavaleiro das Trevas não havia conseguido acabar com o crime organizado na cidade. Isso, porém, não era uma carta branca para os cartéis agirem de forma tradicional; Batman fazia um exemplo daqueles que ousavam quebrar o balanço entre lei e crime...  Isso significava também que, se um criminoso tinha de chutar o pau da barraca, ele não iria usar o pé, mas sim uma banana de dinamite...

E com dinamite era o que James Gordon tinha que lidar naquela tarde. Dois cartéis do  Leste Europeu havia transformado Dixon Docks numa zona de guerra, depois de terem causado caos no Campus do GSU. A Divisão de Crimes Especiais tinha um super-vilão em custódia que havia, entre outras coisas, decepado à cabeça da estátua de Thomas Wayne. Certamente algum mafioso russo ou romeno iria receber a desagradável visita do Cavaleiro das Trevas após os pôr do Sol. Mas no momento, protegido pela carenagem blindada do furgão da SWAT, era dele a responsabilidade de por o temor da Lei nos criminosos. Felizmente, ele tinha ajuda:

- “Filhos da mãe!” - Pat Trayce, conhecida como Vigilante, praguejou ao ver uma viatura explodir após uma bala perdida atingir o tanque de combustível.
- “Venha pra Gotham e leve uma bala perdida.” - a super-heroina Huntress falou, com sarcasmo - “Quando foi que nós resolvemos tomar o slogan do Rio de Janeiro?”
- “Na verdade, o título era nosso, eles quem roubaram.” - Maggie Sawyer, a chefe da divisão de Crimes Especiais disse, enquanto ela recarregava o rifle , e olhando para as duas heroínas vestidas em colantes, ela disse, num tom malicioso - “Yumi...”


Vigilante olhou por um momento para a capitã, e então para Huntress, que já conhecia a fama de Sawyer desde a Science Police de Metropolis, e falou:

- “Down, Girl... tem hora e lugar pra tudo.” - a Caçadora de Gotham falou...
- “Senhoritas, por favor...” - Gordon falou, num tom mais severo, e olhando para Maggie, ele adicionou - “Capitã, mais decoro...”

Jim abriu fogo sem sair de trás do furgão, assim como as outras dezenas de policiais que estavam tentando quebrar a barricada de carros e pneus em chamas que os mafiosos haviam colocado para fechar o acesso às docas. Maggie subiu pelos degraus da escada na laterão do furgão, e disparou também, tentando acertar alguém em meio à confusão de fumaça e chamas, se revezando com a Vigilante e Huntress, que usaram a outra ponta do furgão.

Em meio a confusão, Gordon notou a falta de alguém, e ele perguntou:

- “Agente Trayce, onde está seu rapazinho?” - Jim perguntou.

Pat olhou para o comissário de relance, e falou:

- “Ele foi achar uma maneira de furar o bloqueio.” - Ela respondeu, no intervalo que levou para recarregar seu rifle, e voltando para a linha de tiro, ela adicionou - “E ele está realmente tomando um sweet time dessa vez...”

Em resposta ao comentário de Trayce, o som absurdamente alto de uma buzina de caminhão foi ouvida, logo as portas semi-abertas de madeira de um galpão foram estraçalhadas por um caminhão tanque à 80 Kilômetros por hora...



- “What the F...!!!” - Huntress exclamou, ao ver o monstro em 10 rodas atravessar madeira compensada como se fosse papel...

Na cabine da Scania G400, Faust Novak, codinome  Dhampyr,  segurou firme no volante, aguentando o tranco do impacto, e de forma agressiva ele engatou a próxima marcha, e imediatamente enfiou o pé de volta no acelerador,  fazendo uso total dos 400 cavalos do motor turbo, que rugiu como uma besta selvagem advinda das profundezas da terra, acelerando de forma suicida na direção da barricada...

- “Oh, ele é demais...Hah!” - Pat falou, ao que ela voltou pra trás do furgão, já sem munição para o rifle.

Os poucos policiais que ainda estavam na rua saíram da frente ao que o caminhão passou, levando portas de carro e movendo viaturas como se fossem carrinhos de brinquedo... a buzina soou mais uma vez, e por centésimos de segundo, Vigilante, Sawyer, Huntress e Gordon puderam ver a expressão maníaca no rosto do super-gênio, ao que ele passou por eles à todo vapor.

- “Isso é loucura!!” - Sawyer exclamou, no vácuo da monstruosidade motorizada.
- “Attaboy!” - Trayce falou, com um tom de orgulho, ao que ela jogou sua arma sem munição no chão e sacou uma Beretta 93R modificada. - “Eu vou cobri-lo!”

Ela saiu de trás do furgão disparando sua pistola automática ao mesmo tempo que os criminosos na barricada viram, em terror, o caminhão tanque vindo contra eles... Alguns mais incautos ainda dispararam contra o veículo, mas foram dissuadidos rapidamente pelos disparos em burst da pistola customizada da Vigilante.  Ela marchou, disparando todo o pente extra-longo, cada sequência de disparos arrebentando metal, concreto e carne.

Rapidamente os criminosos na linha de frentre começaram à recuar, os mais experientes entre eles sendo os primeiros, sabendo que praticamente nada além de intervenção divina ou kryptoniana iria parar oito toneladas de metal, líquido e borracha vulcanizada vindo contra eles à 130 km/h...

- “Santa Mãe da Misericordia... CORRAM!!!” - um criminoso sensato finalmente gritou.

Novak mudou a direção em que ele estava indo nos últimos metros, deixando de lado a barricada de carros virados, containers e barreiras de concreto, e mirou no muro que guardava a entrada das docas...

O impacto ensurdecedor do caminhão com o cemento e tijolos arrebentou com a cabine, mas o chassi reforçado da Scania manteve sua integridade ao que o caminhão atravessou o muro, meio sem controle, mas com sua direção imutável.





O gênio surgiu, rolando no chão, mas parando em pé, pouco atrás da Vigilante,  entre ela e e  Sawyer, que também havia decidido dar cobertura ao gênio-prodígio, que parou bem à vista de Gordon e Huntresss...

- “Hello!” - Faust falou, meio ofegante, com o rush de adrenalina correndo nas veias..

Por uma fração de segundos, O Comissário e a Caçadora olharam surpresos para o gênio-prodígio e então olharam para as docas...O tanque saiu se arrastando por diversos metros, com criminosos saindo como podiam do seu trajeto, e finalmente se chocou contra um dos inúmeros tanques de propano.



A explosão rompeu o metal do tanque, e jogou liberou de forma exponencial os 30 mil litros de Espuma Expansiva de Moldagem Instantânea, que normalmente era utilizado em veículos transporte em massa para absorver choques em batidas e acidentes e proteger passageiros, mas que num ambiente aberto repleto de mafiosos, e propagado de forma mais mais expansiva pela explosão, cobriu dezenas de criminosos...





- “O que diabos...?” - Gordon exclamou, surpreso ao ver a espuma rosada inundar o piso das docas como ondas...

- “Espuma Anti-Impacto. Para ser mais preciso, por volta de 30 mil litros da solução líquida com fator expansivo de 500 por unidade, o que dá aproximadamente 15 milhões de milímetros de expansão por mililitro, o que cobre uma área de, uh...” - Faust falou, de forma didática, mas ao que o cálculo em sua mente se formou, a expressão entusiasta dele mudou para algo mais sério, com uma sombra de culpa... ”ooohhh...”
- “Oh?” - Huntress perguntou, não gostando nem um pouco de nenhuma das possíveis implicações que aquela sílaba podia trazer - “Oh, o que?
 - “Nos temos de correr para um lugar alto, agora mesmo...” - Dhampyr falou, com uma certa urgência no tom...



Trayce, Huntress, Sawyer e Gordon olharam na direção das docas, e vendo a espuma semilíquida movendo como ondas em um tsunami, cobrindo carros, barricadas e vindo na direção deles, o Comissário não teve dúvidas:

- “RECUEM!” - Jim gritou pelo rádio - “Busquem locais altos!”



Logo os dois policiais, a super-heroína e os dois agentes do governo saíram correndo, segundos antes do furgão ser envolvido pela espuma.. Huntress apontou sua grapling gun para o teto, enganchando o arpão no metal, e então estendeu uma mão à Gordon:

- “Comissário, você me dá a honra?” - Ela perguntou, de forma cavalheiresca.

Sem protestar muito, Jim abraçou a Caçadora, que então catapultou os dois para o alto. Faust teleportou-se para a escada de incêndio, que ele rapidamente baixou, permitindo à Sawyer, Vigilante e alguns outros policiais subirem acima da maré rosada; outros, menos afortunados, foram pegos pela espuma e arrastados por metros, que após o primeiro minuto começou a ficar menos maleável, até se tornar totalmente rígida dois minutos depois.

Do teto do armazém onde eles buscaram abrigo, Gordon observou as docas, inundada por espuma rosada até onde a vista alcançava, e então o policial veterano virou-se, olhando para Sawyer, que compartilhava a expressão de incredulidade do Comissário. Huntress, mais atrás, viu os policiais na ponte, tão abismados e surpresos quanto o Comissário, e a Vigilante estava já pensando na dor de cabeça que seria a papelada para explicar tudo aquilo, e quem ela poderia subornar para escapar daquele predicamento.

Alheio à tudo isso, Faust desceu do teto até chegar próximo da espuma. Ele testou a consistência do material com umas batidas contra a massa rosada, e declarou::

- “Ok, a espuma está rígida o suficiente para caminhar, mas cuidado com bolsões de ar.” - Ele disse, dando alguns passos cuidadosos em cima da camada espumosa...
- “Rapazinho, você tem ideia do prejuízo que você causou aos estabelecimentos comerciais deste distrito?” - Gordon perguntou, extremamente mau-satisfeito em ter a maior imitação de algodão-doce do planeta bem no meio das docas de Gotham... - “Vai custar milhões para reparar todos os danos que essa espuma causou, sem falar da perda de vidas!”
- “Ninguém vai morrer por causa da espuma.. ela é porosa o suficiente para fluir ar para qualquer um submerso nela.” - Faust respondeu, ao mesmo tempo sacando seu Sonic Screwdriver para escanear a espuma em busca do alvo deles...

Gordon olhou para Trayce, que por falta de resposta melhor, simplesmente deu os ombros, e o Comissário então desceu do telhado, indo atrás do gênio... Maggie não pensou duas vezes em seguir seu chefe

- “Menos mal que ninguém vai morrer, mas ainda assim, vai custar milhões de dólares à cidade para limpar essa área!” - Jim falou, já sentindo a sua pressão subir, simplesmente pelo fato do garoto não aparentar nenhuma preocupação com o desastre que ele provocou.
- “Humm... Naaaah!” - Novak descartou a preocupação dele, agachando-se para arrancar um pedaço da espuma, que ele prontamente lambeu.
- “O que você está fazendo?” - Sawyer perguntou, indecisa entre estar enojada pelo ato ou preocupada pela sanidade do jovem agente.

Vigilante e Huntress vieram logo atrás, e assim que elas se aproximaram, Trayce, que estava começando à ficar preocupada, se por nada mais, com a possibilidade do comissário simplesmente trancafiar seu parceiro, chegou perto dele e o tocou no ombro. Faust virou-se para a loira, e vendo o olhar dela, e o aceno de cabeça que ela deu para o lado, ele notou então a cara nada amistosa do Comissário. Decidindo que era contraprodutivo ter o chefe de polícia da cidade irritado com ele, o super-gênio se levantou:

- “Essa forma é solúvel. Ela se dissolve com água.” - Faust explicou, e olhando para o céu , apontando seu gadget para o alto por um momento, ele trouxe o Sonic Screwdriver de volta, estudando as leituras - “Humm... nuvens baixas, estática, humidade relativa alta...  eu diria, 85% de chance de chuva.”

Virando-se de súbito para o Comissário e a Capitã, ele falou, gesticulando de forma teatral e falou:

-   “Um pouco de água é...Patapumba!! A espuma já era!” - Novak declarou, com uma expressão bem-humorada, que podia ser facilmente confundida com um surto psicótico

Virando uma vez mais, ele continuou a caminhar, as vezes saltando, evitando os pontos menos fracos. Trayce baixou a cabeça, entretida, mas envergonhada pelo comportamento bizarro do seu parceiro. Pelo menos ele estava de bom humor agora.  Enquanto ele não se lembrasse de sua prima, é claro. Infelizmente, este estado de graça estava fadado à acabar logo, afinal de contas, eram os mandantes do ataque ao Campus que quase mataram à ela, Pat, ele, Faust, e a prima dele, que eles estavam rastreando naquele momento...

Trayce sentia por seu parceiro; a conversa que ele gostaria de ter tido com Ylli teve de ser adiada por causa do estado de emergência em que a missão deles se encontrava, e a única coisa que ele pôde fazer foi deixar com sua prima um pendrive que continha algo referente ao que quer que tenha se passado nos Bálcãs, possivelmente algo relacionado com as 136 execuções à quais Faust clamava autoria... Ela tentava não pensar muito no assunto, pois considerar que aquele rapaz de maneirismos teatrais e inteligência extraordinária, que mal tinha idade para andar livremente nas ruas de muitas cidades do país após às 10 da noite havia matado mais pessoas do que a maioria dos agentes veteranos que ela conhecia,  era perturbador...

O som do zunido do Sonic Screwdriver se intensificando era um indicador que eles estavam perto. Pat olhou pra trás, e Gordon permanecia grudado neles, assim como Huntress. O comissário havia despachado Capitã Sawyer para organizar as equipes de emergência em tirar as pessoas presas na espuma e cercar os bandidos que haviam escapado do tsunami rosado...

- “Você achou?” - Ela perguntou, ignorando os pedidos de socorro dos soterrados
- “Bem aqui.” - Faust falou, apontando para um ponto próximo deles. - “Três metros pra baixo”
- “Ok, melhor vocês se afastarem.” - Huntress falou, armando seu crossbow com uma flecha de ponta cilíndrica.

Faust olhou para a a munição pouco ortodoxa, e a Caçadora, adivinhando os pensamentos dele, falou:

- “Isso é algo que eu carrego comigo, caso eu tenha de lidar com Clayman ou Mr. Freeze.” -  Huntress revelou.
- “Nenhum cuidado é demais com Freeze.” - Gordon concordou, ele mesmo tendo enfrentado o supervilão sozinho meses antes.

A Caçadora apontou para a espuma, disparando a flecha, que no impacto, se abriu, liberando uma mistura gasosa que em contato com o oxigênio, se liquidificou e se expandiu, derretendo a espuma de forma gradual e quase tão rápida quanto havia levado para se formar em primeiro lugar...

- “Muito bom... Impressionante.” - Faust falou, ao que ele começou a descer usando contêineres que estavam soterrados como degraus, e então ele lembrou-se de algo que ele havia ouvido sendo comentado no bunker, e virou-se para Huntress - “Você não teria uma flecha-cola com você, teria?”
- “Sim, eu tenho, por quê?” - Ela perguntou.
- “Nada demais...” - Ele respondeu, com um sorriso entretido..

Gordon, Huntress, Vigilante e Dhampyr encontraram Boris Maslov, um dos cabeças da máfia polonesa no país, ainda preso na espuma... O olhar do mafioso imediatamente dirigido à Vigilante  assim que ela entrou no campo de visão dele alertou Novak, que falou:

- “Este é nosso homem, sim. Ele lhe reconheceu logo de cara.” - Faust falou, olhando para Trayce - “E eu vou arriscar dizer que ele não está nem um pouco feliz em ver que você ainda está viva.”
- “Boris Maslov, quão descuidado de sua parte, se deixar ser pego com seus homens.” - Gordon falou, arrancando do alcance dele a pistola, ainda presa na espuma, que a mão do mafioso estava tentando pegar...

Faust se aproximou de Maslov com seu Sonic Screwdriver, e sem pedir licença, ele enfiou a mão no terno do mafioso, arrancando de lá o celular dele...

- “Vocês não podem fazer isso! Onde estão meus direitos?” - Maslov perguntou, indignado, tentando, em vão, se livrar da espuma que ainda o prendia da cintura pra baixo e nos braços.

Ignorando o mafioso, Novak ligou o celular dele, usando seu gadget para hackear a encriptação. Dois policiais logo começaram a descer pela cratera aberta, e o super-gênio exclamou:

- “Bingo!” - Faust disse, mostrando as informações no smartphone de Maslov para Gordon e Trayce.
- “Manifestos, telefones, contatos, e-mails, e olhem só! Que interessante... apontamento para a morte da Agente Trayce, e com o endereço da prima do parceiro dela...” - Gordon falou - “Eu diria que você está em problemas, Boris.”
- “Vocês não tem mandato... eu demando a presença do meu advogado.” - Boris respondeu.
- “Oh, Não se preocupe. Eu tenho certeza que seu advogado vai estar lhe esperando com um habeas corpus assinado por um dos juízes na sua folha de pagamento.” - Trayce falou - “Ou nós podemos simplesmente adicionar crime de terrorismo na sua ficha e lhe mandar para uma cela bem confortável em Gitmo, onde um interrogador militar vai estar pronto para lhe questionar... quanto tempo você consegue prender sua respiração?”

Maslov olhou para Trayce, e então para Gordon, que apenas deu os ombros, indicando que ele estava mais que feliz em lavar as mãos naquele caso. O mafioso bufou, e falou:

- “O que vocês querem?” - Maslov perguntou
- “Muito simples... nós queremos saber o que tinha nos dois contêineres dos Dantini que vocês mandaram pro Panamá.” - Pat perguntou.
- “Eu não sei. Os contêineres vieram selados.” - Ele respondeu.
- “E você não deu nem uma espiadinha?” - Huntress perguntou, incrédula.

O Mafioso fitou a Caçadora e falou:

- “Cortesia profissional.” - Ele disse, num tom cínico.
- “Eles vieram selados, mas não vieram de Baltimore.” - Trayce falou - “Quem pagou pelo transporte?”

Silêncio... Maslov desviou os olhos com irritação, e Trayce, sem paciência para jogos, jogou as mãos para o alto:

- “Ok, Comissário, vocês podem empacotar esse ai para o primeiro avião para Cuba.” - Pat falou.

Boris olhou para Gordon, que fez sinal para os dois policiais prenderem o mafioso, e ele falou:

- “Ok, ok!!” - Maslov cedeu.
- “Sem jogos agora, Boris.” - Trayce perguntou, se aproximando dele, metendo o dedo no peito corpulento do mafioso - “Quem pagou pelo transporte?”
- “Stracci & Saint Clair” - Maslov revelou.

Trayce se virou, olhando para Faust, que também não havia reconhecido o nome. Gordon, porém, havia:

- “A Fundação Stracci & Saint Clair?” - Jim perguntou, incrédulo. - “O que? Vocês estavam transportando mantimentos para os carentes da América Central? Ou eram Rodins?”
- “Tudo pelos mais necessitados...” - Maslov respondeu, no mesmo tom sarcástico.
- “O que é a Fundação Stracci & Saint Clair?” - Pat perguntou.
- “É uma organização criada em volta de uma coleção de arte por dois magnatas do aço.” - Huntress explicou - “Eles tem uma grande galeria e um museu aqui em Gotham, e também fazem campanhas filantrópicas.”

Faust, que estava calado, verificando no seu celular sobre a organização, falou:

- “... sim, eu estou vendo... Rodin, Van Gogh, Daumieur, Van Eyck, Vermeer, Renoir, Degas, Manet, Moore, e a lista continua.” - Faus falou - “Mas não tem nada fora do usual. Jules Saint Clair, o homem à frente da fundação, nunca fez nada na vida além de cuidar da coleção.”
- “Jules já se aposentou fazem anos... ele só aparece para fotos por estes dias. É a curadora da fundação, Agnes Mercy, quem toma conta de tudo...” - Jim informou.

De imediato, Pat e Faust se entreolharam, as peças no quebra-cabeça finalmente se encaixando...

- “Dreadbolt não estava pedindo por misericórdia...” -  a loira falou.
- “... Ele estava me dizendo exatamente o que eu perguntei!” - o gênio completou.

Gordon olhou para os dois agentes, ainda tentando pegar o fio da meada, se os aqueles dois desse ao pobre homem pelo menos tempo de respirar.:

- “É hora de fazer uma visitinha ao museu” - Trayce falou.
- “Quem chegar por último no carro paga o jantar.” - Faust falou, se teleportando num flash
- “Ei! Teleporte não vale!” - Pat exclamou

Ela olhou com uma cara enfezada por um momento, quando outro flash trouxe o gênio-prodígio de volta...

- “Eu esqueci uma coisa.” - Ele falou, colocando a mão na cintura de Trayce.

A loira reagiu com surpresa, especialmente ao ver que ele havia sacado o taser que ela tinha no coldre de trás...

- - “Isso, é por tentar matar minha prima.” - Ele disse.

Sem cerimônias, Novak apontou a arma para Maslov, que arregalou os olhos, um segundo antes dos dois eletrodos atingirem suas partes baixas...

O mafioso corpulento tremeu como um peixe fora d'água, quebrando a espuma ao seu redor e caindo no chão, diante do olhar frio do super-gênio. Trayce ainda tirou a arma da mão dele, mais um gesto simbólico do que qualquer outra coisa, ao que a descarga elétrica era automática.

Atrás deles, Huntress olhou com um ar de aprovação para o jovem agente, e Gordon não moveu nem um dedo, afinal de contas, Maslov havia começado toda aquela confusão. Ele simplesmente acenou com a cabeça para os dois policiais ali presentes, que imediatamente moveram para algemar o mafioso caído....

- “Vocês precisam de um mandato antes de fazerem qualquer outra coisa.” - Jim falou
- “Como agentes sim, mas como heróis...” - Trayce falou, olhando com uma expressão maliciosa para Huntress.

A Caçadora deu os ombros. A missão que Dick havia dado à ela era ficar na cola daqueles dois enquanto eles estivessem em Gotham, e garantir que ele deixassem a cidade antes do amanhecer. Jim, vendo o gesto da super-heroína, a questionou com o olhar:

- “Contanto que eles esteja fora da cidade antes do amanhecer, eu não me importo.” - Ela falou - “E não faz mal descobrir se alguém está se fazendo valer de um dos marcos da cidade para o crime, então...”
- “Ok, eu vou colocar algumas patrulhas convenientemente perto da área caso vocês precisem de suporte.” - Gordon disse, e olhando diretamente para Trayce, ele adicionou - “E eu espero que o C.B.I compartilhe os frutos da investigação com o GCPD.”
- “Palavra de escoteira.” - Trayce falou, levantando os dois dedos juntos.
- “Boa sorte.” - Jim respondeu.

Ao que os três heróis começaram a escalar a abertura, ele olhou para o mafioso desacordado e os dois policiais, esperando por ordens, e falou:

- “Levem eles daqui e tragam caminhões-pipa...” - O Comissário ordenou, e olhando para o alto, onde os últimos raios do sol estavam desaparecendo, ele resmungou - “Mais um dia em Gotham...”

[Continua....]

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Dhampyr
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 Faust Ferdinand Novak
 Super-Intelecto, Maduro
Thu 29 Sep 2011
at 10:40
Dhampyr - Conexão de Granada VI
Parte VI
[Gotham City, New Jersey]
[Coleção Stracci & Saint Clair]

- “Esse plano é idiota” - Pat Trayce reclamou, pela quarta vez, enquanto ela vigiava a porta por movimentação no corredor. - “Nós podíamos simplesmente usar nossos distintivos e conseguir acesso do mesmo jeito.”
- “Não do mesmo jeito.” - Faust Novak  respondeu, ao que ele continuou a hackear o computador do escritório - “Além do que, nós temos acesso a documentação que certamente iriam esconder se sequer notassem nossa aproximação.”

Do lado de fora do prédio, segura pela grapling gun, Huntress olhou para os dois agente,s e falou:

- “Se apressem, o guarda está subindo a escada.” - Ela falou.
- “Você não precisa me dizer isso duas vezes.” - a loira reclamou
- “Pronto.” - O Croata falou, ao que ele começou a baixar os arquivos no seu computador. - “Eu estou fazendo o download do Hard Drive.”
- “O que vocês esperam encontrar aí?” - Huntress perguntou, entrando pela janela.
- “Qualquer coisa que nos dê uma ideia do que exatamente eles estão contrabandeando.” - Pat falou...

Faust notou algumas URLs encriptadas para servidores dedicados em um e-mail, e isso o deixou curioso. Sem muita dificuldade, ele acesso as páginas, e em horror, ele descobriu mais uma peça no quebra-cabeças...

- “Oh, Frakk...” - Novak exclamou.

A Vigilante e Huntress se viraram, vendo um engine RV, com um salão para equipamentos que pareciam vindos de filmes de ficção científica..

- “O que diabos é isso?” - Huntress  e Vigilante perguntaram
- “Ünternet...” - Faust falou, de forma sombria...

O som de passos vindos de fora os alertou que o tempo deles havia se esgotado. Imediatamente, Huntress correu para a janela, e com ela, Vigilante. As duas beldades heroínas se prepararam para saltar, e Faust desconectou seu computador, sacando seu Sonic Screwdriver, apontando-o para a máquina.

Vigilante e Huntress viram ao que o computador emitiu um zunido mais agudo, e entrou em curto. Trayce virou-se para o jovem gênio, que a olhou de de forma séria, ele caminhou até a janela, ao que as duas saltaram usando o rapel, e fechou a vidraça, teleportando-se segundos antes da porta abrir...

[Uma hora depois]
[ J. Edgar Hoover Juvenile Detention Center ]
[ Bunker – Multilab ]

O dia inteiro havia se passado, e Veronica Fallen, alter-ego do ser conhecido como Succubus, estava estranhando demais a falta do gênio-residente da equipe. Não que ela não gostasse dos outros, mas Faust a tratava de uma forma especial, fraternal.  Ela imaginava que ele estava trabalhando no laboratório. Não era incomum que o Croata virasse a noite em algum experimento, e por isso, logo após ela ter terminado com os seus livros, ela foi direto para o Multilab.

- “Oi, Loira, o que tá pegando?” - Perguntou Spencer Edwards, o velocista conhecido por Speedfreak.

Ela viu o velocista e a líder do grupo, Gwen Jones, codinome Wraith, subindo a escada que levava à câmara de simulação. Pelas roupas atléticas da Líder Etérea, estava claro que eles haviam vindo de uma seção de treino.

- “Eu vim checar, ver se Faust está ok.” - Veronica falou - “Eu não o ví desde ontem de manhã.”
- “Professor Pardal esquece da vida quando fica naquele laboratório.” - Spencer falou, e com um sorriso malicioso, ele disse – “Eu aposto que ele tem revista pornô escondida lá dentro.”
- “Ôpa, Revista pornô! Onde, onde?” - Daniel Magellan, o mutante conhecido como Metamorfo perguntou, ao que ele subiu os degraus, na forma de Rocky Balboa..

Gwen e Veronica reviraram os olhos, e a jovem de cabelos negros falou:

- “Vocês não pensam noutra coisa não?”  - Gwen perguntou, num tom de desaprovação
- “Futebol.” - Daniel respondeu
- “Praia.” - Spencer adicionou à lista
- “Mulher Bonita.” - Araon Gibson, codinome Nemesis, falou - “Essa é a lista de preferências masculinas, certo?”
- “Mulher ela já falou.” - Spencer retrucou
- “Não, ela falou revista pornô.” - Daniel corrigiu - “Revista pornô é pra atividades solo, mulher é pra atividade em dupla e é mais gostoso.”
- “Sim, como se você já tivesse experimentado da fruta.” - O velocista provocou.
- “Eu experimentei sim, e saiba que eu recebi notas muito altas.” - O mutante se vangloriou
- “Considerando o seu poder, eu não duvido disso.” - Araon falou, passando pelos dois, e olhando para Gwen, ele perguntou, com uma expressão meio canalha - “Por que você quer saber sobre preferência masculina, oh destemida líder?”

Gwen dispensou à  Araon um olhar que faria qualquer ser humano gelar, mas o Tanque não deu muito importância, e ela falou, ao que eles se aproximaram da entrada do laboratório:

- “Eu não quero saber de nada, foi Speedfreak quem começou com essa história, dizendo que nosso Nerd-residente guarda essas revistas no laboratório dele.” - Ela explicou
- “Como se Faust fosse capaz de fazer uma coisa dessas.” - Veronica falou, num tom indignado.

Araon olhou para Veronica, sempre entretido com a maneira que ela protegia Novak, e vice-versa. Eles não seriam mais fraternais se tivessem nascido do mesmo ventre.

- “Eu concordo com Veronica.” - Araon falou, ao que as blast doors se abriram - “Além do que, o cara é um gênio. Se ele estivesse afim de algo carnal, ele no mínimo iria construir uma mulher robô pra ele.”

A ironia das palavras de Araon ficaram claras assim que ele deu de cara com um par de exóticos olhos anil, pertencentes à uma mulher de beleza helênica que era quase da altura de Gibson, de cabelos loiro-prata e curvas generosas, delineadas com perfeição artística por uma malha de spandex em tons de branco e pastel com detalhes luminosos no mesmo design que o uniforme de Novak:



- “Bem vindos, usuários, ao Multilab.” - Ela os saudou com uma voz extremamente agradável aos ouvidos.

Surpreso com a a beldade que ele nunca tinha visto antes, ele murmurou:

- “...eu tava brincando...” - Araon falou
- “Você podia tá brincando, mas o Lampadinha aparentemente levou à sério.” - Daniel falou, mesmerizado pela beleza exótica da estranha

Veronica olhou com severidade para a estranha, revoltada e recusando-se à crer que o Gênio-prodígio tivesse realmente feito o que Araon tinha dito:

- “Quem é você, e o que você está fazendo aqui?” - A loira perguntou.
- “Eu sou Gem, Veronica Fallen.” - Ela se identificou, com uma calma inumana- “Eu estou aqui por que somente neste laboratório que eu posso existir. Eu existo como a Holographic Interactive Interface do Multilab.”
- “Interface Holográfica?” - Gwen repetiu, surpresa - “Então, você não é real?”
- “Sim, eu sou real, tão real quanto você, Gwendolin Jones.” - Gem falou, estendendo a mão, e tocando o ombro de Wraith, que sentiu o toque real.

Gwen e Araon se entreolharam, e Veronica continuou desconfiada. Spencer, no entanto, entendeu de imediato:

- “Ela é como o Doutor da Voyager!” - O Velocista falou - “Emergency Medical Hologram, helloo~o?”

A loira, a etérea e o tanque olharam para Speedfreak, que então, vendo claramente Gem, falou, com um sorriso largo:

- “Claro que, você é muito mais bonita...” - Ele elogiou.
- “Onde está Faust?” - Veronica perguntou, voltando ao assunto
- “Doutor Novak está em Gotham city.” - Gem informou.

Veronica olhou com curiosidade para Gwen, que estava tão por fora quanto ela:

- “O que ele está fazendo lá?” - Gwen perguntou
- “Ele está à serviço do Governo.” - Amanda Waller  falou, ao que ela entrou no laboratório.
- “Saudações, Diretora Waller.” - Gem a saudou

A diretora do Checkmate olhou Gem, de cima a baixo, e falou:

- “Então você é o suporte logístico que Novak mencionou.” - Waller falou, uma constatação, não uma pergunta.
- “Correto.” - Gem respondeu - “Eu estou monitorando a situação em campo e catalogando todas as informações.”

Veronica e Gwen olharam para Waller, e a Líder Etérea perguntou:

- “Diretora, o que está acontecendo?” - Wraith perguntou.
- “Agente Novak foi designado para cooperar com uma outra agência em uma investigação federal.” - Waller falou, passando pelas duas jovens, e olhando para Gem, ela disse - “Muito bem,  mostre-me a situação”

Gem desceu a escadaria, dirigindo-se ao projetor tático ao centro do Multilab. Ela passou a mão por cima do console, e os comandos foram inseridos automaticamente, trazendo a projeção tática à tona...

- “Como você está monitorando a situação?” - Waller perguntou
- “Através da rede de satélites do Departamento de Defesa, da Rede de torres de celular, do streaming online das câmeras de segurança, frequências de rádio, e do link com o holocomputador que Doutor Novak carrega.” - Gem informou.
- “E exatamente como que você está tendo acesso aos satélites do Departamento de Defesa?” - Waller perguntou, mais séria.
-“Através da permissão especial Oscar-Nove-Zero-Zero-Um-Dois-Quatro do Bureau Central de Inteligência, emitido junto as ordens para a execução do processo investigativo federal atualmente executado por Doutor Novak e pela Agente Trayce.” - Gem informou. - “Você deseja acessar os documentos pertinentes?”
- “Não.” - Waller falou,de forma categórica.

A imagem trabalhada mostrou o interior de uma série de galpões. A imagem termais mostravam  uma série de indivíduos, com três deles identificados na tela por Dhampyr, Vigilante e Huntress, num embate com uma duzia de inimigos. Com o uplink do Holocomputer, a imagem tridimensional se formou, e o áudio explodiu com o som de metralhadoras, e as vozes dos três heróis...

[Blüdhaven (fora da zona de contenção)]

- “Maldição! Chegaram mais meia duzia!”- Vigilante praguejou, ao se abaixar e se abrigar novamente dos disparos. - “Para um gênio, essa sua ideia de entrar atirando foi bem idiota.”

Faust, que estava ocupado ainda mexendo nos caixotes, não respondeu. Huntress colocou mais dois na lona com suas flechas elétricas, e voltou a se abrigar.

- “Nós temos de sair daqui. Eles vão nos cercar logo-logo.” - A Caçadora falou.
- “Droga... Faust, anda logo!” - A loira o apressou, e ao que ela não recebeu resposta, ela bradou em frustração - “Malditos adolescentes!”

Vigilante balançou a cabeça com raiva, e voltou à atirar, derrubando mais dois dos capangas antes de saltar para trás de outra caixa. Huntress afastou mais deles com uma flecha-óleo que fez quatro capandas escorregarem e rolagem no chão...

- “O que exatamente ele está fazendo?” - A caçadora perguntou
- “E eu que sei?” - Vigilante respondeu.

As duas foram surpreendidas por uma explosão que aconteceu perto delas, e em horror, as duas viram a montanha de caixas começar a ruir em cima delas. Foi somente pelos reflexos sobre-humanos das duas heroínas que elas saltaram e correram para  um local seguro, que infelizmente, terminou sendo em frente a duas dezenas de canos de armas apontados para as duas beldades...

-  “Oh, zôrra...” - Trayce resmungou, ao que ela e Huntress levantaram as mãos, deixando suas respectivas armas penduradas pelo dedo, ao que capangas retiraram as armas delas...

De trás dos capangas, um homem alto, de bom porte físico, cabelo castanhos ralos e cavanhaque bem mantido, vestido com uma túnica militar se aproximou, com uma expressão predatória:



- “Bem, bem, bem... o que nós temos aqui?” - O homem perguntou, com um sotaque do leste europeu, olhando para a Loira e a Morena... - “Isto é propriedade privativa, e vocês moças, estão invadindo.”
- “E você está vendendo armas para cartéis de droga!” - Trayce devolveu. - “Usando a Ünternet.”
- “Eu não supro nada mais além daquilo que o seu próprio governo supre aos meus clientes, Agente Trayce.” - ele respondeu, com uma expressão canalha.
- “O Governo não dá provisões à criminosos!” - Huntress bradou.
- “Continue repetindo a mentira, e assim você pode dormir melhor, minha cara.” - Ele falou - “O mundo é mais complicado do que vocês podem imaginar.”
- “E você não tem problema nenhum com isso, contanto que sua comissão não seja afetada, não é mesmo, General Vlakan” - Faust Novak falou, em alto e bom som, ao que ele caminhou à vista de todos de um dos corredores.

Imediatamente, alguns dos soldados se viraram com armas apontadas para o super-gênio, que mostrou uma cinta-coldre repleta de granadas, com uma granada de fragmentação sem o pino, sendo segura na mão dele. Oslav Vlakan, General Reformado da Sétima Brigada da República da Yugoslávia, os White Eagles, olhou com certa surpresa para o jovem, reconhecendo-o de imediato.

- “Eu solto essa granada, e vocês todos vão pelos ares” - Faust ameaçou...

Os capangas olharam entre si incertos, e Vlakan, com uma calma enervante, acenou com a cabeça, um gesto que seus homens entenderam como carta branca para recuar... Faust se aproximou de Huntress e Vigilante, e os homens que as seguravam começaram a recuar também...

- “Hadjuk Dhampyr... me disseram que você havia morrido em Sisak.” - Oslav falou. - “Aparentemente, eu fui informado errado, quão oportuno...”

Huntress pegou de volta sua besta, e Vigilante pegou suas pistolas do chão, enquanto Dhampyr encarava o seu velho conhecido:

- “Onde você conseguiu essas armas?” - Faust perguntou, num tom mais autoritário.
- “Aqui e ali... você sabe como é... mais uma revolução acontece, e material bélico é deixado sem guarda...” - O Sérbio respondeu, e com o sorriso canalha e psicótico, adicionou - “Mas, eu tenho a satisfação de lhe informar que N.O.W. Continua a produzir as melhores armas da Cortina ao sul de Leningrad.”

De repente, mais homens, estes, vestidos como soldados, vieram pelos flancos, efetivamente cercando qualquer saída.

- “Agora, jovem Hadjuk, por que você não coloca o pino nesta granada, e nós podemos sentar, falar sobre os velhos tempos.” - O General falou - “Afinal de contas, nós dois sabemos que estas granadas que você está segurando são não-letais.”

Novak olhou para Trayce e para Huntress, e virou-se novamente para Vlakan, colocando o pino na granada e jogando-a no chão, junto com o cinto.

- “Logico, você iria reconhecer sua mercadoria..” - Faust disse, sacando de dentro do seu terno um controle remoto - “Mas este aqui é um dos meus...”

Ele jogou o controle para o General, que pegou no reflexo, e de imediato notou, com alarme, a contagem regressiva baixar de 30 segundos...

- “Engraçado você mencionar Sisak, General, por que este local inteiro vai ter o mesmo destino.” - Faust falou, puxando Huntress e Vigilante pela cintura... - “Diga, quantos Power Cells Hm-12 você trouxe aqui mesmo?”

A expressão de horror no rosto do Sérbio só não trouxe mais satisfação ao Super-Gênio, por que ele estava mais preocupado em sair dali com as duas super-heroínas com vida... A primeira explosão aconteceu naquele momento, num dos outros galpões...  os soldados e capangas foram pegos de surpresa pela confusão, e Dhampyr aproveitou, acionando seu jetpack. Feixes de luz formaram os seus propulsores, e ele falou para as duas super-heroínas:

- “Segurem-se!!!”

Mais outra explosão, e imediatamente, Vlakan ordenou uma evacuação. Alguns poucos soldados ainda tentaram atirar para o alto, mas Dhampyr alcançou a vidraça do teto antes disso, arrebentando o vidro ao que eles continuaram subindo...

Colunas de energia subiram de um dos galpões destruídos, com centelhas de energia saindo de forma selvagem e caótica pelo ar... Faust desviou de uma segunda coluna de energia, ao que eles continuaram subindo... ele registrou o grito de Huntress, ao que eles quase foram atingidos por uma centelha de energia, mas o super-gênio continuou acelerando, até que eles saíram da zona de perigo, passando pelas nuvens mais baixas. Do alto, os três puderam ver a cena faraônica ao que sete colunas de luz e energia ascenderam na noite..



Vigilante e Huntress estavam boquiabertas, ao que raras vezes elas presenciaram algo daquela natureza, mas Novak se manteve sério, pois ele sabia, mais do que ninguém do podes destruidor da tecnologia que ele aperfeiçoou...

[Bunker]

Assim como as duas super-heroínas, a expressão de surpresa e espanto com o espetáculo destruidor era clara nas faces dos jovens que a estavam assistindo pela holoprojeção np Multi-Lab.  Waller, no entanto, se manteve calada e séria, após a reação de surpresa inicial. Ela então lembrou de um certo detalhe, e o seu olhar se tornou apreensivo:

- “Você (apontando para Gem), Informe Novak e Trayce que eu os quero aqui A.S.A.P..” - Waller ordenou, passando por Gwen, ela disse - “Faça o toque de recolher para seu time, vocês tem uma missão especial amanhã.”


Gwen olhou para Araon e Spencer, com uma certa surpresa, e sem muita escolha, ela disse:

- “Vocês ouviram a chefa.  Vamos dormir que amanhã o dia é cheio.” - A Líder Etérea falou

Um a um eles começaram a se retirar, sob o olhar impessoal de Gem...

[Blüdhaven]

Faust pousou perto do carro de Trayce e da moto da Caçadora, que estavam parados em um local afastado dos galpões... Huntress desvencilhou seu braço do pescoço dele, e bateu sua capa, como que para tirar poeira, e ela então virou-se:

- “Vocês já estão fora de Gotham, então, meu trabalho aqui está feito.” - a Caçadora falou

Vigilante fez o mesmo, e caminhou até o carro, colocando lá seu equipamento.

- “Obrigado por sua ajuda, Huntress.” - Vigilante falou

A heroína apenas acenou com a cabeça, ao que ela se aproximou de seu veiculo:

- “Da próxima vez, escolham ir para Metrópolis.” - Huntress disse, num tom sarcástico.

Faust retraiu os propulsores, que se desfizeram em feixes de luz, e ao que ele se virou, ele se viu observando a Caçadora, curvada sobre a moto, ao que ela estava colocando o equipamento dela na moto... Os sentidos treinados da super-heroina sentiram que ela estava sendo observada, e ela virou-se, levemente surpresa, para ver o jovem gênio, com a cara embasbacada, de pé, olhando para ela. Assim que ele percebeu o olhar, Novak virou-se apressadamente, sem perceber o quanto ele estava corado...

Pat olhou para seu parceiro, e para a Caçadora, tendo visto toda a cena. Huntress olhou para a agente, que sorriu meio discretamente, achando engraçado o comportamento juvenil de Dhampyr. A expressão séria se desfez em um olhar malicioso por parte de Huntress, ao que ela se aproximou de Faust, que olhando discretamente por cima do ombro, se enrijeceu ainda mais, e prontamente se desculpou:

- “Perdão, Miss Huntress, e-eu olhei por acidente...” - Faust falou, nervoso.

Ele quase teve um ataque do coração ao que sentiu a respiração quente da super-heroina no seu rosto, ao que ela falou, próxima do seu ouvido:

- “Bom trabalho, Mister Novak.” - A Caçadora falou, dando-lhe uma bitoca na bochecha...

Trayce conseguiu ver a cara de surpresa do Croata, ao que Huntress se afastou, satisfeita e devidamente entretida, e subiu em sua moto. Pat se aproximou do seu parceiro, que ainda estava em choque, e passou a mão na frente do rosto dele, buscando alguma reação...

- “Jovens... ô meu Pai...” - Pat falou pra si mesma, ainda achando graça.

Ela entrou no carro, e assim que ela o ligou, Faust lembrou-se de onde ele estava... O croata rapidamente entrou no carro, e assim que ele entrou, Pat lhe mostrou a mensagem no display de bordo:

- “A Gorda mandou ordens para nós voltarmos para D.C.” - A loira falou. - “E nós agora temos de descobrir qual a conexão entre estas Armas e essa tal de Mercy.”
- “Nós já sabemos qual é.” - Faust respondeu.

Ela notou ao que ele retirou do bolso um pedaço de papel, que ela abriu, e viu, surpresa, do que se tratava:

CONSELHO EUROPEU DE ENERGIA
KING MEDIA GROUP
BAILE DE GALA
UNIVERSITY CLUB, WASHINGTON D.C.
“Com apresentação da Coleção Itinerante Stracci-SaintClair à bordo do Dirigível Granada”


- “Hah!, Bingo!” - Pat falou, dando um tapinha nas costas do super-gênio.

Ela engatou a marcha, e rumou na direção da Highway...

- “O que nós vamos fazer com Ylliana?” - Ele perguntou
- “Eu já tratei disso. Ela, aquela amiga ruiva dela e o tutor dela foram relocados para D.C.” - Trayce falou - “questão de segurança.”
- “Obrigado.” - Faust agradeceu, de forma sincera.

Pat olhou para o rapazote, com um sorriso amistoso. Ela não queria admitir, mas ela estava gostando de tê-lo como parceiro, se por nada mais, por que ele a fazia rir, e se sentir mais leve, uma sensação que, na vida que ela levava, era rara, e extremamente desejável. Ela deu um soco de brincadeira na bochecha dele, e continuou a dirigir...

- “Você tem batom no seu rosto.” - Trayce comentou, esperando só para ele morder a isca.

Ela o viu se olhar pelo espelho do visor do carro, ela falou:

- “Quer dizer que Huntress lhe dá uma bitoca e você fica todo caidinho...” - Pat começou - “Eu passo de toalha na sua frente você nem pra assoviar.”

Faust olhou para a loira de forma surpresa e confusa:

- “E-eu não..” - Ele tentou dizer algo coerente.
- “Quer dizer que você nem me notou?” - Trayce falou, com um beicinho malicioso - “Só por que o meu traje tem mais pano que o daquela exibida?”

Uma vez mais Faust tentou falar algo coerente, mas falhou miseravelmente...

- “Será que eu estou fora de forma?” - Ela se perguntou.
- “N-não!, Você é Boa!...?” - Ele falou, por instinto, e vendo o olhar dela, ele disse - “Q-quer dizer... está e-em boa forma... pelo q-que eu v-vi...”

Ele sentiu seu colarinho apertar e a roupa ficar mais justa, diante do olhar inquisitivo da heroína:

- “Ah-Hah!, então você me espiou de toalha!” - Pat falou, apontando um dedo pra ele.

O resto da viagem até D.C. Foi basicamente uma sessão de tortura para um Super-Gênio Adolescente, e um deleite de entretenimento pra uma Super-Agente maliciosa...

[Continua....]

This message was last edited by the player at 10:07, Tue 04 Oct 2011.

Nemesis
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 Aaron Gibson
 Awesomeness & Coolness
Thu 29 Sep 2011
at 23:48
Re: Dhampyr - Conexão de Gradana VI
Meses atrás - Noite - Uma clareira nos arredores de Washington

[Fade in]

Hal Jordan havia chegado ao local como combinado, discretamente, e agora se indagava se havia entendido o horário corretamente - ele não via sinais de viva alma em parte alguma.

"Obrigado por me encontrar" disse uma voz grave, atrás do Lanterna Verde. Ele se vira e enxerga um homem negro em roupas civis, mas reconheceria-o não importa o que estivesse vestindo.

"Bom, quando o Tigre de Bronze lhe manda um e-mail, é natural que alguém fique curioso. Como vai, Ben?" Hal havia sido pego totalmente de surpresa com a aparição do Tigre, mas não demonstrara. "O que precisava conversar comigo tão urgente?"

"Primeiramente peço desculpas pela aparição súbita. Tinha que me assegurar de que estaria sozinho, pois não confio nas companhias com quem costuma andar - não pelo caráter, mas pela reação que teriam ao que devo lhe contar" e dizendo isso, ele se senta na grama, olhando para a cidade que dormia tranquila no horizonte, e sinalizando para que o Hal também o fizesse. A expressão de Ben Turner, o Tigre de Bronze, é tranquila, mas séria.

"Você se lembra quando o Lobo apareceu aqui, alguns anos atrás? Ele e Superman se estranharam..."

Hal dá uma risada leve. "Se estranharam? Eles quase destruíram Metrópolis!"

A expressão de Ben não se altera. "Sim, e foi quando o Departamento de Defesa ficou preocupado. Veja bem, Superman é praticamente invencível - ele é mais forte, mais rápido, mais resistente que qualquer coisa no planeta - mas ainda possui uma fraqueza: kriptonita. Essa substância, embora rara, ainda pode ser encontrada e utilizada contra ele, o que nos leva à preocupação do Governo.

Quando Superman e Lobo se enfrentaram, o mais preocupante de toda a situação não foi o fato do segundo demonstrar capacidades físicas quase equivalentes, mas a total ausência não só de compaixão ou consideração ao próximo, mas a ausência de uma fraqueza visível."


Ben olha para Hal com uma expressão mortalmente séria. "Hal, em todos esses anos no espaço, conhecendo Lobo melhor do que muitos aqui, poderia você me apontar uma única fraqueza nele?"

Hal Jordan olha para Ben preocupado, e demora alguns segundos para responder. "Não. O desgraçado já sobreviveu a praticamente tudo o que jogaram em cima dele. O máximo que conseguiram até hoje foi tirá-lo de ação por alguns dias, e nada mais."

Ben volta a olhar para o horizonte com uma expressão derrotada, e suspira. "Então é isso. Eu ainda nutria esperanças de que você pudesse saber de algo que não sabemos, mas agora você confirmou meu maior medo."

Hal se levanta olhando para Ben assustado. O que o governo americano poderia querer com o maior açougueiro do universo? "Ben, o que você não está me contando..?"

Ben se levanta e começa a caminhar, seguido por Hal. Sua expressão agora se tornou plácida novamente, e ele retoma a conversa no mesmo tom suave do início.

"O que estou para lhe dizer você deve jurar que ficará entre nós" e, ante a afirmativa silenciosa do Lanterna Verde, ele continua. "Logo depois de o governo americano saber da existência de um ser tão poderoso quanto seu maior herói, o Departamento de Defesa criou um programa para desenvolver uma arma capaz de enfrenta-lo caso ele decidisse retornar - e, depois do evento envolvendo Apocalipse, não os culpo.

Durante anos, os pesquisadores do projeto Nemesis tentaram decifrar o DNA czarniano encontrado durante a batalha de Metrópolis, em vão. Eles esperavam desenvolver alguma espécie de arma biológica que pudesse destruir o organismo alienígena, literalmente vaporizando Lobo a olhos vistos. Mas, como lhe disse, em vão - o DNA simplesmente se regenerava após ser destruido.

No entanto, uma das cientistas, Angela Lawrence, começou a testar o DNA czarniano em conjunto com DNA humano, tentando unir as características de ambos, e obteve um sucesso marginal - os primeiros testes mostravam que, ao sinal da primeira doença, os anticorpos gerados pelo DNA czarniano destruíam as células humanas. Mas ela obteve sucesso em duplicar amostras, e a partir dai construir um espécime novo."


Ben interrompe a caminhada e se vira para Hal, que ouvia a tudo com a expressão cada vez mais surpresa - ele não estava gostando ou acreditando onde essa conversa iria acabar.

"Hal, a Dra. Lawrence obteve sucesso em clonar DNA czarniano. Ela clonou Lobo."

O Lanterna Verde estava atônito. "Você está me dizendo que o governo americano possui um clone perfeito do Lobo escondido em algum lugar?" ele consegue dizer, assombrado.

"Não, Hal. A Dra. Lawrence conseguiu reproduzir o suficiente para gerar apenas uma criança já crescida. Fisicamente, czarnianos e humanos são semelhantes - segundo suas descobertas - e sua esperança é que, ao implantar memórias específicas de uma infância feliz, e acompanhar a fase da adolescência de perto, o governo pudesse ter seu próprio Lobo, com boa índole, do seu lado - Elemento Zero, codinome Nemesis.

O garoto foi gerado com uma idade genética de cerca de 11 anos, e recentemente comemorou seu 19º aniversário. Infelizmente, os agentes selecionados para atuarem como os pais do Elemento Zero eram excelente profissionais, de ótimo caráter, mas não souberam ser bons pais - talvez lhe faltassem aquele amor de pai e mãe que treinamento nenhum consegue ensinar. O garoto cresceu como um adolescente problemático, que tinha dificuldades em se adaptar ao ambiente escolar - suas habilidades não se manifestaram até poucos meses depois de ele completar 18 anos - e acabou preso antes que pudéssemos intervir.

Creio que se lembra da explosão na penitenciária estadual, alguns meses atrás, onde todos os que estavam em um dos blocos perderam suas vidas? Não foi uma explosão, foi o Elemento Zero."


Hal apenas arregala os olhos, sem palavras para interromper. Ben continua.

"Aaron é um bom garoto, tem o coração na direção certa, mas possui traços da personalidade do czarniano de quem foi clonado - o que significa uma fúria assassina incontrolável caso perca a cabeça. Foi o que aconteceu naquela penitenciária, e ninguém sobreviveu ao ataque. O Cadmus foi rápido para intervir e maquiar a situação como um acidente, e eu fui designado para treiná-lo após o Elemento Zero ter sido trazido para nossas instalações. Ele nada sabe sobre sua origem fora que seus pais não são seus pais verdadeiros, e que ele foi resultado de um experimento genético do governo para o desenvolvimento de um super-soldado que quase fracassou.

De maneira alguma vou permitir que ele descubra nada mais além disso, uma vez que ele vem respondendo bem aos treinamentos - depois do incidente na prisão, ele nunca mais perdeu o controle novamente e vem se tornando cada vez mais sociável, mais até do que em seus dias de estudante.

Ele é um bom garoto, Hal, confie em mim."


Hal Jordan havia se sentado. As informações eram assustadoras demais, mesmo para ele. Durante alguns instantes, que parecem horas, os dois homens permanecem em silêncio, até que o Lanterna o quebra.

"Então você está me dizendo que vem treinando um clone do único czarniano vivo no universo - ao menos até agora - e que ele é um 'bom garoto'? E o que você vem ensinando a ele? Meditação, como jogar basquete?" Hal tinha medo da resposta verdadeira, e a expressão tensa de Ben confirmou o pior. "Oh, maravilha... Você vem ensinando técnicas de luta a ele! Será que o universo enlouqueceu de vez? Um clone do Lobo e você está ensinando técnicas de luta a ele?!?"

Ben estava agora de cabeça baixa, e você quase poderia imaginar que ele se sentia envergonhado. "Sim, e temo dizer que ele possui um talento natural para isso. Poucas vezes vi um lutador tão habilidoso, que conseguisse aprender tão rápido movimentos complexos. No início ele achava que apenas sua força e resistência seriam suficientes, mas como meu objetivo era torna-lo concentrado, consegui que ele entendesse a sabedoria em se valer de técnicas marciais avançadas.

Desde o último mês, por mais que tente, não importa o cenário do treinamento, não consigo mais derrubá-lo. Ele é mais ágil que qualquer ser humano poderia ser, consegue literalmente dobrar titânio com as mãos, e resistiu a tudo o que já foi lançado contra ele. No início ele ainda sangrava, mesmo resistindo, mas isso é passado, o que significa que suas habilidades vêm se desnvolvendo a uma velocidade alarmante."


Hal agora estava mais calmo, pensativo. "Ben, isso é loucura. Tenho que levar isso ao conselho dos guardiões, ou à Liga. É perigoso demais..."

"Não!" Tigre levantou o rosto na direção do Lanterna, assustado. "Não, Hal, isso não..."

"Ben, você tem um maníaco homicida praticamente indestrutível e que pode pirar a qualquer momento!"

"Não! Ele não é assim! Tenho pra mim que o incidente na prisão pode não ocorrer mais - ele estava assustado, agiu em auto-defesa. Agora ele tem conhecimento de seus poderes, sabe que não tem do que temer. A timidez deu lugar a uma arrogância irritante, mas é isso que o mantém controlado. Se ele se vir atacado por forças superiores pode perder a cabeça de vez, e isso sim seria uma tragédia. O garoto não tem culpa do que fizemos a ele..."

Hal cruzara os braços, olhando sério para o Tigre. "Ok, então o que você quer de mim, Ben? Ainda não entendi."

"No garoto tenho confiança, mas minha preocupação é Amanda Waller. Ela conseguiu  fazer com que o garoto ficasse no instituto integrando um projeto do governo de reabilitação de meta-humanos, em troca de informações sobre sua real origem, e ela o fez - mas até certo ponto, como lhe contei. No entanto, tenho medo de que um dia ele descubra a verdade e perca o controle. Se esse dia chegar, e o pior acontecer, alguém precisa saber da verdade e como pará-lo.

E, principalmente, o que também tenho a lhe pedir é: Lobo jamais pode saber da existência desse garoto, Hal, jamais. Gostaria que me ajudasse nisso..."


Hal parou por uns instantes, analisando o companheiro à frente. Ele estaria detectando uma preocupação... paternal? Não havia dúvidas de que Ben se preocupava com esse garoto, e no caráter do Tigre ele confiava - mesmo ele trabalhando para Amanda Waller.

"Ok, Ben, você tem minha palavra..."

Por um instante, Ben Turner quase sorri.

[Fade out]
Dhampyr
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 Faust Ferdinand Novak
 Super-Intelecto, Maduro
Tue 4 Oct 2011
at 11:13
CONEXÃO DE GRANADA (TRAILER)
OOC: Como não dá pra criar um vídeo com isso, eu vou ter que apresentar a versão do roteiro mesmo, e contar com a imaginação de vcs...

     Este Preview é para ser lido com a opção das seguintes trilhas:
     http://youtu.be/29Oid-VnnzU (You Know My Name Instrumental)
     http://youtu.be/1H-0P7fYgdA (Casino Royale Trailer Theme)
     http://youtu.be/1qLl1MilV18 (James Bond Theme - Para os mais tradicionais)



                               XIMÃO FANFICS
                               Presents:


[Multilab – Escuro, iluminado apenas pelas luzes do holoprojetor tático]

Faust Novak curva-se, sozinho, com os dedos entrelaçado em frente ao rosto...

[voz de Ylliana Tesla]
“Você deixou a Croácia para fugir do seu passado, para esquecer do que você fez, mas as vezes, nós temos de encarar o nosso passado, e enfrentar as consequências..."

                               Based on the MISFITS PROJECT Roleplaying Game of:
                               ARTUR VECCHI

                               And Characters of:
                               DC COMICS


[Imagens em sequência rápida]

Soldados em formação apontando Ray-Guns;

Townhouse explodindo em Gotham City;

Misfits no Multilab com Waller e Gem, observando o holoprojetor tático;

Uma mansão numa rua fechada por barricadas com a White House ao fundo no final da rua;

Holofotes ligados apontando para o céu, e pessoas em black-tie caminhando na direção dos portões da mansão;

Um Dirigível ancorado sobre Washington D.C., com convidados em black-tie vendo uma exibição de obras de arte no salão principal, com as grandes vidraças deixando a cidade à mostra;

[Voz de Ylliana Tesla]
"...é como você lida com o seu passado, e o que você faz para guiar seu futuro, que determina como você vai ser lembrado..."

[Mais imagens em sequência]

Pat Trayce e Faust Novak, vestidos em Black-Tie, caminham sorrateiramente por uma passarela externa do Dirigível;

Araon Gibson e Katsumi Nishimura, escondidos num corredor, olham ao redor, retirando macacões de serviço, revelando roupas de gala por baixo;

Num corredor, dois guardas dobram numa bifurcação apressadamente, e Gwen Jones reaparece, encostada na parede, armada com uma pistola com silenciador;

Veronica Fallen e Faust Novak dançando em meio a outros casais numa pista de dança, sob os olhares de indivíduos encombertos em sombras num dos andares superiores;

Um Soldado, numa passarela, com faíscas e alarmes vermelhos ao fundo, morfa em Daniel Magellan;

[Voz de Illyana Tesla]
"... são as escolhas que você faz quando o mundo depende de você que lhe fazem um herói ou um vilão."

[Mais imagens em sequência]

Convidados em black-tie saem correndo em pânico em meio à faíscas e confusão;
Pat, algemada numa cadeira e com sangue escorrendo da boca, olha sem medo para o cano de uma arma apontada para ela;

Amanda Waller, atrás de uma escrivaninha, numa confrontação de olhares com Batman;

Os Misfits, numa sala com quatro homens com armas apontadas contra eles;
Daniel e Araon, olhando com preocupação para o alto, no meio do National Mall;
Katsumi e Veronica, no Jardim da White House, vendo o dirigível em rota de colisão com a cidade;

A imagem viaja rapidamente até o dirigível, onde, na sala de controles, Faust esta numa cadeira, com tubos e fios conectados à ele, com uma expressão de esforço e concentração;

[Uma sequência de brilhos rápidos, com a imagem se desfazendo num fundo negro com feixes ordenados e uma nova cena]

No portão de entrada, uma doorkeeper com um iPad na mão se aproxima de convidados:

- "Com licença, Senhor..."

Faust se vira, e junto com ele Pat e Ylliana:

- "Novak. Faust Novak."

[Tema começa a tocar, com sequência de cenas]

A câmera sobe, seguindo as curvas de Gwen, delienadas pelo vestido elegante que ela usa, até a cinta liga, onde ela com a perna apoiada na cadeira, coloca uma mini pistola;

                               If you take a life
                               Do you know what you'll give?
                               Odds are you won't like What it Is.


Uma limousine para no acostamento, a imagem corta para Veronica, disfarçada como chauffeur, abrindo a porta para os passageiros;

                               When the storm arrives
                               Would you be seen with me?
                               By the merciless eyes I've deceived


Num corredor, Pat e Faust se beijam sob o arco da porta de acesso à escadaria, ao que dois homens passam por eles sem dar atenção;

                               I've seen angels fall from blinding heights
                               But you yourself are nothing so divine
                               Just next in line


Katsumi salta de forma acrobática sobre dois homens às suas costas, chutando a cara de um deles contra a parede, e dando uma chave de braço no outro, desarmando-o;

                               Arm yourself because no one else here will save you
                               The odds will betray you
                               And I will replace you


Num salão, uma parede explode ao que Araon é jogado com violência, arrebentando com mesas e cadeiras em seu caminho;

Veronica mergulha atrás do bar, para evitar os disparos de dois homens com metralhadoras;

                               You can't deny the prize it may never fulfill you
                               It longs to kill you
                               Are you willing to die?


Daniel, como um rinoceronte, sai atropelando uma fila de soldados;

Gwen aparece atrás de um grupo de soldados, com uma sub-metralhadora na mão, e os fuzila;

                               The coldest blood runs through my veins
                               You know my name


Caindo no chão, Faust pega uma arma, e aponta para um soldado, a perspectiva a partir do cano da arma dele ao que ele dispara sem hesitação;

                               If you come inside
                               Things will not be the same
                               When you return to my eyes


Na porta de um quarto, Pat, vestida com roupas íntimas e uma camisa semi-abotoada, se espreguiça de forma sensual;

                               And if you think you've won
                               You never saw me change
                               The game that we have been playing


Amanda Waller, vista de cima, dispensa um olhar frio e intimidador;

- "Foi um erro lhe ter colocado nessa missão"

Faust, sentado numa cadeira, olha de volta para ela:

- "Não se preocupe; pelo que eu sei, seus agentes tem uma expectativa de vida bem  curta."

                               I've seen diamonds cut through harder men
                               Then you yourself but if you must pretend
                               You may meet your end


Um carro acelera numa avenida vazia à noite;

Faust, no topo de uma escadaria, se vira, com o tuxedo desabotoado e a malha da light suit aparecendo por baixo
                               FAUST NOVAK

Vestida de Vigilante, Pat desce de rapéu por um túnel...
                               PAT TRAYCE

                               Arm yourself because no one else here will save you
                               The odds will betray you
                               And I will replace you


De forma graciosa, Ylliana gira pelo salão, conduzida pelo seu parceiro de dança;
                               YLLIANA TESLA

A frente de de uma ponte de comando, General Vlakan, com uma expressão autoritária, dá ordens aos seus soldados;
                               OSLAV VLAKAN

                               You can't deny the prize it may never fulfill you
                               It longs to kill you
                               Are you willing to die?


Vestida com uma malha colante branca, Mercy olha de forma maliciosa para uma projeção holográfica;
                               AGNES MERCY

Red Robin quebra a cúpula de vidro, entrando num salão no meio de soldados;
                               TIM DRAKE-WAYNE

                               The coldest blood runs through my veins

Batwoman, numa rápida sucessão de movimentos, chuta um capanga contra o vidro de um carro, enquanto ela desarma outro com um batarang e dá uma chave num terceiro, que voa contra uma coluna com violência;
                               KATHY KANE

                               Try to hide your hand
                               Forget how to feel (forget how to feel)


Gwen, com uma sub-metralhadora na mão, dá ordens à agentes federais;
                               GWEN JONES

No National Mall, Araon segura à cúpula do Washington Monument, que caiu;
                               ARAON GIBSON

Katsumi salta, de forma acrobática, por entre as passarelas no teto da White House;
                               KATSUMI NISHIMURA

                               Life is gone
                               With just a spin of the wheel (spin of the wheel)


Em um escritório, Veronica fica furtiva, ao que a segurança passa, e procede em colocar um pendrive num computador;
                               VERONICA FALLEN

Na escadaria, Succubus sorri diabolicamente ao que três soldados sucumbem ao seu terror mental;
                               SUCCUBUS

Correndo em alta velocidade no National mall, Spencer deflete destroços que caem do alto;
                               SPENCER EDWARDS

Na forma de um Octopus gigante, Daniel agarra dois postes, usando-os para varrer meia duzia de capangas do chão;
                               DANIEL MAGELLAN

                               Arm yourself because no one else here will save you
                               The odds will betray you
                               And I will replace you


                               Guest appearances by:
                               CLARK KENT

Superman segura o Washington Monument, que estava caindo;

                               BRUCE WAYNE
Batman invade um escritório, vindo pelo duto de ventilação;

                               You can't deny the prize it may never fulfill you
                               It longs to kill you
                               Are you willing to die?


                               DIANA OF THEMYSCIRA
Wonder Woman agarra o dirigivel, tentando mudar o curso dele;

                               LOIS LANE-KENT
Lois Lane, vendo um dos vilões correndo pela rua, dá um direto certeiro no queixo dele, nocauteando-o;

                               The coldest blood runs through my veins
                               You know my name (you know my name)


                               and
                               PRESIDENT OBAMA

O Presidente, vendo o senador corrupto caído no chão, olha para Lois:

- "Srta Lane, Todas as suas entrevistas acabam assim?"

Lois olha, levemente ofegante para o presidente, e responde com um sorriso:

- "Só as que são indicadas ao Pulizter, Sr. Presidente."

                               You Know My Name (You Know My Name)

Araon dá um soco num adversário, fazendo-o atravessar duas vans paradas no estacionamento;

Gomez atira uma faca num capanga, fazendo-o cair da escadaria;

                               You Know My Name

Veronica corre com Katsumi por um corredor, com uma explosão ao fundo;

Gwen enfia a mão intangível dentro de um cofre, retirando uma unidade de amarzenagem;

                               You Know My Name

Ylliana acerta um capanga pelas costas com um vaso;

Pat dá uma chave de braço num soldado, usando a arma dele para fuzilar outro soldado;

Faust se teleporta, escapando de uma chuva de balas;

                               You Know My Name!!!

                               THE GRANADA CONNECTION
                               In the RPOL, as soon as I finish it...

This message was last edited by the GM at 13:55, Tue 04 Oct 2011.

Nemesis
 player, 189 posts
 Aaron Gibson
 Awesomeness & Coolness
Fri 7 Oct 2011
at 05:13
State of Love and Trust
[Sala de Treinamento - Meses atrás]

Nemesis desviou do golpe por milímetros. Um micro-segundo mais tarde e o imenso robô de assalto o teria acertado - não que isso fosse feri-lo, mas a aposta com o Tigre de Bronze era de que ele terminaria o cenário sem ser atingido uma única vez. O objetivo desse treinamento era fazer com que ele se concentrasse no que acontecia ao seu redor. "Quando você se desconcentra, pessoas podem morrer" dizia ele.

O robô foi arremessado contra o outro que vinha rapidamente ajuda-lo, mas seu ocupante, agora incapacitado, apontava um imenso canhão de braço em sua direção - e o cenário era nada mais nada menos do que uma 5th Avenue completamente lotada. Não só ele deveria passar inatingido pela simulação, como ainda deveria zelar pela segurança dos que estavam ao seu redor. Rapidamente ele corre na direção do disparo iminente e consegue "abraçar" o cano, fazendo com que o braço do robô exploda com o disparo. Isso causa alguma destruição ao redor, mas não longe, e ninguém aparenta estar ferido. Os robôs não serão mais um problema também.


[St. John's College - 18 meses antes]

Aaron estava sentado na sala de espera do escritório do diretor, lendo. A leitura tinha um objetivo - desviar sua atenção da nova assistente, uma jovem cerca de um ou dois anos mais velha que ele apenas. Ele descobrira que ela era uma estudante ucraniana de artes, e que seu nome era Blanche, depois de alguma pesquisa.

- "Rum? Você já tem idade para beber ou pretende cursar Gastronomia quando sair daqui?" - A voz da assistente quebrou o silêncio e surpreendeu Aaron.
- "Hã... não. Rum é apenas o nome do livro. É sobre um jornalista americano que se muda para Cuba nos anos 50. Bem interessante..." diz ele, tentando disfarçar. - "Conhece Hunter Thompson?"

Ela sorri, e seu sorriso é como a certeza de uma entidade divina por trás da criação. Eles continuam a conversar sobre livros e autores americanos e europeus, sobre diferenças entre nações antes rivais, quando ele é chamado para a sala do diretor. Mas não antes que ele junte toda sua coragem para convida-la para um café mais tarde, que ela prontamente aceita.

Eles ainda trocam um longo olhar antes de Aaron desaparecer para dentro da sala e ser suspenso por 5 dias por uma redação considerada ofensiva pelo professor.


[Sala de treinamento]

A simulação se altera, e agora Aaron está dentro de um prédio industrial, na escadaria. A voz de Ben Turner, o Tigre de Bronze, ecoando no comunicador.

- "Ok, bonitão. Já vimos que você consegue lidar facilmente em um ambiente aberto, onde o que importa é o fim do confronto. Pois agora você está em um edificio de escritórios, no térreo, onde terroristas estão mantendo reféns no penultimo andar. Você não sabe quantos eles são, nem o que querem, apenas que eles irão executar todos os reféns caso o FBI tente invadir - o que vai acontecer em menos de 10 minutos."

Aaron começa a ouvir passos nos andares acima, e conta pelo menos 4 vozes diferentes. - "Seu trabalho, Elemento Zero, é garantir que nenhum refém seja ferido. Para que isso aconteça, você deve conseguir chegar até o penultimo andar sem ser detectado."

"Maldição" pensa Aaron, enquanto tem certeza de que Ben está sorrindo de maneira sacana da cabine de comando.

Ele inicia sua subida com o máximo de cuidado, e o primeiro terrorista é facilmente abatido. O segundo cai tão facilmente quanto o primeiro, com a ajuda de uma faca encontrada após Aaron partir o pescoço do primeiro e arremessa-la no coração do segundo com habilidade. Os andares vão sendo superados, e os terroristas caindo um a um silenciosamente, até que ele chega ao penultimo. Aaron consegue se esgueirar por um duto de ventilação e se coloca acima da sala onde o grupo de empregados é mantido refém.

Aaron consegue contar 5 terroristas, sendo um junto ao grupo e os demais andando pela sala. Fácil demais, pensa ele - algo que ele deveria ter considerado melhor antes de agir.

Sem qualquer esforço, ele atravessa o teto e cai sobre o primeiro terrorista, que estava próximo aos reféns. Ele o nocauteia, pega sua arma - um fuzil russo de assalto - e com habilidade derruba outros três terroristas com um giro de corpo que só atletas olímpicos - ou homens com a agilidade e treinamento de um atleta olímpico - poderiam executar.


[Sala de treinamento - cabine de controle]

Enquanto Aaron executava sua subida até o penultimo andar, Amanda Waller aparece na sala de controle. Sua expressão, como sempre, é uma máscara fria de desprezo e malícia.

- "Como estamos com a simulação? O Codinome Nemesis vem demonstrando progressos?"
- "Sim. Em situações extremas, não importa contra quem, o que, ou quantos, Aar... Nemesis consegue triunfar sem problemas - armas mundanas pouco representam para ele, e isso o leva a ser descuidado. No momento estou tentando uma abordagem diferente, onde ele deve usar de sutileza e inteligência para atingir o objetivo." Ben se sentia um pouco incomodado com o modo indiferente com que Waller se referia não só a Aaron, mas a outros integrantes do Projeto Misfits.
- "Interessante" diz ela, enquanto um sorriso que poderia pertencer a uma serpente lentamente nasce em sua face. - "E em relação ao autocontrole? Temos garantias de que o episódio da prisão não se repetirá tão cedo?"

Ben não sabia. Desde os primeiros dias, ele vinha ensinando a Aaron técnicas de meditação e autocontrole, na esperança de que o garoto controlasse a raiva que possuía dentro de si - e que não era pouca, se contássemos as experiências traumáticas dos ultimos meses, ao descobrir a verdade sobre si mesmo e seus pais (ou a verdade que Amanda permitiu a ele descobrir) aos eventos da vida estudantil, a preocupação de Ben era compreensivel.

Era como se Waller pudesse ler a mente de Ben. - "Vamos apimentar um pouco isso aqui. Vejamos como ele se sai. Adicione a garota."

Ben gelou com essa sugestão.


[St Johns College]

Durante os meses seguintes, Aaron e Blanche se encontravam todos os dias, e passavam os momentos de folga conversando deitados na grama, ou simplesmente passeando pelo Campus. Como ele nunca teve amigos no colégio, ter a companhia de alguém era maravilhoso, principalmente alguém tão bela quanto ela.

Ela lhe contara sobre sua mãe francesa - de onde vinha seu nome, que Aaron já havia comentado ser estranho para uma ucraniana - e sobre seus autores favoritos. A literatura era uma paixão comum aos dois, e rendia horas de conversas animadas.

Eles se beijaram pela primeira vez na biblioteca. Blanche foi pegar um livro na prateleira mais alta e tropeçou, sendo aparada por Aaron, que evitou a queda se colocando embaixo da garota. Ela caiu por cima dele, e assim que se recobraram do choque, perceberam seus rostos a uma distância mínima um do outro. Aaron ficou parado de olhos bem abertos, sem saber ao certo como se comportar naquela situação, quando Blanche lhe beijou os lábios delicadamente uma vez, e voltou a encara-lo até que ele puxasse o rosto dela para junto do dele e a beijasse com paixão.

Aaron ficou desolado ao saber que, no dia seguinte, Blanche Jankovic havia partido sem deixar aviso. Apenas um bilhete de demissão sob sua escrivaninha comprovava a existência da única boa lembrança de Aaron do colegial.


[Sala de treinamento - simulação]

Quatro terroristas estavam mortos, mas ainda faltava um, e ele havia sumido. Um instante depois apenas, Aaron percebeu que havia cometido um erro - havia outro grupo de reféns na sala, além do que ele havia visto inicialmente. Quase imediatamente após perceber isso, o último terrorista surge abraçado a um refém, e apontando a arma para sua cabeça. A refém era uma jovem de cabelos negros e olhos felinos, e deveria ter cerca de 20 ou 21 anos de idade, e seu rosto paralisou Aaron por um segundo que se revelaria fatal.

A refém era Blanche.

O terrorista gritava algo para ele, provavelmente para que ele abaixasse a arma, mas Aaron não ouvia. Ele estava atordoado com a visão da única garota que havia despertado sentimentos que ele não imaginava possuir - talvez ela tenha sido o único ser humano a quem Aaron tenha se afeiçoado verdadeiramente em toda a sua vida - e que perdera a esperança de reencontrar. O terrorista caminhava para trás, com a arma apontada para a garota, enquanto berrava algo para Aaron que ele não entendia, quando os dois tropeçaram em um dos fios espalhados pelo chão.

Aaron jamais se esqueceria de seu rosto, muito menos da expressão contida nele quando a arma do terrorista acidentalmente disparou, matando-a. Durante um segundo, ele observou horrorizado enquanto o corpo da jovem ucraniana caía. Durante um segundo Ben Turner fechou os olhos, ciente do que viria a seguir. Durante um segundo o mundo silenciou.

E no segundo seguinte, o Inferno se libertou dentro do corpo de Aaron Gibson, amortecendo sua consciência e liberando uma furia que estremeceria a convicção de deuses.


[Residência dos Gibson]

Aaron não conseguia dormir, mesmo já tendo passado das 3 horas da manhã. Ele não conseguia parar de pensar em Blanche e sua súbita demissão - mesmo o diretor da escola parecia surpreso, e não havia ninguém na casa onde ela estava morando. Era como se ela simplesmente tivesse desaparecido em pleno ar.

Ele não sabe quanto tempo se passou, mas uma leve batida na janela lhe resgatou de seus pensamentos. Surpreso, Aaron se levantou e foi até ela, abrindo-a. Blanche entrou imediatamente, com um ar de preocupação em seu rosto. Alguns instantes depois de fechar a janela, ela o abraçou com força, ficando ambos em silêncio dessa forma por alguns minutos.

- "Não tenho muito tempo" ela disse, quebrando o silêncio, enquanto se afastava o suficiente para beijar-lhe.

- "Mas... mas o que..." as palavras se confundiam na mente de Aaron, enquanto Blanche lhe beijava. Ela lhe empurrou para a cama com um vigor que o surpreendeu, e deitou-se por cima dele enquanto desabotoava o casaco.

Na manhã seguinte, Aaron acordaria sozinho, ainda sem entender, ainda com perguntas sem respostas. Ao lado da cama, no criado-mudo, um bilhete onde se lia apenas "me perdoe".

(Continua...)
Nemesis
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 Aaron Gibson
 Awesomeness & Coolness
Fri 7 Oct 2011
at 05:15
State of Love and Trust - Final
[Sala de treinamento - Controle]

- "Reforços! Onde estão meus malditos reforços? Eu quero o traseiro de cada maldito homem armado para a sala de treinamento imediatamente!" Amanda Waller berrava pelo comunicador. A situação havia passado de "sob controle" para "catastrófica" em questão de segundos. No instante que Aaron Gibson assistiu à execução de sua antiga paixão de faculdade, o Inferno se libertou.

Primeiro ele investiu contra o terrorista, abrindo-o ao meio com as próprias mãos - o que fez com que Ben Turner interrompesse a simulação. Mas isso não acalmou o jovem nova-iorquino, que começou a destruir a sala de controle até que os seguranças aparecessem. Assustados, eles abriram fogo antes que Waller lhes ordenasse o contrário - apenas para descobrirem, horrorizados, que os relatos a respeito do jovem não eram exagerados.

Aaron não os matou por sorte, mas dois deles caíram e não se mexeram mais. O resto investiu contra o jovem com todo o poder de fogo que tinham à disposição - apenas para descobrirem que eram igualmente inúteis.

- "Isolem o quadrante! Alerta vermelho!" gritava Ben Turner, enquanto saltava em meio ao caos, se posicionando à frente de Aaron - e evitando um bloco de concreto arremessado em sua direção que provavelmente o teria matado.

*****

Enquanto isso, Waller puxou seu celular. - "Controle? Quero a operativa Jankovic no quadrante 14 ontem, ou a merda vai atingir o ventilador." e desligou. Julgando por sua expressão, Amanda certamente se imaginava junto da matéria arremessada às pás.

*****

- "Aaron, pare com isso!" - Ben conseguiu evitar outra investida por pouco. Se por um lado a fúria o deixava fora de controle, ela também impedia o garoto de coordenar melhor seus ataques. No entanto, o Tigre de Bronze não nutria qualquer esperança de derrubar Aaron, apenas retardá-lo a tempo de a equipe médica recuperar os feridos e o quadrante ser isolado.

No último salto, infelizmente, Aaron conseguiu agarra-lo pela perna. O choque com o solo retirou todo o ar dos pulmões de Ben, que certamente teria sido morto por Aaron não fosse um bumerangue e uma saraivada de tiros atingindo o garoto e distraindo-o. Ele agora devia sua vida ao Capitão Bumerangue e Deadshot. Infelizmente, para os dois, seu armamento era tão inútil quanto o dos guardas da prisão. Deadshot conseguiu evitar o ataque ensandecido, mas Bumerangue não teve a mesma sorte, sendo arremessado longe e caindo com uma fratura exposta na perna esquerda, agonizando de dor.

- "Aaron!"

O grito da jovem pareceu paralisar não somente o ataque ensandecido do garoto, mas também o próprio tempo. Ainda com o olhar sinistro da fúria nublando-lhe a consciência, Aaron se virou e encarou Blanche, vestida com o uniforme padrão dos operativos meta-humanos do Xeque-Mate. Ela começou a caminhar lentamente em sua direção.

- "Aaron, pare..." ela disse, e Aaron começou a caminhar em sua direção. A fúria parecia se dissipar muito lentamente - ao menos ele havia parado seu ataque a tempo de evitar que Deadshot se unisse a Bumerangue na enfermaria. - "Eu... eu estou aqui."

- "B-blan..." Aaron murmurou, e a raiva parecia ter se dissipado, mas talvez fosse a razão voltando, e sua mente unindo as peças do quebra-cabeça - se ela era do Xeque-Mate, então seu encontro não havia sido um acaso - mas tão rápido quanto a fúria havia se dissipado ela retornou, assim que ele percebeu a verdade.

Ele havia sido manipulado.

Com um berro que assustou até mesmo Amanda Waller, Aaron investiu contra Blanche, que desviou por milímetros, mas perdeu o equilíbrio e caiu. Ele investiu novamente e a ergue com uma mão, enquanto preparava o derradeiro murro que certamente a mataria, não fosse ela posicionar uma das mãos sobre a cabeça de Aaron que imediatamente fraquejou, dobrando os joelhos e largando-a.

- "Me perdoe, por favor me perdoe..." foi o que ele a ouviu dizer, antes que sua consciência se apagasse.


[Quarto (ou cela) de Aaron - horas mais tarde]

Aaron estava deitado em sua cama, pensativo. Ele estava tentando digerir as descobertas do dia, quando ouviu baterem na porta.

- "Como se precisassem da minha permissão pra entrar..." ele se limitou a dizer, em voz alta, para quem estivesse na porta. Ela se abriu, e Blanche Jankovic entrou, timidamente. Sua expressão era uma mistura contraditória de tristeza e alegria. Aaron, por sua vez, continuou deitado.

- "E pensar que eu andava desejando por uma chance de lhe encontrar de novo, e Waller negava. Quem diria que seria ela, pessoalmente, a me chamar, hã?" ela disse, com uma risada nervosa, após intermináveis segundos de silêncio. Sua expressão demonstrava embaraço. Coçando o braço e sem conseguir olhar para Aaron, ela continuou. - "Tigre e Bumerangue estão na enfermaria. Ben já foi liberado, mas o Capitão vai ficar de molho por uns dois meses. Você o pegou de jeito. Aliás, acho incrível que você tenha conseguido se conter mesmo em fúria. Apesar de alguns bem feridos, nenhum guarda morreu e..."

- "Porque você?" A pergunta de Aaron veio silenciar completamente a jovem, que ficou sem saber como reagir. Seu tom de voz, embora aparentemente calmo, escondia uma raiva mortal.

- "Bom, eu... hã... você já havia demonstrado pouco interesse pelos estereótipos mais comuns da faculdade - cheerleaders, aspirantes a modelos etc - então Waller acreditou que um tipo mais intelectual..."

- "Não. Eu perguntei porque VOCÊ." Aaron novamente havia conseguido emudecer Blanche. Ele se levantou e agora estava sentado na cama, fitando-a diretamente nos olhos como um leão prestes a atacar. - "O que você fez comigo mais cedo? Porque você? E mais importante, COMO VOCÊ PÔDE?"

- "Eu... hã, bem..." Tão logo Blanche começou a balbuciar, Aaron se levantou e investiu contra ela, segurando-a pelas mãos seu corpo contra a parede. Seu rosto a centímetros do dele. - "Ok, ok! Eu sou psiônica! Se eu tenho contato físico com alguém consigo conhecer melhor sua fisiologia. No caso de um meta-humano, seus poderes e fraquezas. Depois disso, eu posso anular parcialmente suas habilidades e também consigo atingi-los com um ataque mental. Foi o que eu fiz mais cedo para conseguir te derrubar."

Aaron estreitou o olhar. As peças finalmente começavam a se encaixar. - "Também consegue ler mentes, adivinhar sua emoções e manipulá-las, coisas do tipo?"

- "Sim, sim... NÃO! ESPERE! Não é o que você está pensando!" Aaron começara a aumentar a pressão nos pulsos, fazendo com que Blanche sentisse muita dor. - "Sim, eu fui mandada lá para vigiá-lo e conseguir informações! Você deveria ter apresentado mudanças logo após seu aniversário de 18 anos, seus poderes deveriam ter se manifestado, mas isso não aconteceu. Então eles precisavam de alguém que pudesse analisá-lo sem despertar suspeitas, mas eu não manipulei seus pensamentos ou emoções, eu juro!"

Blanche começou a chorar, e Aaron aliviou a pressão nos pulsos finalmente a libertando, ao que a garota permaneceu sentada no chão. - "Depois que eu lhe beijei na biblioteca minha missão estava cumprida. Eu o havia analisado e só tinha que enviar o relatório para o comando central em Belle Reeve, mas eu estraguei tudo." Ela diminuiu o choro lentamente e ergueu o rosto, seus olhos encharcados encontrando os de Aaron. - "Eu deveria ter ido embora imediatamente, mas não pude. Eu... eu simplesmente..." e baixou o rosto novamente, incapaz de concluir a frase.

Aaron se deitou novamente, fitando o teto. Blanche continuou sentada no chão, mas aos poucos seu choro foi cessando, até que só restasse o silêncio.

- "Há um ano atrás eu só pensava em como entrar pra faculdade me assustava." A voz calma de Aaron havia novamente quebrado o silêncio. - "Tinha apenas que lidar com dezenas de imbecis que só estavam lá porque sabiam fazer uma bola passar por um aro, ou derrubar outros caras mais imbecis que eles. Literalmente do dia pra noite descubro que tenho todo esse poder, que meus pais não são meus pais, que eu nem mesmo sou um ser humano - só uma experiência doentia em laboratório, pra satisfazer a megalomania de uma nação ignorante." Ele virou o rosto para encontrar o dela. Seus olhos demonstravam uma tristeza profunda. - "Imagino que seria questão de tempo até minha namorada da faculdade se revelar outra mentira. Deveriam ter me deixado apodrecer naquela prisão, ou encontrado um jeito de me matar de vez."

Blanche fitou Aaron deitado por alguns instantes, antes de se levantar e ir até ele. - "Levanta" ela disse, e ele não a entendeu. - "Levanta já, anda..." e ele se levantou, sentado na cama com o rosto dela novamente perto do seu. Ele se lembrava daquele perfume, sonhara com ele muitas noites ainda depois que ela partiu. Ela o beijou, delicadamente, alisando seu rosto.

- "Waller me enviou apenas porque eu era a única chance que ela tinha de analisa-lo sem levantar suspeitas - os agentes que foram escalados para seus pais eram um fracasso, inúteis. Mas eu posso ler mentes, esqueceu? O que ela não contava era que eu iria descobrir o verdadeiro Aaron, não aquele a quem chamam de Elemento Zero, ou Projeto Nemesis, mas o garoto tímido que sonhava se tornar escritor. O mesmo garoto que era incapaz de ficar longe de encrencas, e que muitas vezes infringia as regras apenas para sentir algo verdadeiro, mas ainda incapaz de ferir ou prejudicar alguém. Eu me apaixonei por esse garoto, e foi por isso que tive de desaparecer."

Outro beijo, mais forte agora, mas Aaron a afasta com delicadeza, segurando-a pelos braços.

- "Esse garoto era uma mentira. Aaron Gibson morreu em uma explosão de gás no presídio estadual de Maryland, junto com 157 detentos." ele diz, sem olhar nos olhos dela. Seu tom de voz é grave. - "Meu nome é Nemesis, ou Elemento Zero. Sou uma cria de laboratório, eu nem mesmo sou humano. Meu objetivo é ser uma experiência de sucesso, ou ser descartado como fracasso. Todo o resto não passa de distração."

Blanche se afastou dois passos para trás, olhando-o com tristeza. - "Estou partindo amanhã. Waller me designou para uma missão no leste europeu. Não acho que vamos nos ver mais."

- "Boa caçada" ele se limita a dizer, olhando para o vazio na direção oposta à dela, que lentamente sai do quarto, fechando a porta atrás de si.

*****

Mais tarde, naquela noite, Aaron Gibson choraria pela última vez, como que se despedindo de sua identidade mundana. Aaron Gibson seria apenas um nome. Ele se tornaria definitivamente Nemesis.

Blanche Jankovic seguiu para o leste europeu e sua ficha ficou inacessível para ninguém abaixo de Amanda Waller. Algumas semanas mais tarde, Ben Turner se encontraria com Hal Jordan e lhe revelaria detalhes sobre o Projeto Nemesis, e o que fazer caso o pior acontecesse.

(Fim)