Red Oni


                                     "O samurai sente
                                      O sangue dos inimigos
                                      Escorrer no rosto."

                                                                Hatsu

                                     





Katsumi (勝美) Nishimura (西村) não é uma adolescente nipônica comum é o que a primeira vista todos podem dizer, e claro muitos não entendem o porque de sua vertiginal queda para o mundo do crime. Afinal tinha tudo o que podia querer dinheiro, família e educação, em resumo tinha um brilhante futuro a frente.

Talvez o começo da tragédia esteja relacionado com a morte de sua mãe no dia de seu décimo sétimo aniversário, sua mãe trabalhava no museu nacional de Tóquio, especificademente na area destinada as reliquias do periodo do shogunato japonês, dizem que grandes achados arqueológicos passaram pelas mãos habilidosas da Doutora Ayako Nishimura mas em especial Katsumi adorava visitar a mãe quando a mesma trabalhava nas restaurações, via peças saindo de um estado lastimável para voltarem a ter o brilho original de quando foram feitas.

A ultima coisa que vira sua mãe trabalhar era na coleção de espadas samurais vindas de um sitio arqueológico recente, parece que estas eram vindas de uma antiga escaramuça originaria da batalha de Sekigahara. Katsumi era uma aficcionada pelo periodo dos samurais e praticava Kenjutsu fervorosamente em conjunto com Akijutsu e pelos seus planos pretendia seguir os passos da mãe e fazer a faculdade de História.

Tudo destruído...

Uma noite fatídica na casa dos Nishimura quando o telefone deu seus ecos pela casa e quando a jovem atendeu a ligação e o fone caiu para não ser mais levantado...

A pesquisadora, a arqueologa, sua mãe... não mais existia algum criminoso ou grupo de criminosos havia entrado dentro do museu furtado peças valiosas da seção de restaurações e por fim matado a doutora Nishimura.

Desse dia em diante Katsumi apenas viveu para vingança, suas notas cairam assustadoramente, matava aulas e aparentemente estava andando em companhias perigosas, o que assustaria um pai atencioso, mas Hideo Nishimura, coorporativo, multi-milionário e com certeza um pai não presente não significava muita coisa, afinal tudo que ele pode fazer depois da morte da esposa foi balbuciar um "lamento muito não estar aí... negócios importantes..." Katsumi não odiava o pai, apenas não tinha afeto por ele, respeitava sua posição, mas não suas ações.

Seu comportamento também piorou arrumava brigas por pequenos motivos e passou a demonstrar comportamentos estranhos como balbuciar sozinha, como se estivesse falando com alguém imaginário.

Claro que havia um pouco de direcionamento nesse comportamento destrutivo, ela passou algum tempo tentando localizar no mercado negro as peças roubadas, e por fim descobriu com ajuda de alguns amigos não muito nobres da arte do Hackerismo e do mercado negro quem estava com as peças.

Armou-se com uma pesada katana de bambu de seus treinos de Kenjutsu e uma arma de choque contra tarados e foi investigar. Não havia ninguém aparentemente na propriedade, ela entrou desativando o dispostivo de alarme e investigou a grande casa, gente de prestigio e posição, mas não havia criados o que era estranho.

Por fim quando estava pensando que não iria encontrar nada ela ouviu barulhos abafados de conversa no fim do corredor, aparentemente era uma sala de reuniões, pois conseguiu ouvir os elementos conversando. Era uma conversa a respeito dos compradores e de que as peças já havia sido entregues em seus países nisto uma mão puxou a jovem para dentro (fique claro não era uma porta de madeira e sim uma das tradicionais portas japonesas internas (aquelas frágeis) ela havia sido descoberta.

Mas não se entregou sem lutar acertou golpes de sua espada de madeira em um deles e um choque da arma em outro, mas ela não era pareo para 6 yakuza e foi dominada e jogada com violência contra uma parede decorada ao estilo antigo com diversas katanas arrumadas (agora não mais arrumadas) e parecia desacordada.

Um dos capangas riu e disse algo como "Como é que essa vadiazinha havia nos descoberto?", essa frase já deixara Katsumi com um certo ressentimento, mas a gota d'agua foi quando um deles e provavelmente o chefe com uma grande cicatriz e braços tatuados disse "He he sabe de uma coisa essa ai parece mesmo com a outra vadia do museu tem os mesmos traços e quem sabe faça gostoso como a mãe..." Esse pequeno detalhe policial não havia sido revelado para a famila fique claro.

Digamos que tudo que havia de ruim, odioso e mortal passou pela mente de Katsumi seus olhos faíscavam de raiva assassina, e mudaram de sua cor original para um vermelho caracteristico devido ao despertar de seu gene metahumano, rapidamente se pôs de pé e inexplicavemente ela agora tinha em suas mãos duas espadas de energia e com elas passou a atacar seus agressores.

Tudo isso somado a estranhos gritos em japonês arcaíco e bem insanidade furiosa.

A cena que sobrou não foi bonita depois de terminar as espadas sumiram e Katsumi foi até a mesa de reuniões e achou uma lista, a lista de compradores das peças roubadas.

Uma a uma de lugar em lugar ela recuperou as peças e eliminava qualquer resistência até que na ultima localidade Gotham City ela foi detida por Caçadora e Canario Negro quando tentava recuperar o ultimo artefado este que fora adquirido para a Fundação Wayne e mesmo com suas habilidades a experiência de suas antagonistas falou mais alto e Katsumi foi capturada e presa.

Ela ia ficar um bom tempo na cadeia, seu pai agora já sabia de tudo e cortara relações (não que isso fosse algo significativo, Katsumi já desviara uma boa quantia de recursos para contas particulares) um "advogado" e Amanda Weller tiveram uma conversa instrutiva sobre a inicitiava do esquadrão suicida, afinal fazendo as missões sua pena e ficha seriam esquecidas e digamos que atualmente Katsumi estava gostando da idéia de descontar suas frustrações em algo movél.