Succubus
Driver: Watch out for the weirdos, girl. Succubus: I am the weirdo, mister.






Ha Ha Ha Ha Ha!!! Como é bom acordar depois de tanto tempo, finalmente posso voltar a olhar o mundo com meus próprios olhos! Sentir o vento novamente, o aroma das frutas e flores e até o sabor de uma pele macia. Que vontade de voar pela noite e explorar esse novo mundo. Mas que diabos, não consigo mais voar, mas devem existir coisas que ainda posso fazer. Veremos por onde começar, simplesmente vou sair e descobrir...

E assim Succubus simplesmente sai pela rua testando seus poderes, seus trajes pretos, pele excessivamente branca, cabelos negros e olhos que mudam do azul clarissímo para o negro dependendo da refração da luz parece causar fascinío nos homens e desconforto nas mulheres, e ela adora isso! Passeia pelas ruas da cidade segura como Verônica nunca foi, determinada e disposta a quebrar convenções. Ter o mundo a seus pés, e é claro os homens em primeiro lugar...

Succubus passa sobe num onibus e senta numa poltrona na janela, fica olhando a cidade o movimento, as pessoas com suas vidinhas indo e voltando pra le pra ca, parecem formigas, tão atarefadas e tão alheias a tudo a sua volta, tão seguras e ao mesmo tempo indefesas... então começa a brincar com seus poderes, começa a sentir a emoção das pessoas, seus medos, seus desejos...

Um homem se aproxima de uma bela mulher e pensa "Que delicia!", Succubus não perde tempo e se delicia ao ver o homem exclamar isso em voz alta, a mulher mesmo tendo gostado, se mostra ofendida e começa um tumulto na rua, o homem simplesmente não entende como disse aquilo alto.

Continua seu passeio, passa perto de uma loja de artigos góticos e bruxaria, imediatamente faz com que o motorista pare o onibus causando um acidente entre vários carros que inesperadamente chocam-se na traseira do onibus, um mar de buzinas e xingamentos toma conta do lugar, ela simplesmente ignora, mas se diverte com a situação, caminha determinada a conhecer a loja. O lugar é interessante, muita coisa ali é bobagem, que não serve para nada, mas existem algumas coisas interessantes ali, a senhora da loja é familiar, assim como todo aquele ambiente, parece que já esteve ali, é bem tratada e se simpatiza com a mulher.

Posso ajuda-la? Meu nome é Sra Carter, sou a dona da loja, fique a vontade.

Estou apenas olhando, obrigada Succubus se surpreende com a própria educação.

E passeia pela loja, parece ser atraida para um canto onde se encontram alguns livros e ali encontra o livro que parecia procurar sem saber, toca em sua capa, mas não ousa abri-lo. Simplesmente caminha pela loja com o livro nas mãos e o coloca numa outra prateleira. Como se ali fosse o seu lugar. Fica perturbada com o livro e sai da loja correndo, sente dores de cabeça, lembranças estranhas que parecem vir de um passado muito antigo, sente calor, fogo queimando sua pele, fica corre sem saber para onde, seus poderes descontrolados, sua mente é invadida por um turbilhão de emoções, assim parece conseguir aplacar as lembranças do passado, aos poucos acalma-se e volta a si, esta num quarto, portas fechadas e uma cama quente, adormece...

----------------------------------------------------------

Mais um dia para aproveitar a vida e fazer o que bem entender... hoje espero que não tenha essas visões do inferno que atormentam minha existência. Vejamos por onde começar, hum já sei... vou a igreja, vamos ver o que a igreja tem feito atualmente. Esta minha curiosidade ainda me mata.

Logo encontra a igreja do bairro e senta num dos bancos mais ao fundo, observa o movimento, em sua maioria velhinhas que entram fazem suas orações e saem, succubus se contenta apenas em ouvir, sentir as emoções das pobre velhinhas...em sua maioria pedindo, pedindo, pedindo, muitas vezes pedidos mesquinhos, coisas pequenas, até parece que Ele vai se importar com uma dor de cotovelo da neta, ou com a falta de dinheiro para comprar um video game para o neto, com a vida da vizinha que grita e atrapalha o sono da pobre velhinha, como são pequenos. Como ousam fazer isso, pedir essas bobagens. Mas uma delas é diferente, está pedindo para livrar a dor do marido que sofre de uma doença terminal, ela mesma parece sentir muita dor em ve-lo sofrer. Na mesma hora Sucubbus tem uma idéia e sendo fácil demais encontrar o endereço da velhinha segue para sua casa num taxi, pede que o motorista a espere na porta, não foi difícil fazer com que a enfermeira abrisse a porta, convence-la que estava la para ajudar foi mais fácil ainda e ao olhar o pobre velho moribundo, sentiu pena dele e lhe ajudou dando fim a sua vida. Logo depois saiu e fez com que a enfermeira se esquecesse de sua visita. Voltou ao taxi e o motorista a deixou no centro da cidade, o pagou com uma piscadela e ele estava satisfeito.

Ela adorava esse poder, fazer das pessoas aquilo que elas deveriam ser, entender o que sentem e o que temem, faze-las temer, amar, brigar, brincar com as emoções era muito divertido e ela estava cada vez mais gostando disso.
Passeou mais pelas ruas fazendo o que mais gostava, explorando os sentimentos e fazendo pequenas brincadeiras, hora um homem soltava um palavrão para o vendedor de cachorro quentes, hora um motorista tirava os olhos da direção para olhar para ela, que quase sempre acabava num acidente. Se divertia muito com isso.

Parou para comer um lanche numa lanchonete da esquina, viu algumas notícias do jornal na tv, coisas estranhas aconteciam naquela cidade, alguns heróis mascarados voavam por ai lutando contra forças do mal. E ela começa a pensar nas possibilidades de usar seus poderes para algum propósito maior, conquistar mais poder. Ser adorarada.

Assim succubus passou o dia, andando pelas ruas e cometendo pequenos delitos, usando os outros de piada, brincando com os sentimentos e sentindo as emoções alheias. Colocava medo em alguns, desejo em outros, e isso não demorou a chamar a atenção. Sentia-se vigiada, mas não sabia de onde vinham os olhares.

A sensação passou com novas diabruras, não levava as coisas muito a sério, então deixou essa sensação pra lá. Fui a procura de um lugar tranquilo se é que existia um lugar tranquilo naquela cidade, procurou um parque e ali ficou observando novamente as pessoas, sentia dentro de dela algo aprisionado, essa calmaria fazia com que sentisse isso, como se alguém quisesse se libertar, não sabia ao certo o que fazer, apenas sentia, algumas letras passeavam por sua cabeça e sentia dores, novamente parecia que seria tomada pelos sentimentos das lembranças do passado, mas dessa vez as palavras a livrou da dor. Ayslin, Amarantha, Ayslin!!! E adormeceu...

---------------------------------------------

Finalmente livre de novo! E com sede, sede de vingança de sangue, que sensação maravilhosa, eles vão pagar, pagar por tudo.. Succubus acorda durante a noite num rua escura e deserta, sente o gosto de lágrimas em seu rosto, passa a lingua nos lábios e se alimenta dos sentimentos que fizeram as lagrímas nasceram no coração de uma alma pura e perturbada pela humilhação, simplesmente porque ela quis ser o que realmente é num mundo onde as máscaras são mais valorizadas que os rostos que são escondidos por elas. Corre em direção ao desconhecido, simplesmente é guiada pelos sentimentos que alimentam o sabor das lágrimas.

Finalmente chega onde parece seu destino, um grande baile de colégio, centenas de emoções e sentimentos fluem para sua cabeça, mas Succubus filtra e consegue encontrar os vestigios do que acabara de acontecer, uma jovem de nome Veronica, sendo humilhada e maltrada por todos, não tem muito tempo para pensar na vingança da pobre menina, sente simpatia por ela e ao mesmo tempo repulsa por ser uma alma tão correta e boazinha!

Succubus vê claramente os medos daqueles que humilharam a pobre garota e cria ilusões para que enfrentem seus medos, Sarah se enxerga gorda e feia, Tommy se vê abandonado pelos pais, Jennifer se vê sua própria morte, cada um deles começa a sofrer, sofrer, vêem seus medos tomarem forma em outras pessoas e começam a se atacar e tudo que está disponível se transforma em armas, se machucam, gotas de sangue começam fluir, Succubus adora, se alimenta dos sentimentos de medo e ódio que tomam conta do lugar... sua vingança está feita... ela ouve em sua mente uma voz feminina Ogof!!!. E o salão começa a pegar fogo... mas algo dá errado o fogo parece persegui-la... quando volta-se para a porta do salão para fugir vê a figura de uma bela mulher em trajes negros que lembram a roupa de gala de uma apresentação de mágica... não a conhece, mas seu nome vem a sua mente... Zatanna. Parece que haverá um confronto...